Pesquisar

31 de out de 2008

Telas de erro fatal de computadores em locais públicos.

Em inglês, as famosas telas azuis do Windows e pretas do Linux são chamadas respectivamente “Blue Screen of Death (BSoD)” para o windows e simplesmente "Crash Screen" no Linux. São termos termos que, por não permitir uma tradução literal, têm sido vertidos para Tela de Erro Fatal, tão fatal quanto a nerd atraente vestindo a camiseta “press any key to continue” do Windows, nele não adianta apertar qualquer tecla e nela?
A diferença entre os mundos doméstico e público é acontecer um Crash de computador no conforto do seu lar, onde você pode “rebutar” o seu computador à vontade e, quiçá, formatar o HD e reinstalar o sistema operacional. Outra situação bem mais preocupante é você estar não tão tranquilamente a 10.000 metros de altura num jato de em cima do oceano Atlântico, quando aparece em todas as telas a ameaçadora e famosa tela preta do Linux, cheia de caracteres incompreensíveis. Então surge a assustadora pergunta: até que ponto o jato Airbus A330 da empresa Algerie continua voando mantendo a rota, mesmo diante de um crash geral de todos os computadores? Definitivamente isto não é um bom sinal!

Menos preocupante é a tela azul no sistema de metrôs, o único perigo é o trem “congelar” dentro do túnel.

Os motoristas podem chegar a conclusão de que o sistemas de avisos do trânsito da cidade de Nova York é controlado pelo Windows. Os nova iorquinos esperam que a segurança não!

Os aviões já atrasam por nada, imagina com uma pane do Windows neste aeroporto!

Uma explicação para o crack das bolsas pode estar no crash do Windows, vejam a catastrófica tela azul no painel do famoso Banco de Investimentos americano Fidelity.

A esquina das avenidas 42º e 8º de Nova York iluminadas pela simpática telinha azul.

Até um simples supermercado pode sofrer as agruras da árida tela de pânico do Linux.

Durante um Congresso sobre Linux, nada mais adequado do que um crash no Linux!

Fonte:
Blue Screen of Death Top 10.
Linux Crash Top 10 Images.

30 de out de 2008

Dos homens-asa aos homens-foguete, uma breve história dos dispositivos de vôo pessoal.

O desejo de o homem ter asas remonta aos gregos com Ícaro e seu pai Dédalo. Infelizmente a história tem a tendência de consagrar mais o que se ferra. Assim, Ícaro ficou famoso por provar às nossas mães que vôo é um assunto para os pássaros.
O Casaco-Voador de Franz Reichelt.
As nossas mães ainda tiveram razão quando Franz Reichelt se lançou no primeiro Base Jump da história em 1912, pena que o pára-quedas que ele tinha inventado não se portou exatamente como o esperado, a bem da verdade não era exatamente um pára-quedas, mas um “casaco-voador”. Depois que recolheram o que sobrou do Franz, apareceu o povo para medir com uma régua o tamanho do buraco que o cidadão cavou no chão com sua queda. Root of Jack Ass.


Retro-Futurismo do Homem-Foguete.

Nas décadas posteriores, iniciou a era de ouro do futurismo. Assim eles anteviram dispositivos pessoais de vôo para um futuro próximo, mais ou menos no estilo de Rocketeer, o homem-foguete.

O JetPack.
O tempo se passou e chegamos à era do jato, ou melhor, do JetPack. Um americano faz demonstrações deste jato portátil em eventos públicos. Ele já se apresentou no carnaval do Rio de Janeiro e na festa dos bois de Parantins. Pena que a autonomia de vôo não passe de 33 segundos.

Uma alternativa mais trambolhosa, porém com autonomia de 30 minutos, é uma geringonça que funciona a base de hélices. Veja no FlightBlogger.

