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30 de nov de 2008

O meu Dlink 500G Generation IV nunca funcionou direito.

Podem ser encontradas na Internet várias reclamações contra modems que permitem acesso à Internet via ADSL. O problema para os usuários que não dominam o jargão tecnológico é que as dicas sobre modelos são contraditórias, uns elogiam muito um modelo, enquanto outros baixam o pau no mesmo modelo.

Experimente interrogar o Google com a seguinte pergunta “Qual é o melhor Modem ADSL?”. Os resultados são os mais desbaratados possíveis. Diante do caos reinante nos reviews sobre modems, os usuários se sentem perdidos e por isto, acabam comprando um Modem que não vai satisfazer plenamente as suas necessidades.

Quedas de conexão e erros de CRC.
Desde que entrei para o mundo da banda larga há quase dois anos, uso o Modem DLINK 500G geração IV e desde o começo da minha vivência com a “broadband” tenho experimentado alguns problemas recorrentes:
- a conexão cai repetidas vezes durante o dia;
- há muitos erros de CRC (erro de check de redundância cíclica) acusados no status do Modem.

Será que todos os Dlink não prestam, ou é problema de falta de padronização?
Alguns usuários de fóruns elogiam barbaramente os Modems Dlink, enquanto outros fogem dele como o diabo foge da cruz. Porém, a coisa não é tanto o mar e nem tanto a terra. Explico, tudo vai depender da peça que você adquirir e desconfio que a razão disto é a falta de padronização dos produtos 100% chineses.

O pesadelo chamado 1 mbps.
Recentemente aumentei a velocidade da minha conexão com a Brasil Telecom de 600 Kbps para 1 Mbps, quando o Dlink endoidou de vez. O número de erros aumentou barbaramente e a conexão não durava mais do que 5 minutos. Várias vezes, quando caia a conexão, apagavam os leds ADSL e da rede, o que me obrigava a desligar o modem e religar.
A primeira tentativa de solução foi trocar o firmware nativo por aquele que a página da Dlink disponibiliza. O novo firmware resolveu parcialmente o problema de queda da conexão, mas continuaram os erros de CRC, em menor número.

Testando um Dlink 500G geração II.
Para descartar problemas com a linha telefônica, resolvi testar um outro modelo do Dlink. O geração II funcionou perfeitamente por várias horas, sem nenhum erro de CRC e sem cair uma única vez a conexão.

Solução do problema.
Aparentemente a melhor solução seria eu ter ficado com o 500G geração II e ter posto na casa do meu sogro o meu geração IV bichado. Mas, além da bruta sacanagem, ele sairia prejudicado quando usasse a sua conexão para streaming de vídeo na comunicação via MSN.
Em nome da honestidade, resolvi comprar outro Modem e desta vez optei pelo modelo da Siemens, o SpeedStream 4100, que a loja encaminhou com um belo tutorial para configurar o roteador para a conexão com a Brasil Telecom. Feita a configuração do roteador, o 4100 está funcionando às mil maravilhas.

Aviso: o 4100 também é fabricado na China, mas espero que usem lá o padrão de qualidade alemã, país original da empresa.

O Dlink não presta?
Não posso afirmar isto, o que posso dizer é que especificamente a minha unidade 500G geração IV jamais funcionou satisfatoriamente. Já a peça do meu sogro, que é geração II, funciona perfeitamente sem erros e nunca cai a conexão. Infelizmente aposentei o meu 500G e preferi não comprar mais qualquer coisa da marca Dlink.

Tutorial para configurar o Siemens SpeedStream 4100/4200 como roteador.
Os dois modelos 4100 e 4200 são iguais, o que muda entre os dois é que o 4200 oferece também a interface USB para funcionar junto com um computador sem a função de roteador. Caso os usuários solicitem, posso publicar o tutorial de configuração do roteador para conexão com a Brasil Telecom do Rio Grande do Sul, que funciona e pode ser feito mesmo por usuários inexperientes.

29 de nov de 2008

A história dos discos voadores terráqueos.

A maioria das aparições de Objetos Voadores não Identificados é armação, resultante dos esforços de espertalhões tentando enganar a credulidade do povo. Porém, uma pequena margem de eventos remanesce sem explicações científicas plausíveis, o que leva a crer que há algo mais entre o céu e a terra, do que sonha a nossa vã filosofia. Independentemente da veracidade dos OVNIS, a própria civilização terráquea vem tentando construir desde o século XVIII um disco voador que realmente funcione.

1714 – O disco voador sueco que não tinha como sair do papel.
Emanuel Swedenborg, uma mistura de místico e cientista sueco, produziu o primeiro esboço conhecido de uma aeronave arredondada de madeira. Como o motor ainda não tinha sido inventado, a propulsão era pela força dos braços. Uma descrição da máquina voadora de Swendenborg, como ela ficou conhecida, apareceu num periódico de 1716, porém nunca saiu do papel.


1902 – Ezekiel, o barco voador, que pode ter sido o primeiro avião motorizado a voar.
O camarada Gus Stamps supostamente teria batido os irmãos Wright em 1 ano. De acordo com relatos de testemunhas, Stamps voou o seu Ezekiel “barco voador”, um veículo semi-elíptico motorizado, desenhado por Burrell Cannon – um ministro Batista, dublê de engenheiro e inventor. O aeroplano supostamente teria voado a distância de 47 metros, a uma altura de 3 metros e meio, antes de se espatifar no pouso perto de Pittsburg, Texas.

1913 – O disco voador inglês.
Os projetistas britânicos Cedric Lee e George Richard solicitaram a ajuda do engenheiro James Radley e o do seu assistente Eric England para criar este avião propulsionado a hélice. England voou nele por 8 km sobre Shoreham, Inglaterra, antes que o motor morresse durante o pouso. Mesmo que piloto tenha sobrevivido ao desastre, a estrutura do avião não teve a mesma sorte. A equipe teve que começar do zero para criar outro, uma versão modificada com três trens de aterrissagem, estais adicionais e flaps nas asas para conferir maior dirigibilidade. A aeronave redesenhada voou pela primeira vez em 1914, porém novamente apresentou graves problemas de controle. O piloto Gordon Bell, incapaz de estabilizar o avião antes do pouso, não conseguiu evitar um novo acidente. Lee pilotou uma terceira versão, porém uma nova perda de controle fez com que o vôo acabasse rio adentro. Esta versão não pôde ser resgatada e a equipe resolveu mudar de ramo, passando a se dedicar ao desenvolvimento de aviões comerciais.

