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31 de mai de 2008

Manutenções essenciais no computador?


Independentemente de você ser expert ou não, o seu computador é muito complexo para funcionar sozinho durante muito tempo. Algumas tarefas devem ser realizadas regularmente, no máximo mesalmente.

1) Atualização do sistema operacional: se você usa o windows, configure-o para receber atualizações automáticas. Se você usa windows crackeado, compre um Windows original, que seus problemas vão ser bem menores do que o tempo que você vai perder quando a máquina não inicializar mais, travar, não desligar, congelar teclado, mouse, etc.

2) Tenham um bom antivírus instalado e permanentemente atualizado. Não confie nas versões Gratuitas de Antivírus, pois elas têm severas limitações já discutidas em outro post. A minha preferência pessoal é pelo Kaspersky. Assim como não aconselho um Windows pirata, também não recomendo um antivírus crackeado, simplesmente porque não é lógico confiar toda a segurança do computador a um programa que foi mexido por terceiros, sem que se saiba se a alteração não resultou na implantação de um desapercebido spyware que vai monitorar as suas atividades.

3) Faça a desfragmentação regular do HD quando a fragmentação atinge níveis insuportáveis, o desempenho dos programas vai de mal a parado. Vejo frequentemente computadores com anos de uso, cujos usuários nunca desfragmentaram o disco.

4) Realize limpezas regulares de arquivos temporários, arquivos de cache de Internet, otimização do registro, etc. Um dos programas mais eficientes é o CCLEANER, um freeware que realiza uma varredura do disco e deleta todos os arquivos inúteis.

Outros procedimentos também podem ser aconselháveis para manter o sistema em dia, mas se nem os considerados essenciais são executados regularmente pelos usuários, não adiantaria mencioná-los, pois caso fosse evitariam a desastrosa rotina de perda de dados e formatações.

Antivírus, vírus ccleaner, freware, sistema operacional, HD, fragmentação, atualização

30 de mai de 2008

Envelhecer é brincar como criança?


A campanha do HSBC Seguros que está sendo veiculada nas principais Redes de Televisão trabalha um jargão bastante conhecido: o conceito de que não importando a idade, o espírito deve permanecer jovem.

Ao longo do vídeo um grupo de velhinhos brincam de bater na porta dos outros e sumir, lutam com espadinhas de madeira, brincam de cabra-cega, jogam bolinhas de gude, jogam uns nos outros bexiguinhas de água, empinam papagaios e o vídeo termina com duas velhinhas pulando em cima de poças de água. A última cena termina com uma frase emblemática “O futuro pode ser a melhor fase da sua vida, faça um plano de previdência do HSBC.”

Será? Será que a felicidade futura prometida pelo banco é a imbecilização? Eu jamais concordei com a máxima de “ter a cabeça jovem” em corpo de velho. Ora, o melhor dos jovens não é a cabeça, é o corpo, isso porque são eles que mais erram por terem menos experiência. O ideal não seria o inverso, corpo jovem em cabeça velha?

Tais perguntas não podem calar. Cada vez que vejo a propaganda do HSBC, me pergunto se aqueles pobres velhinhos não brincam como crianças por conta das falhas de uma sociedade que não trata a pessoa humana como em toda a sua trajetória existencial. Mal e porcamente há um sistema educacional a fornecer um mínimo de instrução formal para crianças e jovens, mas o adulto nunca é preparado para o porvir, apesar dele um dia chegar fatalmente à velhice.

O banco não mostra uma realidade diferente porque ela não existe – velhos aprendendo a dançar, tocando piano, pintando quadros, declamando poemas, enfim, tendo vidas plenas e prenhes de criatividade, preenchendo os “melhores” anos das suas vidas com atividades que façam realmente valer o lema de todas as idades: fazer o que se gosta e o que dá prazer.

O comercial do HSBC não é ruim porque ele é a expressão da realidade da velhice abandonada, que se imbeciliza e regride nas suas faculdades intelectuais, por causa de uma sociedade que nunca os preparou para manter o viço do corpo e saúde da mente, cuja maior virtude é ser velha, mas sem nunca perder a capacidade de criar.

Mídia, velhice, projeto de vida, sistema educacional

O que é nomofobia?


É o termo inventado pelos ingleses reunindo as palavras no+mobile+fobia = fobia causada pela falta de celular (mobile em inglês). A perda da conectividade pode gerar nos nomofóbicos taquicardia, suores frios, dor de cabeça, sensação de nudez. Nas ruas se percebe que a nomofobia pode estar configurando uma síndrome.

Uma síndrome é integrada por um conjunto de sintomas. Observo em diferentes lugares um dos sintomas mais evidentes: a compulsão. Os compulsivos não conseguem passar alguns minutos sem dar uma olhadinha no seu celular, não importa o lugar onde
estejam, cinemas, teatros, restaurantes, momentos de lazer e... também na transa.
O nomofóbico pode ser diagnosticado quando:

- jamais desliga o celular;

- abandona tudo que está fazendo para atender o celular;

- não carrega o celular nem na bolsa e nem no bolso, só na mão;

- num intervalo de 10 minutos, consulta umas cinco vezes o celular;

- interrompe a relação sexual para atender o celular – isto prova que o compulsivo nomofóbico passa por cima do maior prazer do mundo (depois da excreção) – isso pelo menos foi válido antigamente na era A.C. (Antes da Conectividade);

- nunca esquece o celular e se o faz, volta para casa de onde for para buscá-lo;

- aboliu a leitura de livros nos intervalos das viagens e lazer nas horas vagas, porque as substituiu pelo futricar incessante no pequeno tecladinho jogando, ouvindo mp3, navegando na web, mandando emails e disparando torpedos;

- sente as mesmas vertigens quando perde o celular, ou acaba a bateria, que as pessoas sentiam antigamente quando perdiam a carteira.

As companhias fabricantes de aparelhos, de olho no cativo mercado nomofóbico, estão pouco a pouco eliminando o botão de desligar. Notem que o botão está cada vez menor e mais difícil de ser acionado, até o seu desaparecimento por completo. Os fabricantes trabalham incansavelmente para aumentar o tempo de duração das baterias, que já duram semanas, que poderão durar meses e quiçá anos.

Bem, mas qual é o problema de ser compulsivo? É simples, toda a tecnologia moderna foi inventada para ajudar o homem a viver melhor, para teoricamente libertá-lo de tarefas pesadas e repetitivas, para que ele pudesse exercer a sua excelência, que é a libertação do espírito, para que pudesse empreender vôos filosóficos ao rumo do embate com as questões do ser.

Que diriam os antigos gregos, se soubessem que o homem moderno não passa de uma toupeira escravizada aos aparatos tecnológicos que foram justamente criados libertá-lo?

Telefonia celular, síndrome, filosofia, livros, leitura, nomofobia, nomofóbico

Você fica parado na escada rolante, ou sobe os degraus para chegar mais depressa?


Eis o subproduto da cultura Geek, a sensação de pressa e a culpa de estar perdendo tempo - caso você esteja eventualmente longe da tela do seu computador.

Mais perguntas deste tipo: você entra no ônibus e vai direto para perto da saída com a sensação de que vai chegar antes?

- Você passa o ano inteiro pensando em tirar férias e passa as férias inteiras pensando em voltar para o serviço?

Tais perguntas se inserem num contexto específico da sociedade de consumo, que é o encolhimento temporal. Vivem-se as 24 horas medievais sob as pressões do padrão Real Time. Só que o nosso corpo medieval não agüenta 24 horas de funcionamento, entrando em tilt umas 8 horas de sono de tempo perdido para as exigências cibernéticas da cultura Geek.

Vamos simplificar o esquema: corpos medievais habitados por almas medievais que interagem num mundo que não dorme mais. Este simples esqueminha serve para demonstrar porque você:

- anda na escada rolante, ao invés de usufruir do automatismo ocioso;

- adia eternamente o seu regime por falta de tempo para fazer exercícios;

- fica o tempo todo colado no seu palmtop ou futricando o seu celular em viagens, quando poderia aproveitar o tempo para apreciar a paisagem e relaxar;

- adia todos os seus sonhos para a aposentadoria e passa toda a aposentadoria pensando nos sonhos que renunciou.

Aproveitar o tempo e relaxar? Ora, isto é totalmente proibido na cultura Geek. Estive um mês na Alemanha e descobri o que é ficar online fulltime. O pessoal de lá vive a tecnologia o tempo inteiro, não consegui ver um deles com uma expressão en passant no rosto. Só vi rostos contraídos em longas entabulações no celular e sobrolhos franzidos teclando malucamente em laptops conectados via wireless banda larga à Internet.

Agora vamos relaxar e imaginar uma cena paradisíaca daquelas de propaganda de banco, em que você está de pés descalços, vestindo uma roupa branca, de frente a um pôr-do-sol maravilhoso... Acorde seu Nerd, porque você dormiu na frente do seu computador num tilt de sono, graças ao seu cansado corpo medieval. Também pudera, numa posição dessas, até eu!!!



Referência: Cultura Geek

Geek, tempo, palmtop, laptop, celular, fulltime, realtime, ociosidade, tempo medieval

O que mais os SPAMS vendem?


Sem entrar no mérito sobre a origem etimológica do spam, se foi da pilhéria do Monty Python, ou da aversão que os ingleses adquiram no pós segunda guerra mundial pela única fonte de proteína disponível: um apresuntado em lata da marca SPAM, que existe até hoje.

O que importa é analisar a prática do dia a dia e que o Gmail oferece uma pasta SPAM para onde vão todos os emails indesejáveis, misturados com alguns desejáveis. Antes eu os deletava sistematicamente, até que resolvi deixá-los para aprender um pouco sobre a psicopatologia dos spammers e cheguei a algumas conclusões:

- Os spammers globais há muito se vacinaram contra os filtros por endereço de email – eles não repetem jamais o mesmo endereço. Alguns exemplos: tjableck@wal-mart.com, schislerybret@nilechat.net, apfaleuew@blueheroninn.com, merissa@yoner.com, ldytraver@kpnplanet.nl, ing@unc.edu, rjdlocations@hotmail.com, ainza_1990@hotmail.com.
Parece que os spammers têm um radomizador de emails para tornar impossível a filtragem por endereço.

- Tema principal dos Spammers: Sem dúvida nenhuma mais de 90% dos SPAMS tratam de um assunto altamente específico – “Enlarge Your Penis”, ou seja, pílulas e artefatos destinados a aumentar o tamanho de pênis. Os tamanhos são a partir de 25cm e vão ao sabor da imaginação dos homens (idealizados pelos SPAMS) que desejam fazer a felicidade das mulheres com suas varas de mais de 30cm.

- Segundo tema preferido dos SPAMS: Parece que depois que os homens adquirem seus “varões”, eles passam a necessitar de uma química poderosa para inflar as monstruosidades. Então, quase todo o resto dos SPAMS se dedicam a oferecer VIAGRA, CIALIS, LEVITRA, ULTRAM, PHENTRIMINE, PROPECIA, etc.