O suiço Homem-Jato e a suas asas de fibra de carbono.
Ultimamente, quem causou furor na impresa foi o homem-jato, o suiço Yves Rossy, que foi saudado como o primeiro ser humano a conseguir planar com asas portáteis. Mas, vamos ver logo abaixo que a imprensa se enganou redondamente, já que o verdadeiro pioneiro não mitológico foi um russo.


Um russo que voou em 1935 e nunca mais pousou...
Nesta pequena digressão, aprendemos que o vôo pessoal foi sonhado na mitologia grega e perseguindo freneticamente desde a virada do século XIX.
Mas, é precisamente no ano de 1935 quando vamos encontrar o antecessor do Homem-asa atual, o piloto russo Sanfirov. Provavelmente o intento fracassou, porque temos uma foto dele instantes antes da sua tentativa e depois... o silenciamento da história. O único documento que restou foi esta fotografia tirada em Moscou.

O que nos reserva o futuro?
Como sempre, nos homens a compulsiva vontade para o mal leva a tentar aplicar qualquer novidade na guerra. Já se cogita o uso militar das asas de fibras de carbono que um inglês usou para atravessar o canal da mancha em 2003. Os militares ingleses imaginam que as brigadas de paraquedistas teriam muito mais autonomia, invisibilidade e precisão se portassem asas rígidas nos ataques. Leia mais no Daily Mail.

Fontes:
Sanfirov, el antecesor de Yves Rossy alias Fusion Man.
Russian Rigid-Wing Skydiver (1935).

29 de out de 2008

O caça estelar dos Jedis de Guerra nas Estrelas III, a vingança dos Sith.

Anakin Skywalker é um dos mais talentosos e queridos pilotos da República e as suas surpreendentes técnicas de pilotagem tornam-no um dos mais formidáveis inimigos da galáxia. Anakin e o seu antigo mestre Obi-Wan Kenobi combatem perigosos andróides durante uma perigosa missão de resgate do Chanceler Palpatine, que foi seqüestrado pelo General Grievous e suas forças separatistas.
Sendo uma aeronave pequena, os caças usados pela ordem Jedi nos instáveis dias da República Galáctica, apesar de terem capacidade de carregar armas, muitos pilotos Jedi preferiam voar desarmados, confiando apenas na sua sintonia com a força, para minimizar disputas e agressões.

Novo modelo de Caça Estelar que os Jedis usaram para assumir postos de combate na rebelião contra e República Galáctica.
O intrigante compartimento assimétrico no lado esquerdo serve para abrigar um robô do tipo R2 D2, que auxilia o piloto na navegação e reparação da nave. O caça é muito pequeno para carregar um hiper-drive que permita entrar no hiper espaço, portanto, as suas missões são realizadas na linha de frente de cruzadores espaciais, que atuam como nave-mãe. Com a deflagração da Guerra dos Clones, os Jedis foram obrigados a assumir postos nas frentes de batalha, atuando como oficiais na campanha contra os separatistas.
Vista Traseira.
As novas demandas de combate forçaram modificações no formato do caças estelares dos Jedis, o que propiciou o surgimento de uma nova geração de aeronaves. Apesar dos antigos modelos ainda continuarem em operação, os novos caças ganharam refletores laterais e foram entregues aos renomados heróis e exímios pilotos Jedis Anakin Skywalker e Obi-Wan Kenobi.
Caça Jedi em configuração de Combate.
O novo modelo é muito mais compacto. A sua frente se bifurca em forquilha e a cabine é em formato de bulbo. A nova fuselagem bifurcada permite o carregamento de potentes canhões de laser no espaço vazio à frente da cabine.
O caça é dotado também de canhões secundários instalados no bordo de ataque das asas. É interessante notar que os painéis hexagonais retráteis devem ser abertos em modo de combate. Quando configurados desta maneira, os caças Jedis representam a antecipação do desenho que futuramente terão os caças do Império. Vejam a comparação:


Capacidades da aeronave: 6 canhões de laser, asas articuladas, cabine com janela móvel e trem de pouso retrátil. Brinquedo destinado à faixa etária de 4 a 100 anos.