1929 – Roundwing, o disco voador guarda-chuva.
O projetista Americano Steven Paul Nemeth testou num túnel de vento um modelo do seu aeroplano em formato de disco-voador. O Roundwing, que ficou conhecido como avião guarda chuva, cinco anos mais tarde foi construído em escala plena, medindo 5 metros de largura e 6 de comprimento. No mesmo ano, o Rowndwing fez um vôo com sucesso.

Logo depois, Nemeth trocou o motor de 90 cavalos por outro modelo de 120 cavalos, o que capacitou o avião a fazer pousos e decolagens em pistas menores. Ele podia levantar vôo com uma corrida de apenas 20 metros e pousar usando apenas 7,6 metros de pista a uma velocidade de 48 Km/h. A grande estabilidade apresentada deu esperanças a Nemeth de produzir o protótipo em larga escala e chegou a vender algumas unidades por 1.400 dólares cada um. Contudo, a grande depressão de 1929 naufragou os planos e o mundo esqueceu mais um disco-voador terráqueo.

1942 – A Panqueca Voadora.
O engenheiro aeronáutico Charles H. Zimmermann desenvolveu um protótipo de avião de caça para a marinha americana, batizado de V-173 e apelidado de Panqueca Voadora. A marinha esperava colocar um grande número de Panquecas nos seus navios, depois que mais de 180 dos seus aviões foram destruídos no ataque japonês a Pearl Harbor. Ela esperava que o baixo estol da Panqueca pudesse permitir a operação até em pequenos porta-aviões e cargueiros modificados.

Porém, apesar das excelentes capacidades de operação em pistas curtas, o desempenho do disco-voador na aviação de caça deixou a desejar e além do mais, os seus motores de a dois pistões eram demasiadamente ruidosos para passarem despercebidos do artilharia anti-aérea do inimigo.

A marinha usou 170 unidades em vôos de teste, antes da Panqueca Voadora ser finalmente abandonada em 1947. O avião foi restaurado em 2003, com seus dois motores e a fuselagem original e se encontra exposto atualmente no Museu Smithsonian na cidade de Washington.

1944 – O disco voador nazista.
Arthur Sack, um entusiasta por aeromodelos, completou o AS-6 V-1 em 1944. O avião elíptico foi montado a partir de peças descartadas de aviões Masserschmitt. Os nazistas fizeram testes de vôo através do piloto Rolf Baltabol no campo de pouso de Brandis, nos arredores de Leipzig. No entanto, as coisas desandaram em problemas de leme e peças mal ajustadas. Depois das correções, os engenheiros chegaram à conclusão de que não havia potência suficiente e não havia recursos para desenvolver novos motores. As várias correções posteriores se mostraram de pouca ajuda e Baltabol recomendou que os engenheiros fizessem mais testes em túnel de vento e trocassem o motor, o que nunca ocorreu.

Naquele verão, uma última tentativa foi feita por outro piloto, que acabou com um trem de pouso destruído no pouso desastroso. O AS-6 V-1 retornou definitivamente ao hangar do campo de Brandis, onde posteriormente virou sucata em virtude de um bombardeio aliado.

1954 – Avrocar, o disco voador a jato.
O sonho aeronáutico da década dos anos 50 era fazer um disco voador voar a velocidades supersônicas. Em 1954 o projetista canadense John Frost começou a trabalhar num projeto ultra-secreto para a força aérea dos EUA, de codinome Ladybird. Seu objetivo era fazer com que um avião redondo decolasse e pousasse verticalmente e atingisse a velocidade de Mach 3.5 (três vezes e meia a velocidade do som) e que pudesse atingir altitudes de mais de 20 mil metros. A força aérea planejava produzir este disco voador em diversos tamanhos, sendo que o tamanho maior seria de 30 metros de diâmetro. Frost sugeriu que as bordas do disco poderiam ser armadas com com mísseis para proceder ataques aos bombardeiros soviéticos.

Em 1955 a força aérea mudou o nome do projeto para Silver Bug. Todavia, os testes em túnel de vento revelaram que o ambicioso projeto de Frost era extremamente instável em velocidades supersônicas. Também sobraram dúvidas sobre a capacidade do avião em agüentar as altas temperaturas resultantes de vôos em altas velocidades.

Posteriormente Frost projetou outro avião igualmente instável, que foi denominado de VZ-9AV Avrocar. Este disco voador incorporava motores a jato e a sua finalidade inicial era o transporte de tropas e reconhecimento. Dois protótipos foram construídos e nenhum deles se prestou para o uso militar. Os barulhentos discos voadores corcoveavam e se inclinavam incontrolavelmente tão logo atingiam alguns metros acima do solo, à velocidade pífia de 56 Km/h, valor muito distante das velocidades supersônicas que a Força Aérea esperava. Os militares jamais produziram o Avrocar e o assunto foi parar no limbo da história.

Anos 90 - EKIP o OVNI russo.
O EKIP foi um avião elíptico com asas, primariamente concebido para o transporte civil e também para o uso militar. O projeto gestado nos laboratórios da famosa fábrica de aviões russa Saratov construiu um primeiro protótipo em escala reduzida, operado por controle remoto. A esperança era a construção posterior de um modelo em escala plena, com autonomia de 5.000 km e capacidade de carga de 396 toneladas. Adicionalmente, ele teria a capacidade de decolar e pousar tanto em pistas convencionais, como na água. O avião, apelidado de “O OVNI Russo” pela imprensa americana, no entanto se revelou instável nos testes de túnel de vento. Muitas modificações foram tentadas, inclusive um novo desenho para a cauda.

Contudo, no final da década de 90 os russos suspenderam o aporte financeiro ao projeto devido aos problemas econômicos vigentes em meio a ruína do Império Soviético e a fábrica Saratov foi encampada por uma divisão da marinha americana, a NAVAIR. A princípio a marinha americana manteve algum interesse no projeto EKIP, porém em 2005 abandonou a tecnologia por razões ainda desconhecidas e até hoje a idéia do OVNI russo permanece esquecida nas prateleiras.