- Depois de você ter obtido a vara dos sonhos e ter intumescido-a com as pílulas compradas numa farmácia canadense, você já está pronto para entrar nos sites de “Dating”( sites de encontros), para poder usar seu rijo varão recém adquirido.

- Minoritariamente há os emails de phishing, worms, vírus, spywares, correntes, sites de comércio de produtos eletrônicos de Hong Kong, etc.

A conclusão é que a cabeça dos spammers é preenchida por sexo e pelo jeito como eles se dedicam a empurrar métodos para aumentar os pênis dos homens, parece que é o produto mais vendável em escala global atualmente.

SPAM, Spammer, temática dos spams, gmail, filtro

29 de mai de 2008

Meu computador Intel dos sonhos?


Há uma controvérsia interminável entre os que defendem o computador de marca e aqueles que preferem montar o seu próprio, escolhendo entre as diversas opções do mercado de componentes aqueles que mais se adéquam ao seu projeto. No Brasil temos poucas possibilidades de montar no nosso micro sem que o “computador dos sonhos” encoste facilmente na faixa dos dez mil reais. Além disso, a qualidade e a quantidade dos componentes disponíveis no nosso mercado são muito inferiores aos que os gringos têm no mercado deles.

O meu computador anterior estava transformando numa traquitana espirrando para fora do esqueleto do gabinete, porque os componentes não cabiam mais no antigo chassi que tinha agasalhado uma paleolítico motherboard Soyo com Pentium III. Quando troquei a placa mãe, foi como se fosse um transplante coração-pulmão, já que a nova motherboard Intel com Pentium IV exigiu uma fonte de Pentium, que não coube mais no gabinete feito para agasalhar a velha fonte ATX.

Recentemente realoquei toda aquela geringonça num gabinete usado e o doei para um parente. Então parti para um computador novo e, diante dos custos da customização do meu próprio micro, fui obrigado a optar por um computador de marca: um mastodonte chamado DELL XPS720, meio que voltado para o público gamer, cheio de intenções de robustez, Leds piscantes, equipado com uma motherboard full BTX.

Mas o meu sonho sempre foi comprar um computador Intel, não Intel Inside, como os que são vendidos por aí com placa e processador Intel e sim um com gabinete Intel, fonte Intel, drives Intel, monitor Intel, etc. O computador do meu sonho tem a etiqueta “Intel Outside”, é totalmente compatível com os softwares gráficos mais cabeludos e roda qualquer jogo graças à exclusiva Placa de Video Intel Ultra Ultimate PCI Express 256x com 500 Gb de memória.

O computador Intel dos sonhos vem equipado com um exclusivo cartão de memória flash Intel de 100 pentabytes, memória RAM Intel de 1 terabyte e um sistema avançado de Intel de refrigeração criogênica com 0 db de ruído. Ou seja, o meu computador Intel dos sonhos é absolutamente silencioso e o seu gasto de energia é no máximo 20 wats.

De repente, eu me acordo com o Dell me olhando com os seus leds extremamente brilhantes, me obrigando a voltar à terra firme. Por ora, adeus à refrigeração criogênica dos 16 núcleos Intel!

Intel, DELL, BTX, terabyte, pentabyte, pentium, computador dos sonhos

Por que formatar nem sempre é a melhor solução?

Na maioria dos fóruns sobre informática, a solução mais aconselhada é “formata”, o segundo é “reinstala”. Formatar a princípio é a solução tão definitiva quanto aconselhar o depressivo a se matar, porém em informática não é tão definitiva assim, às vezes o usuário descobre depois da reformatação... que o problema não era aquele.

Só existe uma explicação para a formatação como primeira escolha: a ignorância. Na minha adolescência informática, eu praticamente formatava semanalmente o computador da família. A minha esposa não sabia mais o que fazer de tanto perder seus arquivos, até que aprendeu a fazer backups, e eu um belo dia aprendi que a panacéia universal para todos os males não era formatar o disco por qualquer travamento à toa.

A saber, a formatação como primeiro recurso é a ferramenta preferida dos novatos. Quem quiser fazer o teste, leve seu micro cheio de vírus numa loja de consertos de micros, aposto que o primeiro parecer vai ser: “tem que formatar”. Isto traduzido para linguagem de gente significa que o técnico não vai querer perder seu tempo, pesquisar nos fóruns da internet sobre um vírus desconhecido – e de certa maneira ele tem razão, porque não pode perder muito tempo numa só máquina.

Um usuário aflito do Yahoo!Respostas desabafa: “O que eu posso fazer sem ser formatar já que é a única coisa que o povo fala.” Então o recurso que deveria ser o último, passa a ser o primeiro pela falta de paciência e conhecimento em descobrir o problema. Antes de jogar a toalha, alguns procedimentos devem ser tentados:
- O primeiro, sagrado e indispensável é ter certeza que o computador está livre de vírus, worms, trojans, spywares, malwares, keyloggers, dialers, etc. Caso seja identificado um vírus muito novo que não possa ser removido imediatamente, consulte os fóruns na Internet, pergunte e se informe até que alguém chegue à solução. Leia sobre os sintomas de vírus;

Mantenha em dias as atualizações do sistema operacional e do Browser, é através das falhas de segurança deles que os bixos entram no seu computador (o meu browser preferido é o Firefox porque parece que a maior parte dos escritores de vírus preferem se aproveitar dos imensos rombos de segurança do IE da Microsoft);

- Tenha certeza que a fonte do seu micro está em boas condições e adequada a sustentar todos os seus periféricos. Muita gente formata e reformata e os problemas continuam porque a fonte já “foi pro pau”;

- Tenha certeza que nenhum item do seu hardware está com problemas, inspecione os soquetes das memórias e limpe os seus contatos com álcool isopropílico. Os problemas nas memórias costumam ser intermitentes, ou seja, os travamentos, paradas e reinicializações levam o usuário a crer em defeito de software. Outra dica é: desconecte todos os periféricos não essenciais tais como scanners, impressoras, placas PCI, etc. Às vezes a razão do pânico são conflitos entre eles, principalmente quando um hardware novo foi instalado;

- Verifique o estado do seu HD em termos de fragmentação e funcionamento físico;

Os técnicos costumam formatar para não perder tempo com os itens mais trabalhosos relacionados a defeitos de software. Ao formatar eles descartam tudo isso e se dedicam à inspeção do hardware, mas nós usuários não podemos nos dar ao luxo de ficar reformatando, porque para colocar uma máquina robusta cheia de programas e configurações, trabalhando finamente com áudio, vídeo, internet, aplicativos gráficos, jogos, etc, certamente o tempo total da reinstalação passa de um mês para deixar o micro “assobiando” novamente.

Formatação, formatar, instalação, software, hardware, técnico de computadores, HD, memória, defeitos, vírus

28 de mai de 2008

Por que os médicos prescrevem Aspartame?


Os médicos e Nutricionistas parecem viver num mundo à parte, só deles, desvinculado da literatura que vincula o uso crônico dos adoçantes artificiais com problemas neurológicos, formação de tumores, obesidade, etc. A minha esposa, que está sob tratamento com uma endocrinologista, foi aconselhada por ela a substituir o açúcar por adoçantes dietéticos.

Os textos específicos sobre o Aspartame abundam na Internet e vão desde Hoax desprezíveis até pesquisas sérias que apontam várias dúvidas sobre o uso crônico do Aspartame. “Alguns médicos e cientistas acham que as doenças causadas pelo aditivo são pouco divulgadas pela imprensa e muitos dos sintomas sofridos por seus consumidores jamais chegam a ser associados ao produto.”

Porém, a desinformação dos profissionais não pode ser justificada apenas pela pouca publicidade que se dá às vozes discordantes da poderosa agência norte-americana reguladora do alimentos – FDA. Afinal, são bilhões de dólares ganhos todos os anos com produtos dietéticos e milhões de dólares gastos com a publicidade que promete calorias “ZERO” tais como a Coca-Cola Zero.

Sem recorrer aos textos de caráter duvidoso que circulam na Internet, portanto, me atendo àqueles com respaldo científico, vou elencar alguns achados dos efeitos catastróficos que algumas pesquisas acusam como resultantes do uso crônico do Aspartame:

- potencialização das enxaquecas;

- aumento da hipersensibilidade em pessoas suscetíveis a alergias;

- simulação da sintomatolagia da esclerose múltipla - Nos EUA, houve uma estranha coincidência entre o aumento do número de casos de esclerose múltipla e o uso o massivo de Aspartame. Uma das substâncias obtidas da metabolização do Aspartame é o Metanol, cujo efeito no organismo produz sintomas parecidos aos da doença. Falta uma pesquisa conclusiva que vincule a melhora do quadro clínico de um pacientes portadores de falsa esclerose múltipla à diminuição do consumo de dietéticos, ou se isso não passa de mera coincidência.

- Aumento das chances de desenvolvimento de Tumor Cerebral: Um estudo de dois anos pago por um fabricante de produtos à base de Aspartame utilizou 320 ratos, sendo que 20 deles receberam em sua dieta o adoçante artificial. O resultado foi definitivo: todos os 20 alimentados com alimentados com Aspartame desenvolveram tumores cerebrais. Além disto não ter ocorrido com os outros 300 ratos do grupo controle, apesar de 5 ratos dos 20 terem tomado doses baixas de Aspartame, também contraíram tumores, o que leva a crer que a dosagem não influenciou a incidência.

- sintomas diversos na área neurológica facilmente confundíveis com doenças normais, portanto de dificílimo diagnóstico associativo entre o consumo da substância e a sintomatologia colateral. Vamos pensar assim: talvez os médicos estejam mais interessados em encher as burras de dinheiro do que ficar fuçando em “papers” científicos informações que dignificariam a sua profissão.

O elucidativo artigo da revista Ciência Hoje “O Lado Obscuro do Aspartame” termina assim: “Pesquisadores que asseguram a confiabilidade do aspartame, como Jeff Stier, do Conselho Americano para Ciência e Saúde, alegam que o que está havendo é uma onda de rumores contra o aditivo, divulgados pelos chamados terroristas tóxicos e que se espalha rapidamente via Internet. Saber em quem confiar, se nos que aprovam ou nos que condenam o Aspartame, é uma questão delicada. Na dúvida, é melhor pensar duas vezes antes de aposentar o tradicional açúcar de cana.”

Fontes: Revista Ciência Hoje números 155 e 175.

Aspartame, males dos adoçantes artificiais, câncer, esclerose múltipla, enxaqueca

O que é Hoax?

Ou, a vida longa dos Hoaxs(boatos internéticos) graças ao trabalhinho burro dos reenviadores compulsivos de emails.