Fonte:
Vega Transports – Australia.

Onde encomendar:
Na Getaholdfthis por $ 49,99.

28 de out de 2008

É possível trabalhar a Interdisciplinaridade nas Universidades Brasileiras?

Uma das novas exigências para as Licenciaturas é a realização de práticas pedagógicas em todas as disciplinas dos cursos com o objetivo de possibilitar a construção da identidade docente dos futuros educadores ao longo do curso como um todo.
Acadêmicos de Ciências Biológicas orientando uma Trilha Ecológica.

Através do trabalho compartilhado entre diferentes disciplinas trabalhou-se uma abordagem ampla e interdisciplinar, explorando temas geradores como base para um trabalho pedagógico realizado com os alunos do primeiro ano do Curso de Ciências Biológicas em 2006. Leia mais neste Link.

O trabalho envolveu duas experiências de atividades pedagógicas na forma de uma Mostra Pedagógica de Ciências e uma atividade de orientação de trilha ecológica.

A organização dos trabalhos requereu um acompanhamento intenso durante todo o seu processo de desenvolvimento, todavia, foram deixados espaços para a criatividade na solução dos problemas propostos. Concluiu-se que as práticas realizadas envolveram habilidades de comunicação, observação, comparação, reflexão e pensamento crítico, favorecendo a aquisição de conhecimentos de forma interdisciplinar.

Palavras-chave: Interdisciplinaridade, Mostra Pedagógica de Ciências, Trilha Ecológica.

Autores:
Cunha, G.F. ; Lemos, S.D.C. ; Dorneles, L.T. ; Ribeiro, A.G. ; Specht, A. ; Chies, R.P. ; Lorenzi, R.M.P.L.

Apertem os cintos e não entrem em pânico, pois o piloto da crise sumiu!

A mal falada, mas sempre útil Wikipédia me socorre na definição do termo crise, equivalendo-o ao vento, alternância de estado, uma mudança necessária que significa a impossibilidade de retorno ao que era antes.
A metáfora imediata é a queda do avião, quando um surto instantâneo de falência estrutural transforma instantaneamente a aeronave numa sucata disforme. A metáfora menos evidente é a própria vida: viver é a travessia mais ou menos incólume no mar das crises, até que a crise maior da morte soçobre a frágil embarcação da vida.

Em 1989, a crise da queda do muro de Berlim, aquele que, erigido em nome do martelo e da foice, foi destruído a marteladas.

Em 1989 fomos felizes e não sabíamos! Caia o muro de Berlim e com queda, foi proclamada a supremacia do sistema capitalista. A humanidade havia encontrado o seu fim-de-história, marcado pelo supremacia definitiva do mercado. Doravante, ele comandaria e se auto-determinaria.

Num exemplo de “crise do bem”, o colapso do comunismo redundante da queda do muro de Berlim, se por um lado encheu alguns corações de alegria, por outro, significou o fim de um sonho: doravante a humanidade estaria nas mãos cruéis e sanguinárias do mercado e entregue a sanha das restrições cada vez maiores ao Welfare State.

Parafraseando a queda do muro de 1989, seria 2008 o ano que todos gostaríamos de ter um muro para derrubar no fim do beco sem saída?
Em 1989 renunciamos ao sonho das utopias socializantes e nos embalamos no sono do mercado. Em 2008 alguém nos acorda abruptamente do nosso idílio capitalista com a notícia de que o auto-suficiente, onipresente e magnificente mercado está precisando do rico dinheirinho dos nossos impostos, para salvar especuladores falidos.
Acordamos para a realidade de que o mercado não está conseguindo resolver os seus próprios problemas.