2002 – Cypher, a rosquinha voadora.
A fábrica Sikorsky estabelecida em Connecticut, EUA, desenvolveu uma aeronave nos anos 80 com capacidade de decolar e pousar verticalmente. Um protótipo em forma de rosquinha e propulsionado por um rotor interno foi construído para perfazer missões de vigilância e reconhecimento. Ele tinha a capacidade de voar automaticamente através do sistema de navegação controlado pelo computador de bordo, ou podia ser operado remotamente por um piloto em terra.

Até o fim dos anos 90, a Unidade de Fuzileiros Navais dos EUA continuou a desenvolver a tecnologia do Cypher, dotando-o de navegação por GPS, câmeras de luz visível e infravermelho e rastreador a laser. Um modelo derivativo, o Cypher II, foi mais tarde renomeado pelos fuzileiros navais para Dragon Warrior (dragão guerreiro). Este último veículo incorporou diversas melhorias, inclusive asas, porém o projeto teve vida curta, quando os burocratas do governo suspenderam as verbas e literalmente mandaram a rosquinha voadora “para o espaço” em 2002.

O futuro - A tecnologia dos discos voadores terráqueos algum dia poderá ser viável?
A humanidade sempre buscou a tecnologia dos discos voadores, por causa da sua potencial manobrabilidade. Um objeto voador que fosse capaz de se mover facilmente em qualquer direção é o sonho de todos os projetistas aeronáuticos.

Tendo todas estas vantagens, os discos voadores deveriam ser coisas muito comuns hoje em dia. Mas, por que os discos voadores não estão voando nos nossos céus? Apesar dos evidentes benefícios, tal tecnologia sempre foi marcada por terríveis contratempos. E o principal desafio foi superar a alta instabilidade de aerofólios que não podem se socorrer das soluções aplicadas aos sistemas aerodinâmicos convencionais – especificamente, das asas que conferem sustentação e dos estabilizadores verticais e horizontais – coisas que essenciais para manter os aviões convencionais no ar. Quando um avião se desloca no ar a uma velocidade acima do seu estol, as próprias forças aerodinâmicas concorrem para estabilizá-lo. Todavia, a essência da idéia de aviões em formato de disco voador exige que eles possam pairar no ar em momento zero de deslocamento, por isto eles necessitam de um novo paradigma de sustentação e que permita a estabilização em vôo.

Caso as aparições de OVNIS sejam verdadeiras, provavelmente eles foram construídos por civilizações avançadas, que superaram os problemas básicos de sustentação e estabilização, lançando mão, talvez, de um método revolucionário de propulsão, por ora ainda desconhecida pelos terráqueos.
O Futuro.

Fonte:
Flying Saucers Through the Ages.

Videogames violentos provocam sintomas de TPM em meninos.

Todos sabem que os Halo Gamers não dormem. Porém, agora um grupo de cientistas suecos publicaram uma nova pesquisa que relaciona cenas violentas dos videogames ao aumento de episódios de taquicardia e transtornos do sono.
Num estudo desenvolvido nas universidades de Estocolmo, Uppsala e no Instituto Karlinska da Suécia, dois grupos de adolescentes (idades entre 12 e 15 anos) foram equipados com monitores cardíacos e divididos em dois grupos; ao primeiro foram destinados games violentos e ao segundo, não violentos. No grupo dos jogos violentos foi registrado um aumento da variação nos batimentos cardíacos, que continuou depois dos meninos terem ido para cama e continuaram a impregnar o padrão cardíaco durante o sono, apesar dos jovens não terem se queixado de problemas que tenham lembrado. O grupo que jogou games não violentos não apresentou nenhuma alteração.
O que é variação de freqüência cardíaca (heart rate variability-HRV) e o que induziu os cientistas a cogitarem que ela pode ser engatilhada pela ação presente nos games violentos? A HRV é a quantificação das flutuações cardíacas normais que ocorrem durante a respiração.

Nosso coração bate um pouco mais rápido quando inalamos e um pouco mais lento quando exalamos. A HRV também é usada para monitorar a atividade vagal (o nervo vago se estende desde o tronco cerebral e vai até o abdômen e controla atividades involuntárias, tais como coração, intestinos, respiração, etc.) A ativação excessiva do nervo vago pode levar ao estresse, por exemplo, o ato de atirar massivamente numa horda de alienígenas pode causar uma síncope nervo-vagal e em casos extremos, a perda temporária do controle da bexiga. Então é verdadeiro afirmar que uma overdose de estimulação sensorial pode, teoricamente, provocar no jogador uma incontinência urinária tão repentina e forte, que leva-o literalmente a mijar nas calças.
A coisa pode ser pior. De acordo com um artigo de F. Baker publicado no Jornal de Pesquisa Psicomática: a redução da atividade parassimpática durante o sono é um sintoma da síndrome de tensão pré-menstrual severa (TPM), episódios de HRV foram registrados entre mulheres que sofriam TPM severa. Isto faz sentido agora – as mudanças de humor, a ansiedade, a irritabilidade e a necessidade de comer porcaria – a ação de jogar games violentos pode levar mesmo pessoas do sexo masculino a experimentar simulacros de fortes TPMs. Aparentemente, os episódios noturnos de HRV, provocados pela violência dos jogos, podem acarretar efeitos psicológicos, muito comuns em mulheres com TPM.
Portanto, não se preocupe, tome um comprimido de Midol (droga que combate os sintomas da TPM), coma chocolate e comida gordurosa, e depois mate alguns ninjas para reequilibrar.

The Real Danger of Violent Video Games.

26 de nov de 2008

Burning Man, o extravasamento de todos os sentidos.

Uma vez por ano um arquétipo de homem é queimado no deserto de Black Rock, Nevada nos Estados Unidos, ao final de uma semana orgástico de um evento que ninguém define, mas que se fosse descrito, teria que ser feito por qualificativos superlativos: bizarro, hedonista, catártico, cósmico, new age, apocalíptico... todas as coisas fora da casinha que você puder imaginar.


Os participantes saem das suas cidades normais, dirigindo seus carros normais e levando na bagagem as mesmas expectativas de todo o cidadão médio da civilização ocidental. Porém, uma vez cruzadas as fronteiras do festival, durante uma semana cada habitante da Playa se converte em ser um cósmico capaz de queimar e explodir em rituais pagãos 24 horas por dia.