Certamente todos os internautas já receberam emails comunicando notícias alarmantes sobre novos vírus descobertos pela Microsoft que destroem fisicamente o HD, perigos dos celulares que explodem postos de combustível, correntes de ajuda a crianças com doenças raras, doações a sites filantrópicos através de um clique, etc. Certamente a maioria dos internautas acreditou e acredita em tais mensagens e as repassa para a sua lista de contatos, ajudando assim a propagar o mal do boato, ou mais conhecido mundialmente como “HOAX”.

Não se sabe ao certo que gera o primeiro Hoax da cadeia, mas o certo é que ele se espalha graças à compulsão que as pessoas têm em repassar mensagens tidas como “interessantes”. Para sistematizar o estudo dos alimentadores de Hoax, modifiquei um pouco o Quociente de Inteligência (QI) subordinando-o ao Quociente de Reenvio (QR).

Definição de QR: O QR pode ser facilmente obtido dividindo-se o número de emails que a pessoa recebe pelo número daqueles que ela reenvia. Quanto mais o QR se aproximar de 1, menor é o seu QI. Traduzindo ao jargão psicopatológico: invalidez alastrante da capacidade operatória da escrita.

Sim, o que eu quero dizer é que os propagadores de Hoax são pessoas burras, ou estropícios que não fazem uma seleção do lixo que recebem. Cada um de nós, internautas soterrados por milhares de spammers fecundos temos que nos converter em centrais recicladoras de lixo autônomas. Quem recebe o último email quentíssimo do “Jabor” e o reenvia imediatamente à sua lista de “amigos”, ou é burra porque não sabe que seus amigos detestam ter suas caixas postais abarrotadas, ou é burra para reconhecer que a maior parte dos textos que circulam por aí sob a autoria de famosões são falsos, ou é mais burra ainda porque é incapaz de escrever duas linhas em português articulado.

Vejam senhoras e senhores que não estou falando de Hoax e sim dos vetores deles, que são os reenvidadores – internautas desneuronizados desprovidos do mínimo bom senso para avaliar os absurdos que os Hoax alardeiam. Ademais, seria hora das pessoas começarem a exercitar seus próprios poderes de escrita posicionando-se criticamente sobre os assuntos candentes, como forma de controlar o vício irresistível de apertar o botão “REENVIAR MENSAGEM”.

Curiosidade Mórbida: Aquele caso famosíssimo das Multas Falsas do DETRAN - será que não passou de um gigantesco HOAX a assolar o país? Nenhuma fonte que vi na internet foi capaz de mostrar um boleto falso sequer, todas as fontes veiculam basicamente o mesmo texto, os PPS espalhados via email também tinham o mesmo texto, até os DETRANS copiaram o mesmo texto. Tenho as minhas desconfianças de que este caso seja aparentado a uma tosquia de porco: muito barulho e pouca lã.

Quem quiser saber mais sobre Hoax, há uma vasta literatura na internet sobre o assunto. De qualquer maneira defendo a tese de que o mal que eles causam se deve mais a quem os envia, do que aos demônios do inferno que os criam:
http://informatica.terra.com.br/virusecia/spam/interna/0,,OI198466-EI2403,00.html
http://www.infowester.com/col160106.php
http://www.quatrocantos.com/LENDAS/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hoax

hoax, boatos, mentiras, email falso, reenvio de email, spammer

27 de mai de 2008

O que são Créditos de Carbono?


Em 1997 na cidade de Kyoto no Japão foi estabelecido um acordo de redução de emissões de gases do efeito estufa em escala global. A meta inicial foi a redução de 5% em relação aos níveis observados em 1990, com cronograma de execução até o ano 2012.

O consenso na comunidade internacional sobre os efeitos nocivos do aquecimento global foi obtido através da aceitação da tese de cientistas e ambientalistas de que as alterações climáticas têm, em grande parte, origem nas intervenções antropogênicas no ambiente, levadas a extremos depois do recrudescimento da produção de bens e serviços possibilitados pela industrialização.

Porém, a redução pura e simples das emissões de gases resultantes das atividades industriais significa algum tipo de empobrecimento, seja por conta da redução da produção, seja pelo custo de implantação de mudanças na matriz energética. Teoricamente todos os países são responsáveis pelo aquecimento global e, portanto, todos eles deveriam envidar iguais esforços para combater o efeito estufa. Só teoricamente, porque o cenário mundial de distribuição econômica é severamente desigual: enquanto uns poucos países já estão no estágio pós-industrial, outros engatinham para alcançar a industrialização.

Então, reduzir emissões na Suécia não causaria o mesmo impacto do que em Ruanda, já que nos países pobres, mesmo a estagnação econômica pode representar a condenação à morte de centenas de milhares de pessoas, assim pior ainda seria o retrocesso na atividade industrial, o que teria efeitos catastróficos sobre as populações do terceiro mundo.

As intensas negociações perpetradas em Kyoto produziram o consenso de que tratar de maneira igual os desiguais serviria apenas para cavar ainda mais o fosso que separa as nações pobres das ricas. A solução equalizadora veio através da própria mecânica capitalista: a valoração das iniciativas ambientais através da sua conversão em créditos e a sua comercialização. Aos países que não conseguem ou não querem cumprir com as suas metas de redução, é facultada a possibilidade de comprar as iniciativas que estão feitas em outros países.

Ora, os países onde existem mais possibilidades de redução são os pobres, cujas matrizes energéticas são baseadas em carvão e petróleo. A comercialização dos créditos marcou o início da tentativa de se iniciar um processo de transferência de renda entre ricos e pobres. Infelizmente os ventos das boas intenções terminam aí, porque as práticas protecionistas dos países ricos aprofundam as diferenças, impedindo a capilarização das riquezas, que na prática deveriam ser usufruídas por todos os membros da raça humana, indistintamente.

Aquecimento global, protocolo de Kyoto, matriz energética, crédito de carbono, redução de emissões, ecologia

Por que o padre voador virou piada?

Flyer Priest
Duas mortes de grande repercussão na mídia, no entanto tiveram desfechos diferentes; enquanto uma continua a comover por seus tons sombrios, a outra se transformou em piada. A primeira foi o assassinato da menina Nardoni que o Brasil ainda chora, a segundo foi a morte de uma padre católico pendurado em balões de festa ao sabor de ciclônicos ventos extratropicais, evento esse transformado em chacota nacional.

O que levou a morte do eclesiástico virar lenda e a provocar risos? O inconsciente coletivo explica: um padre católico pendurado embaixo de dezenas de balões coloridos sendo arrastado inexoravelmente para o mar provoca uma ambigüidade de sentimentos devido ao insólito da cena – o lado trágico suplantado pelo caráter tosco da imagem repetida à exaustão na TV - o padre subindo ao céu, não em razão da sua virtude, mas em virtude da sua desrazão.

As pessoas se sentem alegres quando a sua teoria sobre vôo se confirma: elas gostam quando as suas mães têm razão com relação aos esportes radicais e voar é a principal delas. Logo, alguém que se estrepe voando, prova para todos que o bom senso triunfou novamente e tudo foi recolocado no seu devido lugar.

O padre viciado em alturas comprovou que voar pode ser um péssimo negócio, sendo o testemunho eloqüente e justificador pelo qual as pessoas podem se sentir felizes por terem permanecido levando as suas pacatas vidinhas na planície. Seu corpo ainda não foi encontrado e talvez nunca seja, devido aos tubarões habitantes das nossas costas especializados em carne santa desde o descobrimento do Brasil, quando aqui naufragou o Bispo Sardinha e foi rapidamente devorado por peixes e índios.

A nossa antropofagia é isso, devoramos os nossos heróis ao transformá-los em tolos pendurados em balões de festa. A famosa foto do padre em sua infantil e fantástica máquina voadora corre o mundo em montagens e vídeos irreverentes, provando que compreendemos os nossos mártires somente quando eles se ferram, legando a certeza de que a vida na superfície ainda é o melhor elixir para o prolongamento da vida dos covardes vivos.

Antropologia, antropofagia, mídia, aventura, esportes radicais, balonismo amador

26 de mai de 2008

O que é ser inteligente?


A pergunta formulada tem a ver com percepção, pois alguém pode se “sentir” inteligente, sendo o maior mentecapto do mundo. Ilustro tal afirmação por um episódio do seriado televisivo “Eu a Patroa e as Crianças”. O filho do casal, o mais burro da família, recebe o resultado do seu teste de inteligência na escola, mas por um equívoco, o seu número foi trocado com o de outro colega. O resultado o colocava na categoria de gênio, acima dos 1.300 pontos, enquanto a média das pessoas era de 800 pontos. Durante o dia em que o filho conviveu com o falso resultado de inteligência, ele se “sentiu” gênio e agiu como tal.

Sua invejosa irmã, urdindo uma estratégia para desmascará-lo, deu para ele resolver as questões do seu complicado trabalho de psicologia, na esperança de que ele se estrepasse, provando assim que nada mudara no desempenho intelectual do irmão mentecapto. No final do episódio, esclarecido o real número do teste, que no caso dele ficou em 200 pontos, o filho voltou à rotina da sua burrice de cada dia. A parte pitoresca ficou por conta da estranheza da irmã devido ao “A” obtido no teste de psicologia, insolitamente resolvido por um burro que se acreditou gênio por um dia.

Outro episódio ilustrativo se passa no “remake” do filme “Bedazzled” de 1967, uma comédia baseada na história de Fausto. Um dos papéis que o personagem principal assume é o de ser supremamente inteligente. Uma vez encarnado num gênio ele se vê assombrado por miríades de corpos estelares em movimentos elípticos matematicamente descritos, corpúsculos de dupla natureza contínua e descontínua perfazendo rotas aleatórias, equações antes inacessíveis, agora tangíveis sob o esforço de um mínimo contrair de sobrolho. Cito este filme porque foi a imagem que mais me transmitiu a sensação de ser inteligente, do jorrar profícuo de imagens, proposições e inspirações... como se fora um receptáculo transbordante.

Com base nas ilustrações eu me pergunto: será que há base lógica capaz de sustentar a ontológica pergunta: o que é a Inteligência? Ou será que a inteligência é assunto exclusivamente percepcional, portanto reservável ao espaço movediço da inter-subjetividade?

Amiúde visitam este blog umas Toupeiras que certamente são dotadas desta coisa misteriosa e indecifrável, que sou levado a crer por aquilatar os espocares das suas produções intelectuais. Mas, na qualidade de jovens fervorosos cultuadores da cultura geek, eu poderia lançar suspeitas de que as toupeiras comungam da fervorosa e perigosa crença na IA? Acredito que não, pois intuo que os inteligentes rapazes visualizem também a poderosa barreira dos problemas não computáveis interpostos no caminho da Inteligência Artificial.

Tentar falar de inteligência significa operar ao nível dos conceitos e um deles necessariamente passa por um pouco de esmiuçamento do pano de fundo lógico subjacente à Inteligência Artificial. Ora, enquanto a IA não superar o obstáculo lógico intransponível das funções computáveis e não computáveis definidas pela Máquina de Alan Turing, não se pode falar de “inteligência” para máquinas que se limitam a resolver funções computáveis.