Enquanto o mercado agoniza num beco-sem-saída, Sabrina Sato tenta entender a Bolsa de Valores.
Quando caiu a Bastilha, ou a biblioteca de Alexandria queimou, o povo continuou sua imperturbável rotina, o que me faz lembrar o programa Pânico na Tv do dia 19/10/2008, em que a filósofa brasileira Sabrina Sato apresentou o quadro “Decifrando a Bolsa de Valores”:

A dublê de entrevistadora de especialista em mercado financeiro resume as suas dificuldades intelectuais em apreender a complexidade do assunto na seguinte frase: “Entender a bolsa é muito difícil, é muito artifício!”

Logo a seguir, Sabrina estabelece um diálogo surreal com os populares, que demonstra o porquê do povo de Paris não ter aquilatado o tamanho do fato histórico da queda da Bastilha, pois em meio à balbúrdia reinante naqueles dias, o lema estava mais para o "salve-se quem puder".

Sabrina: - É a maior crise financeira mundial! Vocês sabiam disto? O povo responde: não, não, não.
Sabrina: - Vocês não estão sabendo da crise, porque vocês estão parados ao invés de estar trabalhando! Vai trabalhar povo brasileiro!

[A apresentadora passa a entrevistar um incauto.]
Sabrina: - Você acha que o Brasil vai ser afetado com a crise?
Popular: - Não estou acompanhando isto não...
Sabrina: - Você tem medo da guerra?
Popular: - Ah, não tá tendo...
Sabrina: - Você não tem medo de ser abduzido?
Popular: - não ocorre...

Moral da história: por mais que a crise singre os céus em desgoverno, arrastando consigo todos os dinheiros da bolsa, o povo não tem medo dela e muito menos da abdução. Que o piloto da crise invente outras formas de amedrontá-los, pois a “crise do Bush” não está conseguindo!

27 de out de 2008

Top 10 das Cidades Imaginárias.

O que seria da vida humana na terra sem as utopias, construções mentais que sonham civilizações perfeitas em realidades alternativas? A discrepância entre a utopia sonhada e a concretude cotidiana, se por um lado deu origem às distopias – a negação das utopias, por outro, ensejou o surgimento de outras. Pelo fato das cidades imaginárias sintetizarem as manifestações mais palpáveis das utopias, o estudo destas idealizações pode levar a uma melhor compreensão dos anseios e medos do homem em relação ao seu próprio futuro.

1- Metropolis de Fritz Lang, a cidade futurística retratada no primeiro filme de ficção científica da história.
A cidade futurista de Metropolis concebida em 1926, é física e socialmente dicotômica: enquanto a superfície abriga cidadãos livres e entregues a atividades lúdicas de toda a sorte, os subterrâneos são habitados por um exército de trabalhadores que se extenuam em trabalhos mecânicos e braçais. O motivo da estrutura dicotômica reaparece com toda a plenitude no filme de Ridley Scott, Blade Runner, décadas mais tarde.

Não obstante as construções titânicas conectadas por modernos viadutos e passarelas e aeronaves incessantemente cruzando os céus, não há quaisquer vestígios de elementos naturais em seu horizonte inexistente. Enquanto isto, aos subterrâneos está entregue a corja de trabalhadores que operam as máquinas em regime desumano, numa crítica às seqüelas que a recém implantada revolução industrial já incrustava nas sociedades européias.

2- La Città Nuova, a arquitetura visionária de 1913 fundamentadora da concepção de Brasília.
Foto: Flickr.
Antonio Sant’Elia concebeu a sua “Cidade Nova” entre 1913 e 1914, na entrada da Itália na Revolução Industrial. Tal acontecimento forneceu o pretexto para a emergência do movimento artístico denominado “Futurismo Italiano”, que atraiu poetas, escritores e arquitetos. Diante das novas perspectivas alvissareiras, era urgente projetar cidades para um futuro que se desenhava ditoso, que rompesse definitivamente com a organicidade da era vitoriana que fechou o século XIX.