As fotos e vídeos de cada evento Burning Man é um mosaico de nudismo, tatuagens, música eletrônica, druísmo, xamanismo, surrealismo, experimentalismo, ufologia, psicodelia, arte POP, extravagância, celebração do fim do mundo.

Numa das várias corridas malucas que acontecem na Playa, esta é de um veículo-aranha contra um triciclo gigante movido a energia solar.


A quebra radical da rotina acontece na Playa – apesar da última cerimônia ser a queima do homem-escultura coroado de Néon – a vida protozoária que cada um leva, é queimada desde o primeiro instante sob as áridas areias do deserto de Nevada.
Uma das famosas tempestades de Areia do Burning Man, esta ao estilo Salvador Dali. Crispyneurons.

Veículos conceituais e outras variantes são uma parte importante da vivência no Burning Man. Eles vagueiam pela Playa procurando diversão e passageiros, principalmente no cair da noite, quando compõem uma celebração completamente improvisada, misturando num visual alucinante de luzes e línguas de fogo o pandemônio alimentador das danças paroxísticas que se estendem noite a fora.

O mais Tosco veículo-aranha gigante de todos os tempos cruzando os campos do Burning Man de 2008. Note que os seus passos não exibem a mínima suavidade.


A qualquer momento você pode pular a bordo de um urso-móvel de pelúcia gigante, ou se desviar de uma cusparada de fogo emitida por alguma estrutura anarquista em disparada corrida. Quem vê de longe a Playa, percebe vultos bizarros, alguns estacionários e outros semoventes, os que se movem, provavelmente são peças de arte POP em forma de carros.

Maiores detalhes sobre o Burning Man:
Piromania, surrealismo e arte no meio do deserto.

As viagens de um Poliglota Irlandês - Burning Man, minha semana no deserto.

25 de nov de 2008

Por que os homens fogem das mulheres fálicas?

Todos se perguntam quando vêem na TV o porquê de algumas celebridades lindíssimas estarem sempre solteiras, ou no entra-e-sai de casamentos-relâmpago, que não duram as chuvas da estação. E não são apenas as famosas sofrem deste mal, pois o número de anônimas que vivem igual situação é igualmente notável. Por que certo tipo de mulher, mesmo sendo atraente, não consegue manter relacionamentos afetivos duradouros?
Mulher Maravilha - protótipo da mulher fálica
O interessante artigo do psicólogo Valdeci Gonçalves da Silva (link abaixo) fornece a conceituação e a definição da mulher fálica e dá exemplos de celebridades que têm este perfil psicológico. A leitura na íntegra do texto acadêmico corrobora as minhas percepções empíricas colhidas no convívio social: alguns comportamentos típicos deste tipo de mulher acabam rechaçando os homens, não porque eles sejam melhores e sim, justamente pelo contrário, por conta das suas vilanias atávicas.

Mania de Perfeccionismo.
Fato: Nós homens não conseguimos ser o incrível Hulk o tempo inteiro, já que temos os nossos momentos de fraqueza, bichice e histerismo.

Mulher fálica: ela exige amantes fortes e acima de qualquer suspeita. Não tolera manifestações de insegurança, fraqueza e dúvida.

Resultado: o homem se separa quando se cansa de ser perfeito (ainda mais porque ele não é nada disto). Só o espírito feminino consegue aturar as imperfeições da vida íntima do homem e como a mulher fálica não tem totalmente desenvolvido na sua psique a virtude da tolerância, ela nunca vai encontrar na um príncipe à prova de erros – e olha que nós homens erramos, e erramos muito, o tempo inteiro.

Ausência de uma pitada de Servilidade.
Fato: Os homens são as criaturas mais frágeis da natureza. Não temos força para ir ao médico sozinhos, desabamos quando temos a mínima doença e nos desalentamos até diante de pequenas vicissitudes da vida.

Mulher fálica: toda a mulher fálica declara altissonantemente que não foi feita para servir homens. Ela incorpora uma das regras básicas da ideologia do movimento feminista nascido na década de 60. Apesar disto, ela quer ser paparicada e tratada como se fosse uma deusa.

Resultado: como nenhum homem consegue prescindir da ajuda da mulher, até para os atos mais comezinhos, ele acaba se cansando e se afastando da mulher que só quer ser servida. Cabe esclarecer uma coisa, não estou falando do tipo de relação escravocrata muito comum até a geração dos nossos avós, onde a mulher assumia um servilismo extremo. Estou me referindo a algo bem mais brando, como a mulher ter alguns cuidados que façam a diferença entre o homem ter ou não ter uma companheira.

Heroína em casa e na sociedade.
Fato: Os homens não toleram conviver o dia-a-dia com heroínas do tipo Mulher Maravilha. No máximo eles vão para a cama com elas, têm casos e flertes, mas nunca relações duradouras. A mulher heroína é aquela que manda em tudo e em todos. A heroína tem mais sucesso na carreira profissional, é brilhante intelectualmente, tem boa prosa, pede a conta no restaurante e paga. Também ela comete a voluntariosa iniciativa de pegar as mãos do homem, para colocá-las nos seus seios, ainda no primeiro encontro.

Mulher fálica: Toda a mulher fálica encarna uma heroína de capa e espada. Como ela poderia se diminuir para se equiparar à pequenez masculina? Para ela seria uma violência dar menor prioridade à carreira, ou mitigar a sua performance pública, ou fazer qualquer concessão que implicasse em diminuir a amplidão do seu vôo alucinante rumo ao sucesso.
Notem bem o que estou falando, as celebridades sofrem este estigma: normalmente ou elas têm um megasucesso e se auto-condenam à solidão, ou renunciam à ribalta em prol de um grande amor.

Resultado: os homens fogem das heroínas como o diabo foge da cruz. Nenhum psicólogo conseguiu até hoje sanar este terrível problema da nossa personalidade

Críticas contundentes ao Desempenho Sexual masculino.
Fato: os homens são os sujeitos mais inseguros da terra no que diz respeito à sua sexualidade. Não há como ter mais titicas de galinha na mente sobre o assunto do que nós. Temos o problema crônico do tamanho do pênis, da qualidade da ereção, das dúvidas sobre a capacidade de satisfazer a parceira, etc. A cabeça masculina pode ser muito mais simples do que a feminina, mas na área da afirmação sexual somos extremamente complexos e frágeis, tão frágeis que facilmente destrutíveis.