Não me interesso por funções computáveis, deixo-as para os computadores que as fazem milhões de vezes melhor do que eu, mas sim pelas não computáveis, elas sim me fazem sentir humano e... inteligente. Todavia, peço desculpas ao leitor por este post terminar abruptamente no melhor da história. É que a associação entre funções não computáveis, inteligência, IA, máquina de Turing, problema da paragem e o Teorema da Incompletude de Gödel, é muito assunto para pouco pano de manga, ou melhor para um post sem mais espaço.

Ciência, inteligência, máquina de Turing, bedazzled, inter-subjetividade

25 de mai de 2008

Gostos e desgostos do gordo?


A obesidade é uma epidemia alastrante típica do mundo civilizado. Uma vez contraída a doença, percebe-se que além de ser doença é uma síndrome. Isto porque os seus portadores têm um padrão de comportamento homogênio em escala global; basta ser gordo para compartilhar os mesmos amores e ódios com todos os outros gordos do planeta. Portanto, vamos ao que mais interessa: os gostos e desgostos dos doentes planetários hipercalóricos.

Tudo o que o gordo(a) mais odeia:
- Culpa por estar gordo.
- Qualquer tipo de exercício que envolva músculos além dos dedicados à mastigação.
- A balança.
- Tomar água pura.
- Frutas e principalmente o pecado capital chamado SALADA.
- Comer fibras.
- Comida com pouco sal.
- Caminhar & subir escadas.
- Dormir cedo.
- Grelhados magros.
- O seu endocrinologista e o seu cardiologista.
- Conselhos sobre a sua saúde.
- Lembrar da esteira ergométrica apodrecendo num canto.
- A segunda-feira, que é o dia internacional do início de dietas.

Tudo que o gordo(a) mais adora:
- Comer bastante. Viver para comer e, nas pausas, pensar na próxima refeição.
- Comer na frente da TV.
- O refrigerante sagrado, que é a maneira do gordo se manter hidratado.
- Um sedentarismo sossegado do tipo “não me convoquem para malhar”.
- Batatas fritas & catchup & maionese.
- Sobremesas lácteas. O gordo prefere trocar um prato de comida pela sobremesa. Aí ele se sente encorajado a multiplicar a ração por ter feito uma “boa ação”.
- Chocolate branco. Ainda está para nascer um gordo que não goste de chocolate branco. Explicação: é o único chocolate que não traz nenhum benefício à saúde, portanto um prato cheio para o gordo que odeia alimentos levemente saudáveis.
- Pizza calabresa & hot-dog & hamburguer & qualquer fast-food muito gorduroso.
- Altas doses de carne bovina muito gordurosa e salgada.
- Escada rolante & elevador.
- Enfarto do cardiologista.
- O sorvete universal creme & chocolate.
- Mamar leite condensado na lata.
- Doses generosas de cerveja.
- Deitar tarde, de preferência na frente de outro gordo: Jô Soares.
- Quebrar a dieta, adiar a dieta ou fazer “pausas desestressantes” na dieta aos finais de semana.
- Comprar uma esteira ergométrica e se fazer mil promessas de "entrar na linha".
- Quinta-feira, que é o dia internacional de quebras de dietas.
- Fazer mil promissas nas festas de final de ano do tipo "neste ano tudo vai mudar, vou cuidar da alimentação e fazer exercícios". Fazer promessas é uma das coisas que mais dá prazer mental ao gordo, porque é a única forma dele combater o que ele mais odeia: seu sentimento de culpa de estar engordando.

Dieta, gordura, síndrome da obesidade, mal planetário, sedentarismo

24 de mai de 2008

Qual é a diferença entre o Windows XP e o Vista?

A principal diferença entre o velho XP, já com a vetusta idade de 7 anos e o Vista é que este explora as potencialidades dos novos processadores multinucleados. No entanto, o que os usuários vêem e sentem é o problema crucial que acontece a cada upgrade de sistema operacional: incompatibilidades de hardware devido à falta de drivers escritos exclusivamente para o novo SO (sistema operacional).

Os que mais se ressentem com o problema são os gamers, usuários pesados que testam as fronteiras do desempenho das suas máquinas, que se debatem com os pecados capitais da migração – jogos que rodavam extremamente bem no Windows XP, parecem tartarugas sob o Vista, travam, têm gráficos lentos e abortam subitamente.

Será que a ganância da Microsoft superou a sua precaução ao lançar um SO sem o devido suporte de drivers compatíveis? Driver é o programa que faz a interface entre a parte física e a parte lógica do computador. Quem desenvolve os drivers são os fabricantes, de acordo com a demanda do mercado. É através da freqüência de atualização de drivees que eles determinam a vida útil dos seus produtos – é decretado o fim de um periférico quando o seu driver não recebe mais atualizações.

Para quem tem memória curta, é bom informar que o mesmo fenômeno aconteceu na transição do Windows 98 para o XP. Depois que a Microsoft fracassou com as tentativas de emplacamento Milenium e Windows 2000, ela finalmente triunfou com o seu XP, quando finalmente obrigou a migração em massa dos usuários apegados ao conforto do velho Windows 98. Assim, após anos de desenvolvimento de drivers para o XP, a Microsoft lança uma nova ruptura: os drivers nativos do XP são totalmente incompatíveis com o Vista.

Hardware que funciona à meia boca com o Vista.
Do meu scanner HP 3570 sobreviveu um driverzinho genérico que a HP teve a gentileza de reescrever para o vista. Perdi todas as facilidades do software original do XP, que tem OCR, software de edição gráfica, impressão de cartões, etc.

Do meu joystick Microsoft SideWinder Precision 2 também ocorreu o mesmo fenômeno: veio com o próprio Vista um driverzinho genérico, mas eu perdi todas as facilidades do software antigo que me permitia alocar funções e macros para cada tecla. Felizmente o uso que eu dou a ele foi preservado. Uso-o como se fosse mouse, para desenhar com softwares gráficos e felizmente um programa antiguinho chamado JoyMouse consegue controlar o driver do SideWinder no ambiente Vista e, para a minha surpresa, com mais precisão do que acontecia no meu antigo computador Pentium 4 - 1.8 ghz rodando Windows XP.

Hardware 100% compatível com o Vista.
Para o hardware mais atual, os fabricantes têm se empenhado em migrar os softwares de drivers dos seus produtos para o Vista. Foi o caso da minha câmera CANON PowerShot S5 IS. Quando chegou meu novo e monstruoso computador DELL XPS 720 equipado com o Vista Premium, procurei no site da CANON e encontrei os drivers e todo o software anexo completamente reescrito para a câmera. Neste caso não experimentei nenhuma perda, pois todos os aplicativos forma reescritos para o novo SO.
Quase todo o hardware mais atual tem os seus drivers para o Vista. É interessante o usuário pesquisar quando for comprar uma webcam, por exemplo, se ela é compatível com o Vista. Se não for, ninguém garante que algum dia será.

Por que migrar?
O moral da história, é que ninguém poderá permanecer eternamente no velho e querido Windows XP, porque é o mesmo que equipar um Porshe com motor de Fusca. No momento em que trocamos nossas máquinas por uma que vem equipada com processadores de vários núcleos, HDs com terabytes e um mar de memória RAM, não vamos nos contentar com um SO que enxergue tudo isso como se fosse um Pentium IV. O caminho é a migração de Windows, ou a quebra de pratos, partindo para o Linux, mas esse assunto pertence a uma outra história.

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23 de mai de 2008

É possível viajar à Europa gastando pouco?

Dicas para os pobres marinheiros de primeira viagem, ou marinheiros de primeira viagem pobres.

Os marinheiros de primeira viagem que vão à Europa só descobrem alguns detalhes quando chegam lá, às vezes é tarde demais para a mudança de rumo, o que faz com que não aproveitam a viagem que atendam totalmente as expectativas. Estas dicas se aplicam aos viajantes que viajam fora dos pacotes turísticos.

- Transporte: A principal frustração dos viajantes é o transporte. Quando você chega à Europa descobre que não há condições de ir aos lugares da sua livre escolha, pois tal prática tornaria a viagem muito cara. Então, você tem que procurar por promoções nos sites de booking tanto de linhas aéreas, como de trens. As promoções costumam oferecer reduções de mais de 50% no preço normal.

Não aconselho a comprar passagens com muita antecedência ainda no Brasil, pois as promoções acontecem em curto prazo na medida do movimento de procura e quantidade de assentos ociosos.

A lição básica sobre transporte é a seguinte: na Europa as tarifas normais de trem são MUITO caras. Veja um exemplo: um bilhete de 200 euros, na promoção pode sair por 70 euros.

- Espetáculos: se você pretende assistir concertos, teatro, ópera, rock, etc, e tem dinheiro sobrando, compre antecipadamente através de sites de booking de tickets. Agora, se você é peladão, uma vez estando em Paris, Londres ou Viena, vá aos teatros e proce a fila dos “cheap tickets” (ingressos baratos), que são vendidos para lugares em pé, não nos melhores lugares é claro, mas apesar das desvantagens, o que vale é que você poderá assistir os melhores espetáculos do mundo a preços ridículos. Este tipo de ingresso não é disponibilizado antecipadamente, eles só vendem momentos antes de iniciar o espetáculo.

- Museus e exposições em geral: Ao chegar numa grande cidade européia, procure nos postos de informações turísticas o “Tourist pass card”, é um cartão que dá direito passe livre em algumas atrações, descontos em outras, transporte urbano livre, etc. Uma coisa interessante a ressaltar é que o custo dos bondes urbanos é elevado para os nossos padrões e além disso, se você visitar vários museus, o custo do cartão se paga e você acaba visitando mais atrações do que faria se tivesse que pagar cada uma delas separadamente.

- Hotéis: você tem duas opções: ou prefere ficar em muquifos no centro pagando fortunas, ou em instalações bem mais confortáveis e amplas nas periferias. Caso você opte pela segunda, lembre-se de escolher locais perto de estações de metrô ou bonde urbano, pois não terá nenhuma dificuldade em acessar os “points” centrais.

- Alimentação: esqueça os restaurantes, ainda mais se estiver no Nórdicos, Holanda, Alemanha, etc, pois você não entenderá o cardápio, e entenderá menos ainda na hora de pagar a conta. Na Europa os restaurantes são carésimos, sobrando duas alternativas: lanches rápidos na rua, ou a compra de ingredientes em supermercados. A primeira alternativa é para quem não tem grandes restrições alimentares e a segunda é para aqueles que preferem alimentação integral, pão preto, sucos naturais, etc.
De qualquer modo, comprar a comida em supermercados é a opção mais saudável, tanto para a saúde do corpo, como a do bolso.

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22 de mai de 2008

Quais são as influências de Aristóteles ainda hoje?