Contrapondo-se aos pesados elementos decorativos característicos do século XIX, era preciso, para fazer frente aos novos tempos, partir para uma nova arquitetura que privilegiasse a função, deixando a estrutura nua, sem sobreposições ornamentais. As concepções nascidas sob os desenhos da “Città Nuova” foram decisivos na formação do ideário que levou à construção de Brasília: uma cidade projetada para o futuro, não apenas como cidade limpa e isenta de problemas urbanos, mas como símbolo de uma futura “civilização brasileira” que tivesse na tecnologia o seu elemento dinamizador.

Todavia, a utopia de Brasília se transformou em paradoxo: o mesmo planalto central que abriga o desenho utópico do plano piloto da ilha da fantasia de Brasília, testemunhou a invasão da organicidade da miséria penetrando por todos os lados e se cristalizando sob a forma de cidades satélites que asfixiam o sonho brasileiro asséptico, demonstrando o quanto uma utopia pode se transmutar em distopia ao longo de 40 anos.

3- A distopia da Los Angeles do filme Blade Runner.
A arquitetura da Los Angeles do Filme Blade Runner representa uma retomada da idéia esboçada no filme Metrópolis de Fritz Lang de 1926. Ela simboliza a falência do urbanismo moderno, pois representa uma postura crítica diante do esgotamento da cidade utópica do futuro.

Assim como na Metrópolis de Fritz Lang, a Los Angeles dos replicantes é divida em dois níveis: enquanto as cenas iniciais do filme retratam um aerocarro chegando numa gigantesca construção que povoa uma “superfície aérea” superdesenvolvida tecnologicamente, na superfície profundamente abaixo, no reino das ruas de verdade, se movimenta a vida cotidiana dos cidadãos em becos escuros, úmidos e apinhados de velharias.

O “pós-futurismo” expresso em Blade Runner é a negação da vanguarda arquitetônica italiana da primeira década do século XX, emblemática dos anseios de realização humana na era da máquina. Em face da realidade presente no encerramento do século passado não ter correspondido às utopias imaginadas nos seus primórdios, uma Los Angeles escurecida e dualística surge na tela, sintetizando a incapacidade da civilização humana de resolver as suas velhas mazelas sociais.

4- Zion, a cidade subterrânea do filme Matrix.
Num futuro alternativo, em pleno deserto do real, a maioria dos humanos foi forçada a habitar as profundezas do planeta, depois de terem sido expulsos da superfície pelo reino das máquinas. Em cavernas subterrâneas, uma resistência é estabelecida, que dá origem a Zion – uma cidade semelhante ao cupinzeiro, atravessada por galerias interligadas. Os ramais terminam em seções onde se localizam pequenos povoados, todos orbitantes de uma central de máquinas responsáveis pelas funções vitais da cidade, tais como oxigenação, tratamento do lixo, purificação da água, etc.

Assim como a cidade de Genosha, Zion é ciclicamente destruída pelo império das máquinas, quando uma nova dinastia de humanos é iniciada, a cada advento de um novo “escolhido”.

5- Les cités obscures, a contrapartida utópica das cidades reais.
François Schuiten e Benoit Peeters criaram o álbum “Les Cités obscures”, consistindo em 12 Graphic Novels, que descrevem um universo paralelo, muito similar à Europa, porém com diferenças significativas.

Algumas cidades européias são redesenhadas em sua contraparte utópica: Bruxelas-Brüssel, Paris-Pâhry, Genebra-Genova, etc. Cada cidade destas, na sua contraparte fantástica, expressa ideais utópicos que se espelham nas concepções futuristas de Júlio Verne, Luis Borges e outros autores.

6- Urville, uma utopia adolescente.
A cidade de Urville nasceu em 1984, quando o seu autor Gilles Trehin tinha apenas 12 anos de idade. Desde lá, ele vem adicionando mapas e dados, robustecendo o universo paralelo de uma Europa alternativa. Em março de 2007, Gilles publicou um livro sobre a cidade, onde assim ela é descrita: Urville é a capital de uma grande província localizada numa ilha, com uma população de 12 milhões de habitantes, o que a faz uma das cidades mais importantes da Europa.