Mulher fálica: ela pratica o carma perpétuo de espezinhar o homem quando ele falha na hora “H”. A mulher que tem índole fálica, além de zombar acintosamente das falhas na macheza do seu parceiro, faz algo pior; desmoraliza o pobre coitado em público. Já presenciei alguns casos de mulheres fálicas detonando publicamente os seus maridos/parceiros.

Resultado: é preciso dizer que em todos os casos em que a mulher fálica põe em cheque publicamente a masculinidade do marido, fica sem ele pouco tempo depois. Este é o pecado capital cometido pela mulher fálica que jamais será perdoado e o preço da solidão parece ser o único remédio.

Cobrança Insidiosa.
Fato: na qualidade de principal característica psicológica da mulher fálica, esta é destruidora.

Mulher fálica: caso fosse necessário definir a mulher fálica em uma palavra, esta seria “cobrança”. Enquanto uma mulher em pleno gozo da sua feminilidade normal releva as permanentes arestas características do comportamento masculino: desorganização, desleixo, medo, insegurança, egoísmo, etc., a mulher fálica cobra sempre e insistentemente cada falha e cada queda.

Vamos supor uma situação que representa um tiro no coração do homem: uma demissão. A mulher fálica jamais perdoa e cobra forte e sempre, dia e noite entoando a mesma canção, martelando e destruindo os últimos vestígios de auto-afirmação masculina.
Na vivência cotidiana e menos catastrófica, as cobranças dela não são mais brandas: preguiçoso, relapso, não se preocupa com os filhos, não lava a louça, não se preocupa com a casa, chega tarde, não trabalha, não estuda, não faz cursos, não se atualiza intelectualmente, etc.

Resultado: se conseguirmos sobreviver a todos os percalços anteriores, este nos derruba definitivamente. Não há homem que resista à cobrança diuturna, ou melhor, não há ser humano que conviva em paz com ela. Como dizem que só é parente que tem o mesmo sangue, o cimento da relação marital entre homens e mulheres é o amor/sexo, a cumplicidade e o companheirismo, ou seja, coisas que se esfumaçam facilmente quando os atritos relacionais se tornam insuportáveis.

Conclusão.
Qualquer um pode me acusar de machista e porco chauvinista por sugerir que as mulheres deveriam ser servis, compreensivas, cúmplices, companheiras e capazes de praticar renúncias. Com isto quero dizer que elas devem assumir o papel da era pré-feminismo, quando as mulheres eram tidas como figuras acessórias no casal?

Eu gostaria que não houvesse este tipo de interpretação. A realidade da vida cotidiana mostra que as mulheres fálicas estão permanentemente à procura de príncipes encantados. Elas buscam homens jovens, ricos, bem sucedidos, altos, de perfil esportivo, másculos, humorados, limpos, educados, culturalmente interessantes, fortes, parceiros, confidentes, etc. Enquanto elas querem o homem perfeito, somos a antítese de tudo isto e talvez prefiramos conviver o resto da vida ao lado de uma mulher que não seja a heroína, que não tenha o corpo esbelto, que tenha estrias e celulite e que não seja desejada pelo resto dos homens, mas que aceite o que somos e como somos e tenha paciência para aceitar as nossas mudanças muiiiitooo lentas.

Leia Mais.
O Poder Fálico da Mulher e a Feminilidade no Homem.

24 de nov de 2008

13 maneiras para você aumentar a sua improdutividade corporativa!

Em média 1/3 do tempo gasto na Internet nos ambientes corporativos, nada tem a ver com o trabalho. Devido à devastadora ação improdutiva dos funcionários, as empresas americanas perdem por ano 85 bilhões de dólares, que são gastos entre o tempo perdido propriamente dito, as chamadas ao suporte técnico, aos prejuízos causados pelas invasões de hackers, infecções de códigos maliciosos e às horas perdidas de máquinas paradas.
Para você que quer correr o risco de ser demitido antes do fim do mundo, elaborei uma cartilha que vão te fazer ir para o olho da rua muito antes do cumprimento das centúrias nostradâmicas.

1- Use o MSN de maneira irracional.
Muitas empresas usam o MSN para fins corporativos, contatos com clientes, assistência técnica, vendas, etc. Se a sua empresa tem este perfil, aproveite para enfiar na lista corporativa de contatos toda a sua penca de contatos pessoais e fique tramelando com eles o dia inteiro. Só não esqueça de atender algum cliente corporativo chato que esteja precisando urgentemente de atendimento. Enquanto isto, aproveite para ler aqui sobre os estragos que os funcionários improdutivos causam nas empresas.

2- Acesse o YouTube insanamente.
Quem disse que o YouTube diminui a produtividade? Todos, menos a InfoAbril que afirma ser o YouTube uma ferramenta de trabalho importantíssima e que, ao contrário, reduz a produtividade quando é restrito o seu acesso.

Você, aproveitando polêmicas na área de TI, faça dos limões uma limonada, usando e abusando do YouTube. Como o mundo capitalista optou por confiná-lo 9 horas numa sala de escritório, mesmo sabendo que um ser humano não consegue produzir mais do que 4 horas, vingue-se dele navegando nos zilhões de vídeos engraçados que mostram funcionários destruindo o escritório, em crises de Burnout.

3- Consulte o seu Orkut compulsivamente.
Como o Orkut não acabou no dia 17 de Outubro de 2008 e o mundo também não se desmantelou na onda do Tsunami, resta seguir enchendo linguiça no tempo do escritório. O Orkut é a rede social que mais caiu no gosto do brasileiro, tendo sido portanto completamente invadido por brazucas. Motivados talvez pela compulsão do pessoal das tchurmas em trocar scraps o dia inteiro, os departamentos de TI (tecnologia & informática) das empresas estão impulsivamente cortando o acesso ao Orkut. Mas, nem tudo está perdido, há maneiras de burlar as barreiras que os NERDS da TI interpõem entre você e a sua rede pessoal preferida.

4- Faça uso generoso do seu email pessoal em ambiente de trabalho.
Segundo o site MailOnline, os empregados gastam em média 4 horas diárias na Inglaterra, lendo e respondendo emails pessoais.