De forma sintética, eis aqui algumas concepções aristotélicas vigentes até hoje.
- A mais importante de todas: ele lançou as bases para o processo de causa e efeito como método da ciência, o método dedutivo que, partindo de duas premissas, chega-se a uma conclusão lógica, ou necessária. Aristóteles deu o ponta-pé inicial naquilo que séculos mais tarde seria chamado de ciência moderna.

- A crença de que tudo na natureza existe para suprir uma necessidade – a visão teleológica (explicação pelos fins) da natureza, ou seja, todas as coisas que estão aí foram postas para atender a algum fim. A decorrência da perspectiva teleológica foi a máxima aristotélica vigente até hoje: “a natureza não faz nada em vão”. A teoria de fundo para as explicações teleológicas vem das quatro causas fundamentais naturais: matéria, eficiente, formal e final.

- A teoria da hereditariedade em que pai e mãe deixam de herança para o filho a mistura dos seus sangues. Muito antes de Mendel e a sua teoria dos gametas, Aristóteles intuiu uma teoria da transmissão genética, deixando até hoje o conceito de que no embrião há a totalidade da pessoa em miniatura – no embrião há um adulto sob a forma potencial. A perspectiva aristotélica alimenta uma das correntes que se digladiam no debate ético sobre a pesquisa com as células tronco empregando embriões.

- Aristóteles criou a lógica.

- Criação da taxonomia (identificação pela descrição de características) por meio de chaves de classificação, empregada até hoje pela biologia e outras áreas do conhecimento para classificar espécies e objetos de diferentes naturezas.

- O empirismo como forma de se chegar a “verdade”. Aristóteles foi o pioneiro em afirmar que deveria haver investigação com as coisas, ele lançou as bases da pesquisa científica baseada em fatos. Uma das áreas mais onde o aristotelismo é mais dominante é a educação, onde os alunos são vistos como recipientes prontos para serem enchidos de informações.

- Algumas concepções de senso comum ainda sobreviventes: Os corpos mais pesados caem mais rápido do que corpos mais leves. O sol se movimenta no céu, enquanto as estrelas são esferas imóveis sustentadas na abóboda celeste. O cientificismo: “a ciência explica tudo” é uma concepção aristotélica repetida exaustivamente até os dias de hoje. As causa das doenças explicada à luz dos humores. Quando alguém se refere a uma pessoa como mal humorada, está sendo aristotélico, pois Aristóteles criou uma teoria das doenças baseada em quatro humores: sangue, bile branca, bile negra e inflamação. Daí que até hoje as pessoas de péssimo “humor” são classificadas como sanguíneas, melancólicas, biliosas, etc.

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19 de mai de 2008

O que é Iluminismo?


A decorrência natural do fim da Idade Média, concomitantemente à perda de força do poder eclesiástico, foi a antropocentrização da compreensão do mundo, culminando no século XVIII com o aparecimento do movimento intelectual conhecido como Iluminismo.
O deslocamento da fonte de explicação das causas divinas para a inquerição do homem trouxe como conseqüência o surgimento da nova fonte da verdade: a investigação científica substituindo o ato de fé. Os iluministas impuseram o retorno aos ideais gregos de autonomia do pensamento, trazendo novo sentido à frase de Protágoras: “O homem é a medida de todas as coisas”.

Porém, a ressurgência da antiguidade não se fez como mera repetição do modo grego de pensar, porque o alvorecer da modernidade trouxe consigo um ingrediente novo, sem o qual o ideário iluminista não teria sentido, a subjetividade, que é a marca definitiva da era moderna. Apesar de a individualidade ter tido seus primeiros arroubos na figura de Sócrates, foi preciso mais de um milênio de história para que o reino do indivíduo pudesse se estabelecer, sintetizado sob a figura da classe burguesa, que acabou se confundindo a própria essência da modernidade.

Como classe tornada dominante na altura do século XVIII, o Iluminismo reflete os valores caros à burguesia. O fim da metafísica teológica e a decadência da transmissão do poder político e econômico por critérios de consangüinidade retiraram da Igreja e da Aristocracia o papel de balizadores do conhecimento, que agora eram transferidos à razão e à ciência.
Os iluministas elegeram a razão como base não só da busca de conhecimento, mas também como arbitradora das questões sociais, momento em que foi possível a criação da concepção de igualdade entre todos os homens plasmado na máxima iluminista da “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”.

A novas idéias se espalharam pelo mundo civilizado, como se fosse luz nas trevas dos países que ainda viviam sob o jugo de sistemas feudais ou aristocracias decadentes, por isso os filósofos propugnadores da nova concepção foram considerados como integrantes do movimento da Ilustração.
Os ideais iluministas permanecem fortes até hoje sob a forma do culto à razão e à “verdade” da ciência, a crença incondicional na capacidade do homem em resolver seus problemas, à liberdade política e religiosa e na firme vontade de universalização do princípio dos direitos humanos.

A grande discussão sobre o ideário iluminista foi estabelecida a partir do momento em que a raça humana se deparou com a realidade da tragédia ecológica, causada justamente pela consumação dos ideais que elegeram o homem como obra suprema da natureza e seu justo dominador. A mudança no estilo de vida consumista e alienado significa também uma revisão das máximas iluministas que concederam ao homem um poder ilimitado de expansão e, logicamente, de destruição da natureza.

Em países como o Brasil, altamente iluministas, o discurso recorrente do desenvolvimentismo reflete o pensamento pré-catástrofe ecológica de que tudo no planeta deve se curvar à vontade do homem, de que a natureza foi criada para ser usada como meio para servi-lo. Felizmente o pensamento Iluminista está perdendo a sua coerência lógica frente aos resultados desastrosos do crescimento humano infinito.

Fonte:
Dialéctica del Iluminismo - Horkheimer; M. y Adorno, T.W.
Referências: http://blogpaedia.blogspot.com/2008/04/qual-origem-do-termo-idade-mdia.html
http://blogpaedia.blogspot.com/2008/05/o-que-era-vida-privada-na-idade-mdia.html
http://blogpaedia.blogspot.com/2008/05/qual-origem-do-termo-idade-das-trevas.html

Iluminismo, história, aristocracia, burguesia, ecologia, modernidade

O que significam as especificações técnicas dos monitores LCD?

O que é LCD?
O painel de LCD usa um líquido de cristal feito de moléculas polarizadas, responsáveis pela produção da imagem. Uma corrente elétrica é aplicada ao líquido, polarizando os cristais, que se alinham de tal forma que não deixam a luz passar através deles. Há dois tipos de painéis LCD: matriz ativa e passiva. Os de matriz ativa oferecem um tempo de resposta mais rápido, o que os torna excelentes para vídeos, animações e jogos, além de oferecer maior capacide de saturação de cores. Os painéis de matriz passiva foi a primeira tecnologia de LCD, cujo controle de pixel se processa em grandes áreas da tela, enquanto os de matriz ativa controlam cada pixel individualmente. Os LCDs de matriz passiva têm um número reduzido de cores, baixo índice de contraste e maior tempo de resposta.

Quando o consumidor vai comprar o seu primeiro monitor LCD se depara com uma sopa de letrinhas de termos em inglês, que mesmo traduzidos, nada significam para quem não tem familiaridade com a área de hardware. Então ele se vê perdido em dezenas de modelos, tamanhos, cores, luzinhas, alto-falantes, sem conseguir entender o significado das palavrinhas em inglês: response time, pixel pitch, screen size, viewing angle, brightness, contrast ratio, dead pixels, resolution, etc.

O que é painel LCD e porque é crucial saber qual deles equipa o seu monitor LCD?
Há três tipos principais de painéis: S-IPS, SPVA, PVA e TN. O S-IPS é muito difícil de encontrar por ser o mais caro, mas é o que oferece a melhor qualidade de imagem dos três (O único disponível no mercado brasileiro é o 2007wfp). Os monitores LCD equipados com S-IPS são ideais para trabalhos de editoração gráfica e qualquer um que trabalha com edição de fotos e necessita de grande acuidade de cores. O tipo S-PVA/PVA é similar ao S-IPS, porém o seu ângulo de visão não é tão bom quanto o S-IPS e tem maior índice de distorção de cores. Todavia, há mais modelos que usam o S-PVA/PVA porque seu custo de produção se torna mais baixo. Eles também oferecem elevado contraste. O painel TN é o mais popular no mercado, por ser o de mais baixo custo. Além dos monitores equipados com painel TN custarem bem menos, são os que oferecem a melhor tempo de resposta, o que os torna ideais para quem os usa em jogos de grande movimentação. O ponto fraco dos painéis TN é que ele oferece a pior precisão de cores e tem ângulo de visão bem limitado. Infelizmente todos os fabricantes escondem esta informação, mas há maneira de descobri-la. Veja aqui.

O que é Response Time?
Response Time (Tempo de resposta): é o total de tempo em milisegundos (ms) que o monitor leva para ligar e desligar um pixel. Um tempo de resposta alto pode causar borrões em cenas de jogos e filmes de ação. Um tempo de resposta excelente para todas as aplicações começa de 12ms para valores menores, quanto menor melhor.

O que é Pixel Pitch?
Pixel Pitch (Tamanho do Pixel). Chama-se de pixel o ponto mínimo de uma tela. Cada pixel dará a informação de brilho, constraste e cor e a imagem é o somatório de todos os pixels trabalhando juntos. Quanto menor for o tamanho do pixel, mais nítida será a imagem – o de 0.25 mm é melhor de que o de 0.28mm.
Como é medido o tamanho de tela dos monitores de LCD?

Screen Size (Tamanho da Tela): Diferentemente dos antigos monitores CRT, que eram medidos na diagonal incluindo o espaço não visível dentro do gabinete, os monitores LCD são medidos pela área visualizável. Isto quer dizer que na comparação entre monitores LCD e CRT de mesmo tamanho, os de LCD sempre serão maiores.

O que é Ângulo de Visão?
Viewing Angle (Ângulo de visão): Os painéis LCD têm menor ângulo de visão. Certos modelos quando vistos de lado, perdem contraste e as cores ficam distorcidas. O número de ângulo de visão é dado em graus e corresponde ao ângulo máximo sem perdas significativas de brilho e precisão de cores. O ângulo de visão de 175º é melhor do que o de 160º.

Brightness (brilho): é a medida da quantidade de luz que um painel LCD pode produzir, medida em candeias por metro quadrado (cd/m²)-nit. Geralmente, quanto mais alto for o número de nits, melhor será a qualidade da imagem.

Contrast Ratio (contraste): é a quantificação da diferença de intensidade luminosa entre o máximo brilho e o mínimo. Um monitor LCD com alta taxa de contraste deveria mostrar cores mais precisas do que outro com contraste menor. Mas, cuidado ao escolher um monitor pelo Contrast Ratio – alguns fabricantes oferecem enormes contrastes de 2000:1, enquanto o resto das especificações é de dar pena. Para se comprar um bom monitor LCD não é bastante que ele seja bom em apenas uma das especificações – ele deve apresentar outras características conjuntamente.