Esta utopia adolescente segue a linha ufanista preconizadora da possibilidade da resolução dos problemas urbanos por via tecnológica. O colapso energético que se avizinha e as alterações climáticas globais, pouco corroboram com tais visões otimistas do futuro.

7- Gottham City, a famosa cidade gótica de Batman.
Foto: Judão
Apesar de ser habitada por outros heróis do universo DC Comics, Gottham City sempre será lembrada como a cidade de Batman. É praticamente uma distopia das cidades modernas, sombria, misteriosa e gótica, ela é um centro urbano repleto de problemas e refém da criminalidade. Alguns autores comentam que Gottham e a Metrópolis do Super Homem encerram a simetria de uma mesma moeda – de dia a Gottham soturna de Batman é a Metrópolis “clean” e resolvida do Super Homem, ou seja, a mesma cidade, dependendo da hora do dia em que é observada, revela diferentes traços da sua personalidade.

8- Cidade 17 do playgame Half Life 2.
A Cidade 17 do play game Half Life 2, representa uma interessante convivência entre duas civilizações: a humana e uma raça alienígena invasora da terra, a Combine. O objetivo da civilização Combine é assimilar outras civilizações submetê-las ao seu poder, adaptá-las e reconstruí-las para atender aos seus propósitos imperialistas.

O estilo da Cidade 17 é tributário das cidades do leste europeu, algo neoclássico, sombrio e pesado, também lembrando São Petersburgo na Rússia, assim como também Odessa, Sevastopol e Riga. O destaque fica por conta da Cidadela, uma torre de 3000 metros de altura construída pelo império alienígena Combine, centro do poder e símbolo da dominação.

9- Genosha, a cidade dos mutantes da Marvel Comics.
Genocha é uma pequena ilha-nação localizada ao norte das Seicheles, na costa leste da África. É conhecida como a “terra verde e prazerosa”, por sua altíssima qualidade de vida. Contudo, os grandes avanços tecnológicos e econômicos não conseguem ocultar um conflito básico: Genosha foi construída com um único intuito – o de abrigar uma população mutante escorraçada no resto do mundo. Os seres humanos geneticamente modificados isolados numa ilha fornecem a metáfora necessária ao fundamento das guerras; a incapacidade humana de conviver com o diferente, desde fatores étnicos, até os econômicos e geográficos. Genosha, apesar de ser um paraíso, padece do insidioso destino de ser atacada pelo resto da humanidade não-mutante.

10- SymCity, a primeira cidade dos videogames.
A recente emergência da tecnologia digital doméstica no início da década de 80 permitiu o desenvolvimento de um jogo do tipo “controle”, onde uma cidade pode ser criada e gerida pelo usuário. Com a popularização dos videogames, que se tornaram um fenômeno global, a cidade imaginária SymCity não poderia deixar de ser mencionada.

26 de out de 2008

A maior estação ionosférica do mundo está abandonada em Zmiev - Ucrânia.

Depois do colapso do império soviético, grandes instalações civis e militares entraram em declínio, graças à cessação dos generosos orçamentos que a Rússia destinava aos países satélites. Entre portos abandonados de submarinos, ônibus espacial Buran esquecido no Cazaquistão, as fotos a seguir são de uma estação de um dos maiores radiotransmissores ionosféricos do mundo.

Um prato cheio para os caçadores de coisas abandonadas!
Mesmo que esta estação não esteja completamente abandonada, a ferrugem causada pela falta de manutenção a corrói e a transforma pouco a pouco num bizarro testemunho pós-apocalíptico do poderio soviético.