5- Uso megalômico do Twitter.
O Twitter serve para você registrar o que está fazendo no exato momento. Dependendo de quantos contatos você está seguindo e de quantos estão te seguindo, a coisa pode virar uma bola de neve em ambiente corporativo ao ponto de praticamente sugar toda a sua produtividade.

6- Caso a sua empresa bloqueie sites “for fun” via proxy, burle-o praticando o tunelamento através de proxies falsos.
Uma das perguntas mais frequentes na Internet é: Como desbloqueio o Orkut, MSN, sites pornô, etc.? A Internet dissemina muitas técnicas e uma delas é entrar nos sites proibidos através de proxies. Mas, cuidado, somente use alguma delas se você realmente está afim de acabar com sua produtividade... e o seu emprego. Isto porque você estará fazendo uma ação de alto risco:
a- os proxies exigem que você entregue seu login e senha do serviço que quer acessar – então você não terá mais segurança sobre futuros usos maliciosos do serviço;
b- no momento em que você conseguir burlar o Firewall da sua empresa, outras coisas poderão ser burladas na rede da sua empresa pelo próprio servidor que lhe está propiciando o “furo” nas defesas da empresa;
c- no log de atividades de cada usuário fica registrado todo o histórico de acessos à Internet e mais cedo, ou mais tarde, o administrador da rede vai se interessar pelos endereços do proxy “fake” que você está usando – é aí que a sua improdutividade vira num passe de mágica em Rua!

7- Acesse milhares sites pornô durante as horas de trabalho.
Faça como um Japonês que acessou em 9 meses 780 mil páginas de sites pornôs, usando computador do trabalho. Só que você não conseguirá ser mais rápido do que ele, que certamente já tem um lugar garantido no Guiness Book de 2009: ele conseguia ver 20 páginas por minuto! Vá ver o homenzinho praticava visão dinâmica!
O japinha teve como punição apenas uma diminuição de salário de 200 dólares e um filtro homérico no computador. Dizem que nem mais a história da branca de neve e os sete anões ele consegue ver!

8- Jogue nas horas vagas... e nas cheias.
Jogo parece coisa de criança, mas serve para desopilar a cabeça quando o empregado está sob estresse. Há na Internet vários sites que disponibilizam webgames online que vão fazer a sua produtividade ir para o espaço. Agora, falando sério, um bom joguinho nas horas certas é uma das maneiras para evitar o temível Burnout. Então, em nome desta causa nobre, o Knuttz dá umas dicas legais de WebGames, simultaneamente à recomendação para você pegar leve na gastança de tempo em ambiente corporativo.

9- Use e abuse dos seus gadgets conectivos pessoais.
Vamos imaginar que você gaste 4 horas por dia lendo emails, 1 hora no MSN, 1 hora no Twitter e 1 hora no Orkut... pronto, você terá gasto 7 horas do expediente e não contamos ainda a mania hiperconectiva que tomou conta das pessoas deste século, ou por acaso você deixa na recepção os seus celulares, Ipod, Iphone e notebook? Em alguma hora do dia você vai dar uma atenção para eles, então apresse-se, pois tem apenas mais uma hora para perder.

10- Espiche o tempo de Boot.
Os maquiavélicos chefes americanos descobriram que cada computador leva 20 minutos por dia, entre dar o Boot, Resets ao longo do dia e o desligamento no final do expediente. Para espichar o tempo entre o boot inicial e o desligamento final, crie situações para desligar o computador durante o dia, enquanto isso, você toma mais cafezinhos e põe mais fofocas em dia com seus colegas.

11- Pratique promiscuidade no seu escritório fazendo downloads!
Caso você esteja praticando religiosamente o item 4, o tunelamento, então nem precisa se preocupar que a sua improdutividade vai tender a aumentar, através de downloads e mais downlods no HD da empresa. Vamos supor que você, além de usar proxy fake para acessar sites bloqueados, pesquise na Internet maneiras de burlar as barreiras impostas para que os funcionários não instalem programas no computador corporativo e consiga sucesso na aplicação de uma delas. Bingo! Você tem tudo para se tornar improdutivo por causa de vírus, uma vez que ninguém garante que algum dos programinhas interessantíssimos que você baixa não venha com um vírus último tipo, indetectável pelo antivírus da empresa.

12- Truque mortal para reduzir a pó a produtividade do seu computador.
As empresas costumam destinar aos empregados as piores máquinas, lentas e cheias de problemas. Quando este é o seu caso, você não tem problema, pois graças ao seu computador, você poderá durante o dia dar várias fugidinhas até o suporte técnico – passeando, esticando as pernas, vendo outros colegas e coleg(as), enfim, fazendo o tempo passar de maneira prazeroza e pouco sedentária. Se por uma infelicidade o seu computador seja uma máquina de último tipo com 1 Terabyte de disco, 8 Gb de memória RAM e processador de 4 núcleos, não esquente! Quanto mais o seu computador corporativo for eficiente, mais você será sugado, o que poderá te trazer um belo Burnout. Mas, nem tudo está perdido: torne o seu computador ineficiente aplicando intensamente todas as táticas acima.
Além disto, abra muitos programas e deixe-os abertos. Acostume-se a trabalhar com um grande número de tarefas minimizadas na barra inferior do desktop. Nunca permita que o seu computador seja mais rápido que você, pois caso contrário, a cobrança de produtividade nas suas costas vão subir nas nuvens.

13- Quando tudo o mais falhar, tenha um botão de pânico USB sempre a mão, pronto para apertar.
Digamos que abusando das dicas acima, você corre um sério risco de ir para a rua, antes mesmo do mundo acabar. Para se prevenir da antecipação da tragédia, você deve adquirir urgentemente um botão de pânico USB. O seu funcionamento é muito simples: você está fuçando doidamente no YouTube e viajando na estratosfera, quando vem se aproximando o seu chefe. Ao invés de fazer movimentos frenéticos e suspeitos com os braços tentando fechar janela atabalhoadamente, com um simples apertar de botão você faz aparecer na tela uma inocente planilha, ou qualquer outra tela do sério programa corporativo da sua empresa. Então, basta fingir que está profundamente mergulhado no trabalho.