O que são os Dead Pixels?
Dead Pixels (pixels falhados): Um pixel falhado é um pixel defeituoso que permanece todo o tempo desligado. Quando pontos negros ou coloridos aparecem num monitor, eles causam frustração e irritação no usuário. Atualmente a maioria dos fabricantes de LCD aperfeiçoaram seus processos de produção para minimizar ou eliminar os pixels falhados, embora um ou dois pixels falhados possam ser eventualmente encontrados em painéis LCD de baixa qualidade. Em alguns casos é possível consertar um pixel negro usando o método da “massagem” descrito aqui http://www.lifehacker.com/software/lcds/fix-your-lcds-dead-pixels-152062.php

O que é resolução e resolução nativa?
Resolution (resolução), ou Native Resolution (resolução nativa): Todos os LCDs tem o que é conhecido como resolução nativa. A resolução nativa é compreendida pelo número total de pixels horizontais e verticais que compõem a matriz do painel de LCD. Quando o usuário não usa a resolução nativa o sistema a geração de imagem por extrapolação, significando que ao invés de controlar pixel a pixel, o hardware do monitor passa a controlar grupos de pixels, a fim de rebaixar a resolução. Este procedimento resulta em imagens mais opacas e menos detalhadas. Assim, o mais aconselhado é que os monitores de LCD sejam sempre configurados na sua resolução nativa, para que se tenha o máximo de qualidade de imagem.

Qual é a melhor resolução?
Não existe uma resoluções melhores ou piores, pois a resolução nativa é totalmente dependente do tamanho da tela. Exemplo: não se concebe uma resolução nativa menor do que 1680 x 1050 para LCDs de 20 polegadas, assim como esta resolução nativa não poderia ser de um monitor de 15 polegadas, porque os ícones ficariam muito pequenos.

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18 de mai de 2008

O que é teste de DNA?

Os testes de DNA podem ser explicados de maneira simples?

Para entender os testes de DNA precisamos entender as características do material genético dos organismos que possuem células com núcleo individualizado, ou seja, células eucarióticas.

Nas células eucarióticas o DNA do núcleo está organizado na forma de vários cromossomos lineares. Estes cromossomos estão sempre aos pares, sendo um de origem materna e outro de origem paterna.

A informação genética nestes cromossomos não está escrita de forma contínua, porque entre os genes e mesmo dentro dos genes há regiões de DNA que não contém a informação para síntese de proteínas.

Para entendermos melhor, vamos imaginar que a informação genética sejam palavras escritas em um caça palavras, todas no sentido horizontal e da esquerda para a direita:

Indivíduo 1

cromossomo paterno: Kkkdddddd wwvvxxxããxxxvvwwseimklmendicomensimpplemdo wwvvxxxããxxxvvwwmlptdesenharmpl wwvvxxxããxxxvvwwpçolmeimfnomelqwcolorirlmlpoiuhnd wwvvxxxããxxxvvwwmdlope wwvvxxxããxxxvvwwcriarmliuyhjm wwvvxxxããxxxvvwwmplemksioansba. (Informação: sei desenhar, colorir, criar).

cromossoma materno: mplemdkismaoemsua wwvvxxxããxxxvvwwseimplemi wwvvxxxããxxxvvwwdesenharlllmploemdosinad wwvvxxxããxxxvvwwcolorir wwvvxxxããxxxvvwwmlpwmsnodeusvlsjhd wwvvxxxããxxxvvwwcriar wwvvxxxããxxxvvwwmpeldidnsidnfuasind (informação: sei desenhar, colorir, criar).

Neste exemplo, o Indivíduo 1 é homozigoto para a informação genética, que é idêntica em ambos os pais, mas não possui cromossomos idênticos em relação a estrutura do seu DNA.

Indivíduo 2

cromossomo paterno: mmpelnsmaosnãomolemseimpleiwwvvxxxããxxxvvwwlmdipeksnkdim wwvvxxxããxxxvvwwdesenharmelisasomewwvvxxxããxxxvvwwapenasmolesiclou wwvvxxxããxxxvvwwcolorirwwvvxxxããxxxvvwwmpelsmaswwvvxxxããxxxvvww wwvvxxxããxxxvvwwcriarmlllpiiiiuuyytredwwvvxxxããxxxvvwwmpliemis (informação: não sei desenhar, apenas colorir, criar).

cromossomo materno: mplsowwvvxxxããxxxvvwwmpellços wwvvxxxããxxxvvwwseimpleos wwvvxxxããxxxvvwwdesenharmpeppeoisba wwvvxxxããxxxvvwwmpleisba wwvvxxxããxxxvvww wwvvxxxããxxxvvwwcoloriraasoels wwvvxxxããxxxvvwwmpels wwvvxxxããxxxvvwwmasmpelsosnãompel wwvvxxxããxxxvvwwssspeleodddcriarmmmeleospsdnea wwvvxxxããxxxvvwwmpelsa
(informação: sei desenhar, colorir, mas não criar).

Nesse caso, o Individuo 2 é heterozigoto tanto para a informação genética, quanto para a constituição do seu DNA. Porém se somarmos as informações materna e paterna veremos que o Indivíduo 2 terá as mesmas habilidades do Indivíduo 1, pois será capaz de desenhar pela herança materna, colorir pelo que herdou de ambos os pais e criar pela herança paterna.

Agora imaginemos uma situação hipotética em que um investigador precise enconrar um herdeiro a partir de um cacho de cabelos de quando ele era criança. Pelas características físicas ele selecionou um grupo de dez homens, mas através da informação de que em garoto esse herdeiro era muito criativo e fazia desenhos coloridos, o investigador reduziu sua busca aos dois indivíduos analisados acima. Nesse momento surge a necessidade de realizar um teste para comparar o DNA dos cachos de cabelos com os nossos prováveis herdeiros.

Como são realizados os testes? Nos testes de DNA o material é analisado no seu conjunto sem levar em conta a informação genética em si, assim temos:

Indivíduo 1- Kkkdddddd wwvvxxxããxxxvvwwseimklmendicomensimpplemdo wwvvxxxããxxxvvwwmlptdesenharmpl wwvvxxxããxxxvvwwpçolmeimfnomelqwcolorirlmlpoiuhnd wwvvxxxããxxxvvwwmdlope wwvvxxxããxxxvvwwcriarmliuyhjm wwvvxxxããxxxvvwwmplemksioansba mplemdkismaoemsua wwvvxxxããxxxvvwwseimplemi wwvvxxxããxxxvvwwdesenharlllmploemdosinad wwvvxxxããxxxvvwwcolorir wwvvxxxããxxxvvwwmlpwmsnodeusvlsjhd wwvvxxxããxxxvvwwcriar wwvvxxxããxxxvvwwmpeldidnsidnfuasind.

Indivíduo 2 - mmpelnsmaosnãomolemseimpleiwwvvxxxããxxxvvwwlmdipeksnkdim wwvvxxxããxxxvvwwdesenharmelisasomewwvvxxxããxxxvvwwapenasmolesiclou wwvvxxxããxxxvvwwcolorirwwvvxxxããxxxvvwwmpelsmaswwvvxxxããxxxvvww wwvvxxxããxxxvvwwcriarmlllpiiiiuuyytredwwvvxxxããxxxvvwwmpliemis

mplsowwvvxxxããxxxvvwwmpellços wwvvxxxããxxxvvwwseimpleos wwvvxxxããxxxvvwwdesenharmpeppeoisba wwvvxxxããxxxvvwwmpleisba wwvvxxxããxxxvvww wwvvxxxããxxxvvwwcoloriraasoels wwvvxxxããxxxvvwwmpels wwvvxxxããxxxvvwwmasmpelsosnãompel wwvvxxxããxxxvvwwssspeleodddcriarmmmeleospsdnea wwvvxxxããxxxvvwwmpelsa

Para analisar o DNA são usadas enzimas de restrição que reconhecem determinadas seqüencias da molécula e a cortam. No nosso exemplo a “enzima” que utilizaremos reconhecerá a seqüência wwvvxxxããxxxvvww e vai cortá-la entre os dois “ãã”, formando fragmentos com tamanhos variáveis. Desse modo, os fragmentos dos nossos exemplos ficariam:

Pode-se observar que o número e o tamanho das bandas diferem entre os dois. Após o corte do DNA ele é posto para migrar em um gel de agarose de forma que os fragmentos maiores ficam na parte de baixo do gel, enquanto os menores ficam encima. As amostras são colocadas lado a lado para que as bandas sejam comparadas.

Ao compararmos os dois vemos que algumas bandas são idênticas, porém algumas bandas são observadas apenas num indivíduo e não no outro: bandas 14, 15 e 17 do indivíduo 1 e bandas 1,2,6,8,12 e 13 do indivíduo 2. Num gel investigativo seria colocada também a amostra do DNA obtido da mecha de cabelos e se um dos indivíduos tivesse o mesmo padrão de bandas, ele seria o herdeiro e o teste auxiliaria a etapa final da investigação depois que várias outras evidências tivessem sugerido que os indivíduos 1 e 2 se encaixavam nos dados.

Assim, os testes de DNA são utilizados como complementos de determinadas investigações em diversos campos, auxiliando o desvendamento de crimes, identificação de paternidade, de corpos e de espécies, pois mesmos que haja amostras muito pequenas de material, existe tecnologia para amplificar estas amostras e comparar com material obtido dos indivíduos investigados, vivos ou mortos, humanos ou de outras espécies.

DNA, enzima de restrição, gene eucariótico, informação genética

Autora: Gladis Franck da Cunha

São ou não são golpes via Internet?

1º Golpe:
Há dois anos comprei uma suíte de segurança da empresa Iolo.com. No pacote que se chama System Mechanic Professional versão 7 estão integrados Firewall, antivírus, anti-spyware e um otimizador de sistema. Pois bem, quando comprei na primeira vez eles tinham parceria com o Antivírus e Firewall Kaspersky, depois eles desenvolveram seu próprio sistema de “Internet Security”. Ao logo de um ano de uso, não gostei do antivírus da Iolo e resolvi não renovar a assinatura anual que garante os updates do antivírus.

Depois que a assinatura perdeu a validade, eles me mandaram vários emails solicitando a renovação, que ignorei todos, tranqüilo que simplesmente me tirariam do cadastro. Não foi sem grande surpresa que apareceu o débito da assinatura anual no meu cartão de crédito VISA.
Considero isso um golpe, as empresas não podem guardar as informações do cartão de crédito, a cada compra o usuário deve informar os dados do cartão, isso é praxe mundialmente. Na condição do usuário querer renovar a assinatura, ele deveria entrar no site e repetir o cadastramento do cartão. Isto não acontece com a Iolo.com, pois como não me manifestei para cancelar a assinatura do System Mechanics, eles me “enfiaram goela abaixo” uma assinatura não solicitada.
Moral da história: Tive que cancelar o cartão de crédito e fica o alerta aos usuários que pretendem comprar qualquer produto da empresa Iolo.com. Não considero sérias as empresas que não deletam as informações dos cartões de crédito dos clientes.