Durante os anos 80, neste lugar funcionou um complexo científico do tamanho de um campo de futebol, comandando pelo supercomputador Ural. A estação de antenas destinadas a pesquisas científicas atmosféricas localiza-se perto da cidade de Zmiev. (Link do Google Earth)

Eventualmente a estação IRS (Ionospheric Research Station) é usada e recentemente perdeu o seu status de “Top Secret”, porque talvez tenha se prestado a trabalhos ao birô militar dos soviets. Quem saberá? O que se sabe é que esta maravilha da tecnologia soviética se equivale à estação similar americana localizado no Alasca, a HAARP.
Porém a semelhança termina no tamanho, já que enquanto a estação do Alasca continua operante, a ucraniana se transformou numa das trilhas que os caçadores de coisas abandonadas seguem avidamente.

O paraíso dos telefones da Matrix e Osciloscópios Vintage.
Quem não gostaria de ter um aparelho de telefone preto, o gadget definitivo da telefonia? Imagine um telefone destes tocando à meia noite em plena guerra fria! A estação IRS de Zmiev preserva a história viva do apagar das luzes do século XX.

Para qualquer apaixonado por steampunk, a foto a seguir é um prato cheio. Os instrumentos estilo “vintage” da estação estão intactos, com seus relógios analógicos e o melhor de tudo: um antigo Osciloscópio (medidor de formas de onda) equipado com tubo de raios catódicos.

Devido ao estado de não abandono completo, é possível notar que os instrumentos internos se encontram em perfeito estado de conservação. A IRS de Zmiev pode ser considerada um interessantíssimo museu, que poderia estar sendo explorado como tal, não fosse a falência da Ucrânia.

Algumas comparações entre a IRS e a HAARP.
Algumas palavrinhas sobre a matriz da antena transmissora de alta freqüência (High Frequency Transmitter and Antenna Array). A antena maior (que pode ser vista pelo Google Earth) tem capacidade para produzir 25 MW de potência, enquanto a estação HAARP do Alasca tem a metade: 12,5 MW.
O radar IS (incoherent scatter) por dispersão incoerente é praticamente único, já que há apenas 9 destes no mundo. Sua área refletora é de 100 x 100 metros.
Da minha parte, quando eu for à Ucrânia, podem ter certeza que um dos bilhetes de trem que vou reservar vai ser, com certeza, para a pequena cidade de Zmiev!

Fonte:
Abandoned Ionospheric Research Station.

25 de out de 2008

A crise chegou? Então aperte com força no seu botão de pânico pessoal!

Os botões de pânico se incorporaram na vida moderna e o principal deles, se tornou a arma mortal na mão dos novatos em informática. Ao invés de se chamar simplesmente “ESCAPE”, a tecla ESC deveria ser vermelha e ter a palavra “Pânico” impressa na sua superfície. Com certeza os milhões de recém incluídos digitais agradeceriam a facilidade de apertar um anulador instantâneo de burradas.
Não só os computadores têm o seu botão anti-burradas, também os elevadores, as escadas rolantes, etc. Tais botões são tão importantes, que se encontram a venda às pilhas na Internet.

A crise precisa de um botão de pânico pessoal!
Apesar de todos os aparatos feitos pelo homem terem seu botão de pânico, nenhum gadget foi criado para desligar os seres humanos da crise. Até a bolsa de valores tem o seu “circuit breaker”, que a protege de oscilações negativas maiores do que 10%.

E nós humanos, enquanto afundamos na crise, quem nos protegerá? Já que o presidente do Banco Central Henrique Meirelles declarou em Miami que devemos "parar com as piadas, porque a Crise é muito séria", somente um pacote ACME resolveria todos os nossos problemas!

O pacote ACME traz num estojo ricamente trabalhado
o botão de pânico que faltava nas nossas vidas, o nosso “circuit breaker” particular que nos permitirá que nos desliguemos instantaneamente da crise.
Mas, CUIDADO para não apertar o botão errado!
Foto: TechTips