23 de nov de 2008

O Robô-Aranha com cabeça que anda e consegue modular expressões faciais.

O robô andante Sterlac tem uma cabeça e é capaz de se movimentar autonomamente a partir de uma biblioteca de movimentos pré-definidos. A ação do movimento é disparada baseada em nas circunstâncias enfrentadas, tais como a posição atual e os obstáculos fixos e móveis. Além de apresentar capacidade de “aprendizagem”, o robô traz uma função inquietante: ele exibe uma cabeça renderizada através de computação gráfica, num monitor de LCD montado na parte superior, que reage através de expressões no rosto quando ele detecta humanos, ou outros objetos móveis com seus sensores de ultra-som.
O corpo do robô-aranha Sterlac mede 2 metros de diâmetro e a área projetada dos pés é de 4 metros. Alumínio, aço inoxidável, acrílico e atuadores pneumáticos compõem o “cefalotórax”. Abaixo do monitor LCD há um pequeno computador instalado. O robô ainda está em processo de desenvolvimento, principalmente na parte de controle autônomo - o componente mais complexo.
Como foi mencionado a acima, o fato revolucionário inaugurado com o Stelarc é a sua capacidade de sincronizar as expressões do rosto aos seus movimentos e aos eventos externos. Ele não é apenas mais um robô com cabeça, já que a sua cabeça adquire importância fundamental, uma vez que consegue refletir a dinâmica das situações enfrentadas. Quando concluído, ele será capaz de estampar no rosto a contrariedade com os obstáculos e a alegria de contorná-los, assim como, poderá refletir o prazer de "ver" o seu amo, quando este adentrar o recinto.
Fonte:
HardwareZone: Stelarc Walking Head Robot.

22 de nov de 2008

Máquinas do Tempo: até onde vai a fantasia e quando começa a realidade?

Antes do nascimento da teoria da relatividade de Einstein na década de 50, as viagens através do tempo já aconteciam na ficção. Assim, durante algumas décadas as viagens no tempo foram imaginadas longe do âmbito da ciência “séria”. Porém, o maquinário teórico proporcionado pela Teoria da Relatividade forneceu a munição que faltava para que o assunto começasse a sair da ficção científica e começasse a ser discutido entre os físicos teóricos.
Apesar de ser muito cedo para se falar em dispositivos concretos que permitam viagens no tempo, houve tentativas de se fazer máquinas teóricas que se apropriaram das aquisições auferidas pelos novos modelos matemáticos.
Livro “A Máquina do Tempo” de H.G. Hells. Os cientistas cogitam que o tempo é uma espécie de espaço, assim, poderíamos nos mover nele para frente e para trás, como se faz no espaço físico. Para comprovar esta teoria, inventei uma máquina que permite viagens através do tempo. Ao acionamento de uma alavanca, o viajante é transportado para o passado, ao passo que a outra o leva de volta ao futuro. Com esta máquina poderemos explorar os diferentes “espaços temporais”.

Detalhes construtivos da máquina do tempo vitoriana utilizada no filme de 1960.

A teoria geral da relatividade não só permite a construção de máquinas do tempo, como também está infestada delas. A nova compreensão do universo suscitou dezenas de brechas que podem ser aplicadas em veículos temporais: hoje se sabe que para viajar no tempo, basta gerar arbitrariamente uma curvatura no contínuo espaço-temporal.

Detalhes construtivos da máquina do filme de 2002, construída pelo famoso construtor de máquinas hollywoodianas Oliver Scholl.

Admitindo-se que um aparato consiga gerar uma distorção no continuum espaço-temporal, criando desta forma um túnel (buraco de minhoca) entre duas dimensões paralelas,
surge um problema apontado por Carl Sagan: usando este tipo de abordagem só se poderá construir uma máquina de tempo que vá para o futuro, mas nunca ao passado. A lógica é bastante simples, que reside na outra ponta do buraco de minhoca deve também ter desenvolvido uma máquina capaz de produzir a contraparte do túnel. Ou seja, as civilizações do futuro não poderão viajar ao nosso presente, enquanto não desenvolvermos uma máquina capacitada para fechar o circuito de buraco de minhoca cavado entra as duas dimensões. A mesma abordagem das viagens no tempo também deve ser empregada para os deslocamentos interestelares, porque em vista das distâncias incalculáveis envolvidas, mesmo numa “pequena” viagem à estrela mais próxima, o tempo necessário usando a atual tecnologia de descolamento espacial, a base de propulsão por foguetes, seria de milhões de anos.
Na esteira do sucesso do best-seller do final dos anos 60 “Eram os Deuses Astronautas” de Erik Von Daniken, surgiram algumas séries televisivas americanas que exploraram o tema das viagens no tempo, entre elas, o “Túnel do Tempo”, com sua máquina em espirais concêntricas, uma iconografia que ficou marcada no imaginário NERD daqueles tempos. Apesar da teoria de Erik ter sido desacreditada em anos posteriores, a possibilidade do passado terrestre ter sido visitado por civilizações avançadas de outros planetas permanece pairando sobre as cabeças, já que até hoje não foi encontrada nenhuma evidência definitiva de presença alienígena.
O famoso carro Delorean do filme "De Volta para o Futuro" é um veículo adaptado para atingir a velocidade da luz e assim, viajar no tempo, aproveitando uma das brechas abertas pela teoria da relatividade de Einstein. Mas, aos admiradores da trilogia, existe um prazer inenarrável: a possibilidade da aquisição do carro usado no filme. Um site da internet está oferecendo a oportunidade do você voltar ao seus tempos de escola secundária, para mudar alguns eventos ao seu favor. Como? O mesmo homem que colocou em leilão uma réplica do Capacitor de Fluxo Temporal (Flux Capacitor), pôs a própria Máquina do Tempo Delorean a venda. Preço: 15.099,00 dólares foi o lance inicial. Não se sabe se foi vendida e por quanto, porque a página do leilão foi apagada do Ebay.