2º Golpe:
Na página inicial do Yahoo Respostas há o banner de um anunciante que promete o sorteio de um aparelho de MP3. A minha curiosidade me fez clicar e ser direcionado a uma página de uma tal Associação Proteste, cuja promessa é muito simples: “Você gostaria de ganhar um presente surpresa GRÁTIS?” Em cima da tela aparece um cronômetro decrescente de 5 minutos, enquanto você é instando a clicar no outro botão: “clique aqui”.

Cliquei e fui para segunda tela, onde é revelado o golpe em toda a sua extensão. A tela dá detalhes do “presente” de grego e solicita o preenchimento dos dados de Nome, Sobrenome e e-mail. Ou seja, você ao preencher o bendito formulário estará se candidatando não a ganhar o tal sorteio, mas a 100% de chances de receber uma tonelada de e-mails indesejáveis, porque eles avisam numas letrinhas miúdas ao pé da página: “Entendo que respondendo a esta promoção passarei a receber ofertas da Proteste e de parceiros.”

Moral da história: Os spamers estão conseguindo com que as pessoas deliberadamente entrem nas suas "maledetas" listas.
Acho que o Yahoo deveria ser mais seletivo com seus anunciantes.

3º Golpe:
Existe um programa nacional de otimização de computador chamado NitroPC. Porém eles operam quase ao nível dos programas de Smitfraud A propaganda também é veiculada no Yahoo Respostas e o tal programa apareceu instalado no computador de um cliente meu, um habitual freqüentador de sites pornográficos. Ora, achei um programa interessante que acusou vários erros, mas não abriu a possibilidade de consertá-los, a menos que fosse para a página deles e pagasse. Fui à página principal e não encontrei nenhum preço e nenhuma informação sobre as limitações da versão “gratuita”.

Não posso entrar no mérito sobre a eficiência do programa pois não o usei, mas tenho ressalvas sobre a forma agressiva como eles tentam vender o produto, sem demonstrar o mesmo empenho em informar o usuário sobre preço, limitações, formas de pagamento, etc. Não tem nada disso na página deles, só um insistente botão de download, que vai levar o usuário à frustração, porque vai apontar um monte de erros no seu PC e não vai concertar nenhum.

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17 de mai de 2008

De que maneiras os virus se instalam?

Os virus, worms e outros malwares (spyware e adware) usam diferentes técnicas para infectar os computadores. Eles usam diferentes formas de engano dos usuários, para que estes aceitem a infecção e até instalem voluntariamente as pragas nos seus computadores. Neste post estão dscritas algumas formas de infecção e instalação porque o conhecimento prévio dos mecanismos é a única maneira de prevenção pela adoção de procedimentos seguros.

1 – Instalação na auto-execução de pen-drives. Este é um dos mais velhos e obsoletos modos de disseminação de viroses. Isto porque os primeiros vírus que fizeram sucesso se utilizaram dos antigos disquetes de 5 e 3,5 polegadas. O tipo de virus que a princípio deveria estar em extinção voltou a todo vapor com a popularização dos pen drives. Quando um pen drive é inserido na porta USB, é disparado no seu Boot um programa chamado autorun.inf, que mostra automaticamente o conteúdo da memória para o usuário. Toda a vez que o usuário conecta um pen drive infectado em um computador com baixa proteção, ele reproduz algumas espécies de vírus. Exemplo: o worm W32/SillyFD-AA.

2 – Injeção do código do virus em arquivos executáveis .EXE e .COM. Várias espécies de vírus se instalam em códigos binários. Antigamente era fácil enumerar os arquivos executáveis, porém com o avanço dos scripts, aumentou o número de extensões que podem ser consideradas executáveis – são elas entre outras: vbs, bat, js, inf, scr, sct, wsf.

3 – Disseminação através de anexos de emails. Foi a maneira mais popular que os desenvolvedores de vírus inventaram até hoje para espalhar as suas pragas. Tais tipos de vírus, uma vez instalados, enviam-se a todos os contatos gravados no livro de endereços do usuário. Os dois vírus de email mais famosos foram o Melissa e o “I Love You”. Foram inúmeros os golpes perpetrados por emails: Branca de Neve e os Sete Anões Pornô, Fotos de celebridades nuas, Imagens quentes do momento, que todo mundo quer ver e acaba trocando a sua precaução pela curiosidade do apertar de um simples botão.

4 – Disseminação através de páginas de internet. Concomitante ao fato dos usuários se tornarem cada vez mais precavidos quanto aos perigos dos emails, os criadores de vírus passaram a se dedicar a outras formas de disseminação. Eles usam cada vez mais páginas da internet para propagar códigos maliciosos na forma de scripts e códigos maliciosos que se instalam na simples visita a uma página. O exemplo clássico é o disparo de um link que chega através de email. O usuário é dirigido a uma página que lhe oferece um download de um programa. Ele se dá conta de que foi enganado e cancela o download... mas já é tarde, o vírus está instalado na sua máquina e ele tem uma bela dor de cabeça pela frente. Em outras situações a coisa não é tão explícita e o usuário se infecta com worms visitando páginas de sites suspeitos, principalmente pornôs e pirataria de software (cracks e warez).

5 – Propagação por add-ons. Os criadores de vírus, se aproveitando da facilidade que os Browsers oferecem de permitir a instalação de programas complementares, escrevem alguns add-ons específicos para a inoculação de vírus nas máquinas dos internautas. Como pode acontecer que os usuários voluntariamente instalem complementos de procedência duvidosa? A técnica é simples, os sites pornográficos não disponibilizam seus conteúdos para download... a menos que você aceite a instalação do add-on que supostamente permitirá a exibição de vídeos e fotos.
A volúpia do usuário pela pornografia “gratuita” o leva a aceitar o add-on que invade e modifica o browser, introduzindo modificações no sistema que o levam a acessar a internet sem o conhecimento do usuário. Os problemas se tornam claros ao usuário quando o programa invasor se apossa de toda a largura da sua conexão com a internet, degradando a velocidade e tornando impossível o acesso.

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Qual é a origem do termo Idade das Trevas?


O termo “Idade das Trevas” pode ter sido cunhado pelo poeta medieval Francesco Petrarca, que se referiu aos séculos anteriores com “tenebrae”, posteriormente modificada para o termo consagrado até hoje. Mas, independentemente do qualificativo, os historiadores que se debruçaram sobre o período compreendido entre o fim do Império Romano e a queda de Constantinopla, mormente têm a tendência de definir o período como uma passagem entre duas eras de reconhecido valor. Portanto, entre os esplendores da Antiguidade Clássica e o reaparecimento da razão como medida de todas as coisas no alvorecer da modernidade, consagrou-se a visão de um tempo de passagem, tempo médio ou media temporum.

A visão predominante sobre a idade média foi fomentada, entre outras coisas, pela necessidade de marcar o forte contraste entre as novas luzes recém surgidas e o lusco-fusco que se presume ter existido ao longo de séculos de dominação do poder secular da Igreja. Então, como que para estabelecer um divisor de águas entre o período isolado e grosseiro e de estagnação do pensamento e da ciência e o retorno ao cultivo dos ideais gregos prometido pelo renascimento, criou-se o mito do hiato separando radicalmente a gloriosa antiguidade e o novo espocar das luzes do pensamento. Certamente que o movimento de repúdio e preconceito contra a Idade Média deve muito a séculos de barbárie religiosa, ainda mais que recém se estavam extinguindo os últimos braseiros das fogueiras inquisitoriais.

Atualmente se torna absurdo continuar reafirmando esse viés preconceituoso. As escolas não deveriam libertar os alunos do estereotipo da idade das trevas, provando-lhes que não pode se admitir racionalmente a possibilidade de haver um milênio sem conquistas importantes para a civilização. Onde fica o valor de obras literárias e artísticas do porte de uma Divina Comédia de Dante Alighieri, ou o reconhecimento de que foi na idade média que foi lançada a pedra fundamental da química moderna? Além disso, o conceito de Universidades como centros autônomos do saber, surgiu no período medieval.

Um dos maiores obstáculos para a compreensão da Idade Média é o arraigado preconceito cultivado ao longo dos séculos da modernidade, estimulado por reducionismos e julgamentos que são alimentados pela pesquisa histórica baseada em fatos que corroboram o preconceito inicial renascentista. Um dois exemplos mais populares deste fenômeno pode ser encontrado no best-seller“O Nome da Rosa” de Umberto Eco. Ambientado num mosteiro beneditino do século XIV, o romance apresenta uma ambiência estereotipada da Idade Média ao escolher elementos que se fundamentam naquilo que se supõe ter sido a base do espírito medieval: credulidade, superstição e obscurantismo. Mesmo se tratando de texto ficcional, não muda a figura do problema. A cena final do incêndio na biblioteca é emblemático; se por um lado mostra ao leitor um obscurantismo intolerável capaz de queimar livros em nome da credulidade barata, por outro embaralha o fato de que se não fosse pela obra de milhares de monges copistas, toda a obra dos autores e filósofos antigos não teria chegado até os dias de hoje.

História, idade média, Dante Alighieri, biblioteca, pesquisa

16 de mai de 2008

Como conseguir o Ponto de Mutação?


O filme “Ponto de Mutação”, assim como “Jantando com André” faz parte dos denominados “talk-movies”, filmes baseados em diálogos que abordam as questões básicas da filosofia. Este filme foi dirigido por Bernt Capra, que também escreveu o roteiro adaptado do bestseler de mesmo nome escrito por seu irmão Fritjof Capra, conhecido pela sua atuação como físico e ambientalista. Ponto de Mutação foi o único filme de Bernt.

As locações se passam numa ilha-monastério na França, a Abadia do Monte de São Michel, onde três personagens em férias se encontram e se engajam numa discussão. Jack representa o sistema, o mundo exterior com sua política e as suas esperanças de que as soluções para os problemas são possíveis. Ele é um “democrata conservador” ex-candidato à presidência dos EUA, recém derrotado e desiludido, esperando retomar o rumo e o fôlego para a sua próxima campanha ao senado.

O amigo de Jack é o poeta Thomas, um desiludido com sua vida passada na correria de NovaYork e, agora auto-exilado na França. É um escritor que não escreve, só pensa. Devido ao esgotamento das suas fontes inspiradoras, se tornou um niilista amargo. Thomas aceita relutantemente o auto-oferecimento de Jack que quer visitá-lo na França, onde mora em Paris.

Ao aceitar o desejo de Jack visitá-lo, Thomas o leva a um tour num monastério-ilha no interior da França, com a esperança de que o contato com as paisagens bucólicas e milenares provoque no homem do sistema uma ruptura na filosofia de vida forjada dentro das masmorras políticas.

Na visita à igreja do local, eles encontram Sonia, uma física desiludida que abandonou a carreira em prol de uma visão holística da física e do meio ambiente. Sintomaticamente eles começam o seu diálogo na sala do relógio da igreja, um dispositivo mecânico monstruoso que evoca a primeira discussão sobre a metáfora criada por Descartes para definir a natureza: a visão mecanicista da vida e das coisas que têm imperado ao longo de toda a idade moderna. Sonia expõe suas idéias aos dois homens, que se vêem desafiados de maneiras distintas. Thomas, por seu ceticismo empedernido, que se enraizava no seu espírito e Jack por seu conservadorismo e impulso à procura de paliativos pra consertar o estilo de vida vigente da sociedade americana – totalmente baseado no mecanicismo descartiano e por isso, atomista em essência.

Do confronto entre o ufanismo do político, a descrença do poeta e o sonho de um novo mundo surge aos poucos a verdadeira identidade de cada um dos personagens. Jack questiona várias vezes Sonia sobre as maneiras de materializar as suas visões e até a convida para se unir à sua equipe, afim de que possam iniciar um movimento de reforma das leis. Porém ela se recusa a encarar a possibilidade de enfrentamento da realidade, preferindo ao invés disso o remanço e a tranqüilidade do seu exílio na torre do monastério. Sonia, como renunciante à possibilidade de lutar pela sua visão holística, descobre que as suas atitudes práticas são um fracasso inclusive na sua vida pessoal – onde o abismo afetivo cada vez maior engole a relação com sua filha.

Quando se despedem, aparentemente os personagens continuam os mesmos: Sonia permanece na torre, Jack volta aos EUA para enfrentar a sua candidatura ao senado e Thomas retorna à sua rotina de escritor em Paris, mas a breve estada no monastério de São Michel representou um ponto de mutação nas suas vidas – Jack encontrou uma causa por qual lutar, Thomas assistiu o renascimento da sua veia literária e Sonia descobriu que a prática holística tinha que começar por sua própria casa.

Como conseguir o filme?
Para comprar:
Infelizmente ele foi lançado em VHS em 1991 e nunca foi reeditado em DVD. Algumas digitalizações circulam por aí, que podem ser compradas no Mercado Livre.

Para ver online: Se você quiser assisti-lo na íntegra, está disponível online no GoogleVideo em (legendado em português):
http://video.google.com/videoplay?docid=854094769667634943

Para fazer donwload: Se você quiser baixar o arquivo de vídeo, poderá fazê-lo através do Emule, onde são encontrados arquivos mediante a procura pela palavra chave “mindwalk” dentro da procura do programa Emule.

Ficha técnica:
Título em português: Ponto de Mutação – Título original MINDWALK (1991)
Crítica do filme em inglês: http://www.philfilms.utm.edu/1/mindwalk.htm
Assuntos: questões filosóficas, filosofia da ciência, holismo, ambientalismo
Atores: Jack Edwards (Sam Waterston; o político), Thomas Harriman (John Heard; o poeta), Sonia Hoffman (Liv Ullman; a cientista física), Kit (a filha de Sonia).

Filosofia, holismo, atomismo, mecanicismo, René Descartes, modernidade

15 de mai de 2008

O que é o HDCP?

Bem vindo ao mundo da Alta Definição e à complicação para o seu bolso e à sua mente. O novo sistema é difícil de entender e ainda mais oneroso, porque nenhum hardware da antiga era do DVD é compatível com os novos padrões de reprodução digital.

O Protocolo de Conteúdo de Alta Definição (HDCP) é um sistema de proteção contra a cópia ilegal, que combate a possibilidade de gravar diretamente o sinal digital que trafega entre o reprodutor e o televisor. Desenvolvido pela Intel e pela Sillicom Image, que são as que distribuem os circuitos o hardware, o HDCP pretende encapsular totalmente o transporte digital de dados multimídia.

Para iniciar a reprodução de um disco Blu-Ray, inicia-se o procedimento de identificação, onde o reprodutor e o televisor trocam entre si a chave de codificação, antes de habilitar a exibição de imagem e som. Se o Blu-Ray player enviar um sinal codificado de HDCP via DVI(1) ou HDMI(2), o televisor deve ter forçosamente o HDCP implementado nos seus circuitos para reproduzir em HD(3), pois de outra maneira, se terá a tela preta, ou na melhor das hipóteses, a resolução da imagem rebaixada para o padrão DVD de 480p linhas(4).

Qual é o melhor televisor para usar com o Play Station 3?
No Brasil, enquanto não se vulgarizam os tocadores Blu-Ray, os usuários de Play Station 3 tem usado-o para reproduzir DVDs de alta definição. Porém, a conexão entre o PS3 e o televisor deve ser necessariamente via cabo HDMI. Outra dúvida freqüente dos usuários de PS3 é sobre as características técnicas que o televisor deve ter para que exiba a resolução nativa de HD:

- Resolução de 720p ou 1080p, dependendo do tamanho da tela.

- Entrada HDMI.

- Cabo HDMI x HDMI para fazer a conexão. Veja se o televisor vem com o cabo anexo, pois comprado separadamente custa mais de 100 reais.

- O televisor deve suportar OBRIGATORIAMENTE o protocolo HDCP, senão não será capaz de reproduzir imagens em alta definição.

Que falhas o HDCP tem apresentado?
Quanto aos problemas, eles existem têm acompanhado o HDC desde a suaa implantação do. Alguns usuários de PS3 têm enfrentado problemas com certos modelos de televisores. A falha é a seguinte: esporadicamente o som cessa e a imagem escurece por alguns segundos. O problema foi diagnosticado como uma falha de comunicação entre o PS3 e o televisor. Durante a reprodução do disco Blu-Ray o televisor deve enviar constantemente um sinal de HDCP ao drive do PS3, mas quando há um atraso nesta resposta, o PS3 corta o sinal até receber a resposta, quando esta chega ele volta a funcionar normalmente. A solução tem sido a troca da versão do firmware do televisor. Portanto, o usuário deve ser bastante criterioso no momento de comprar o seu televisor, pois corre o risco de frustrar o seu sonho de entrar na era High Definition.

(1) DVI – Significa Interface Digital de Vídeo, é um padrão desenvolvido pela Digital Display Working Group, que permite o tráfego de sinal de vídeo digital não comprimido sem a necessidade da conversação digital/analógico (D/A) que ocasionava perdas no nível da qualidade do sinal. Inicialmente utilizado na informática, o DVI foi adotado pelos fabricantes dos televisores desenvolvidos nas tecnologias Plasma e LCD, antes que o padrão HDMI fosse totalmente oficializado.

(2) HDMI – A Interface Multimídia de Alta Definição foi a primeira interface 100% digital normatizada. Permite o tráfego em cabo único de áudio multicanal e vídeo de Alta Definição (de 480p a 1080p) com uma largura de banda superior a 5 Gbps. A interface HDMI juntou duas normas já utilizadas: a Digital Visual Interface (DVI), para o tráfego de imagem; e a IEEE1394 (FireWire), para o tráfego de som em formato digital.

(3) HD – High Definiton: Alta Definição.

(4) 480p – É o número de linhas na resolução padrão DVD que consiste na exibição de uma tela de cada vez de 480 linhas de 720 pontos. Isto se dá no modo “progressive scan” quando não há entrelaçamento. No modo entrelaçado, 480i, a tela não é exibida de uma vez e sim em duas obedecendo a uma hierarquia: de linhas ímpares e pares. 720p e 1080p – São as resoluções do formato de alta definição. O número 720p corresponde a 720 linhas de 1280 pontos. O número 1080p corresponde a 1080 linhas de 1920 pontos em modo progressivo.

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14 de mai de 2008

O que era a vida privada na Idade Média?


Pode parecer óbvia a indagação, mas aquilo que hoje conhecemos como privacidade, uma propriedade óbvia do dia-a-dia, que nos dá direito a quarto próprio e concede isolamento às atividades de toalete é um fato recente que tomou vulto apenas com a ascensão da burguesia às primeiras luzes do alvorecer da modernidade. Ainda na idade média imperava em máximo grau o monopólio dos espaços coletivos, mas avizinhava-se um fenômeno que tomaria fôlego séculos mais tarde; dos enclausuramentos monásticos surgia a semente do isolamento individual, da necessidade do espaço inviolável que rompesse a lógica do espaço coletivo onipresente.

Para construir uma resposta válida é preciso explorar um pouco a carga semântica que cerca a palavra “privado”, pois é naquele nicho que está refugiado o conceito. Nos dicionários da língua francesa escritos no século XIX, ou seja, no momento em que a noção de vida privada adquiria seu pleno vigor, descobre-se um verbo, o privar, significando domar, domesticar, como no exemplo dado: “um pássaro privado”. Assim, revela-se o sentido, que é o de extrair do domínio da vida selvagem e transportar para o espaço familiar da casa.

Mas o transporte do que é coletivo para o domínio do lar não chega a contemplar o indivíduo, restringindo-se à vida de família, não individual, mas de convívio, e fundada na confiança mútua. Apesar de ainda não haver sido criada a privacidade individual, aquilo que se entendia medievalmente como privado extrapolava em muito a compreensão da civilização contemporânea sobre o “reino do lar”. A família era vista socialmente como uma pessoa, na pessoa do seu chefe, “a cabeça da casa”, sendo que os demais integrantes tinham o dever da obediência ao seu chefe como se vassalos fossem de um pequeno feudo.

Assim, ao rei do lar era facultado matar, estuprar, surrar, expulsar, deserdar, escravizar, em suma, tinha o poder total sobre o seu espaço privado, onde não reconhecia socialmente a existência de outros indivíduos, porque o espaço do indivíduo foi concebido pela burguesia emergente somente séculos depois, como contraponto à lenta decadência da aristocracia, que se havia estruturado dentro dos princípios da privacidade medieval negadores do livre arbítrio individual.

O atual caso Nardoni da suspeita da morte de uma criança pelos próprios pais, estarrece o Brasil só por ter acontecido na classe média e pelos contornos cinematográficos que assumiu, pelo fato insólito da criança moribunda ter sido arremetida da janela de um edifício. Porém em termos históricos, é só recuar até a Idade Média e não haveria crime, uma vez que o soberano do espaço privado familiar tinha todas as prerrogativas de vida e morte sobre seus “protegidos”. Talvez por isso, matar crianças no Brasil seja fato corriqueiro estranhamente normal, com excreção desse caso que ganhou a conotação de aberração pública. A estrutura social brasileira se acha mais aparentada àquela vigente nos feudos europeus, do ao estado burguês consagrado pela Carta dos Direitos Humanos.

Referências: História da Vida Privada – Philippe Ariès e Georges Duby

Idade média, privacidade, história, burguesia, modernidade