Um patética Máquina do Tempo (Mechanical Contraption) posta à venda em leilão na Internet.
Notas do vendedor desta preciosidade:
“é um projeto inacabado. Trata-se de uma máquina para permitir viagens no tempo, mas, infelizmente, não tive tempo de completá-la.
Os resultados dos experimentos até agora não foram conclusivos, portanto não ofereço garantias de funcionamento.
É desejável que o interessado em comprá-la tenha rudimentos de física quântica e interesses similares. Não façam eu perder o meu tempo com perguntas ridículas. Quem comprá-la pode facilmente introduzir modificações no projeto para transformar a máquina do tempo numa máquina de anti-gravidade.”
Diversões adicionais: leia as perguntas e respostas dos interessados em comprar a traquitana no site original onde o leilão foi procedido, o Trademe.

Links Relacionados:
A visão de Carl Seagan sobre as viagens no tempo.
Como construir uma máquina do tempo? (Artigo traduzido da revista Scientific American)
Wikipedia - Time Travel.

20 de nov de 2008

Diante da crise, porque os carros não diminuem o consumo?

Deve existir alguma razão pela qual o mundo civilizado tenha se tornado automobilístico. Não é só o Brasil que mergulhou totalmente no gosto por carros, pois quando estive na Europa, lá também o carro domina tanto as ruas, que estacionar nas grandes cidades européias é um suplício de Tântalo.

Porém, as opções automotivas têm se revelado desastres ecológicos e engodos tecnológicos. Explico, as montadoras de veículos, desde que foi inaugurada a linha de montagem com a produção dos primeiros Ford Modelo T,
não quiseram, ou não puderam introduzir modificações radicais no conceito de motorização. O resultado é que mais de um século depois, continuamos a rodar nas ruas em carros maquiladamente modernos, mas propelidos por motores ainda a explosão, uma das maneiras mais burras e ineficientes de se de queimar combustível.

A recente crise na indústria automobilística americana reflete a mudança de paradigma no gosto dos usuários de automóveis. Os americanos abandonam o apetite pelas grandes, beberronas e vistosas Sports Utility e se voltam para soluções mais modestas e econômicas.
Se até os ricos americanos procuram tecnologias limpas, econômicas e que ocupam menor espaço, qual seria a melhor solução?

Há décadas os europeus têm a chance de adquirir carros super-pequenos , já que eles não tem opção diante da realidade física da maioria das suas cidades, projetadas antes da revolução industrial.
Este pequeno notável estacionado no centro de Florença na Itália é o exemplo disto.

Há décadas o Mr. Bean tornou famoso o simpático carrinho Mini Britânico.
Porém, a opção pelos pequenos se justifica muito mais pelo espaço do que pelo consumo. A meu carro anterior, uma Parati 1.6 da Volks gasta a mesma coisa que o meu carro atual, um Ford KA 1.6. Serão as famigeradas Sete Irmãs do Petróleo as responsáveis pela estagnação tecnológica? Caso a informática tivesse permanecido presa aos paradigmas da comutação por válvulas eletrônicas, hoje os computadores ainda ocupariam andares inteiros.

Bill Gates, o todo poderoso NERD criador da Microsoft meteu o seu pitaco sobre o marasmo da tecnologia embarcada nos carros: “se a indústria tivesse evoluído tecnologicamente, tanto quanto a indústria de computadores evoluiu, estaríamos guiando carros que custariam 25 dólares, que teriam o consumo de 420 quilômetros por litro".

Repercutiu nos sites mundo afora a resposta da General Motors ao atrevimento do Bill, o que não vou fazer aqui, pois enquanto a GM está afundando por ter apostado tanto tempo em carros grandes, consumidores e poluidores, a Microsoft navega na crise longe do olho do furacão da falência.

Quais são as perspectivas?
- Os consumidores devem exigir produtos ecologicamente corretos, mesmo que a maioria não tenha uma consciência ecológica altamente desenvolvida, todos entendem a ecologia do próprio bolso;

- as pessoas precisam renunciar ao uso do veículo como status social. Graças a este tipo de mentalidade, as montadoras continuam investindo em automóveis ineficientes, porém vistosos.

Algumas soluções propostas.
Enquanto as gigantescas indústrias se debatem para atender as demandas dos novos tempos, algumas pequenas fábricas tentam apresentar ao mercado soluções de alta tecnologia, coisa que as grandes nos negaram desde o lançamento do Modelo T.

Carros elétricos e híbridos, tentando romper a barreira mental do motor a explosão.
O carro a seguir parece ter saído dos exercícios de futurologia dos anos 50. O APTERA tem duas versões, uma totalmente elétrica e outra híbrida.
Confira o vídeo do teste feito pelo site Popular Mechanics. Maiores informações sobre este carro retro futurista no site OGlobo - Aptera: um carro híbrido com design esquisitão.

O carro elétrico esportivo que não é feio e nem lento.
Tesla Roadster Elétrico
O esportivo Tesla Roadster, totalmente elétrico, é a resposta de uma pequena fábrica àqueles que pensam que carros elétricos precisam ser necessariamente feios leitos. O Roadster deles parece uma Ferrari e consegue atingir 100 km/h em 4 segundos, com velocidade final de 200 km/h. Um teste dele foi publicado no site Webmotors.

19 de nov de 2008

As ilusões tridimensionais da arte de rua dos Grafitis 3D.

O poder da arte não necessariamente se confina apenas às Galerias e Exposições. Os espaços das grandes urbes podem ser repentinamente tomados pelas mais legítimas manifestações artísticas, mesmo que seja sob a volatilidade do giz colorido, mesmo que tenha a duração efêmera dos castelos de areia. As ruas são assim, volúveis e rápidas, mas capazes de abrigar instantes fugazes da mais pura arte, que em sua transitoriedade, será apagada pela chuva e o vento e o arrastar dos pés de pedestres ocupados no incessante ir-e-vir.
Acompanhe o video da feitura de um painel de Grafiti 3D.

Que tal ar um pulinho na piscina para tomar uma coca-cola com a pin-up?

Surpreendente releitura clássica utilizando a mais apurada técnica tridimensional.

Santo incêndio Batman!

Beba Coca-Cola, mas não tão grande!


Este paredão seria mais uma feiúra da grande cidade, não fosse o talento do artista.

Kurt Wenner, um ex-ilustrador da NASA, hoje é um vagueante das ruas que usa a sua habilidade para transformar temas renascentistas clássicos em realistas desenhos tridimensionais anamórficos.

Quem está pintando quem?

Tudo é possível na SimCity, chão da grande cidade, ou é o contrário?