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30 de nov de 2012

10 desvantagens do piano digital em relação ao acústico

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Preste atenção no título, pois nem estou falando de tecladinhos, mas dos pianos digitais de verdade com teclas pesadas e tudo mais. Também não estou falando dos horrorosos pianos chineses do tipo Fenix, uma verdadeira cilada com semi-peso, polifonia minguada e timbres fraquinhos.

Vejo por aqui na minha cidade que a maioria dos alunos de piano clássico não têm piano acústico, por isso praticam em algum tipo de teclado eletrônico, uns melhorzinhos e outros bem ruinzinhos.

De qualquer maneira, os estudantes que enveredam seriamente pelo estudo do piano, acabam sentido falta do som verdadeiro, do toque e do encorpamento que somente o instrumento acústico pode proporcionar. Por isso, elaborei uma série de categorias representativas que estancam o avanço do estudante rumo ao desenvolvimento da técnica pianística genuína.

1) Inarmonicidade inexistente
O grande chamariz do piano digital é o fato dele não precisar de afinação. No entanto, esse também é o seu calcanhar de Aquiles, pois o padrão de afinação matematicamente exato adotado nos teclados eletrônicos acaba incomodando os ouvidos (por causa da sua percepção não linear). A explicação desse fenômeno sairia do escopo dessa pequena lista, mas você pode procurar na internet maiores informações sobre inarmonia nos pianos e verificar como a imperfeição dos pianos acústicos torna a sua sonoridade mais simpática aos ouvidos.

Remediação: os modelos mais sofisticados de teclados eletrônicos possibilitam a troca do sistema de temperamento e até permite a afinação de cada nota.

2) Equalização precária
Uma das principais reclamações de usuários de pianos digitais é a dificuldade de equalizar o som para que a estridência seja atenuada, uma característica ruim dos sintetizadores digitais que geram ondas quadradas e que são posteriormente (precariamente) suavizadas através de filtros digital/analógico.

Remediação: a única solução possível é pegar o sinal não balanceado de áudio do piano digital e submetê-lo a um equalizador externo e posteriormente a um amplificador de excelente qualidade, de preferência valvulado, pela característica das válvulas de suavizarem o som. Para resolver o problema do "som de lata", jogo a saída do meu teclado Yamaha DGX-500 num equalizador Micrologic ME-22 estéreo de 10 canais e a saída é amplificada por um cubo Staner KS-150.

3) Timbre pobre
Isso chega a ser óbvio demais, mas deve ser dito: a missão dos dispositivos eletrônicos é simularem um instrumento acústico real. Para tanto, os fabricantes lançam mão de sofisticados equipamentos de captura e "imageamento" das amostras (samples) no processo de gravação dos sons de um piano de cauda de verdade. No entanto, por mais perfeito que seja o processo, não há como superar as limitações intrínsecas de algo que tem tão somente a função de simular.

Tais limitações são perceptíveis também pelas ausências. Faltam os sons viscerais do piano, tais como os ruídos dos pedais, do mecanismo, enfim, toda uma miríade de sons gerados dentro da caixa de ressonância constituidora do piano acústico.

Remediação: módulos externos de piano, softwares de pianos virtuais e pianos digitais sofisticados contornam a pobreza harmônica, mas a um custo altíssimo, equivalente ao que você dispenderia por um bom piano de cauda.

4) Pobreza harmônica
Os sons puros caracterizaram a primeira geração de sintetizadores eletrônicos. Hoje achamos muito pueris e planos os antigos hits eletrônicos das décadas de 70 e 80, tais como Tangerine Dream, Isao Tomita, Walter Carlos, Rick Wakeman, etc. A principal razão para o ouvido moderno ter mudado o crivo estético em relação aos antigos sintetizadores do tipo Moog, A.R.P. synthesizer, Mellotron, foi a carência de componentes harmônicos. O vídeo a seguir ilustra o que são os harmônicos, ou seja, notas múltiplas parciais geradas a partir da nota fundamental. Os ouvidos conseguem distinguir alguns harmônicos, mas as pessoas de modo geral terão a percepção de som mais rico, quanto mais deles houver.

Remediação: novamente, o dinheiro é o único capaz de resolver esse problema, pois os instrumentos mais caros (dotados de memórias suficientemente grandes para armazenarem amostras robustas) possuem riqueza harmônica praticamente equivalente aos pianos acústicos.

5) Ressonância simpática inexistente
O vídeo abaixo explica, (ironia do destino, num teclado eletrônico) o que é na prática o conceito de ressonância simpática entre as cordas. No piano acústico, uma das fontes da riqueza tonal está na capacidade das cordas se tangerem umas às outras. Infelizmente, a maioria dos instrumentos eletrônicos não dispõe desse recurso.

Remediação: ou você adquire um piano virtual como esse do vídeo acima que funciona conectando o seu piano digital comum ao computador, ou compra um piano digital de alta estirpe dotado de ressonância simpática (sympathetic resonance digital piano).

6) Toque duro ou leve demais
Há três conceitos em teclados eletrônicos: peso nenhum, semi-peso, peso-piano e os mais sofisticados vem com peso-piano graduado (graded hammer), mais pesado nos graves e vai se tornando mais leve nos agudos, e os dotados com mecânica construída inteiramente em madeira. As teclas dos teclados eletrônicos comuns não tem peso algum. Têm semi-peso os teclados que apresentam um leve clique no curso da tecla. Os pianos digitais com peso-piano custam mais e os dotados de efeito graded hammer são bem mais caros. Os pianos digitais com mecanismo de madeira, quase idênticos ao empregado nos pianos de cauda, são os mais sofisticados do mundo.

Remediação: experimentei um Clavinova da Yamaha e posso afirmar que ele tem peso excessivo, como se você apertasse as teclas contra uma borracha. Quem não dispõe de espaço e quer praticar num instrumento que oferece EXATAMENTE o mesmo toque do piano de cauda, a solução é comprar um piano digital que utiliza o mesmo mecanismo dos pianos de cauda. A Yamaha disponibiliza a série Avant Grand e a Roland oferece a série Digital Grand.

7) Mecanismo não amacia
Todo o pianista sabe que um piano acústico novo vai amaciando no decorrer do tempo de uso. Já os teclados eletrônicos, por serem constituídos 100% de plástico, não chegam a amaciar. Portanto, se você acha duro o toque do seu Clavinova, pode perder as esperanças de que um dia ele se modifique.

Remediação: somente dos pianos digitais top de linha, equipados com mecanismos de madeira, se pode esperar o efeito amaciamento.

8) Pobreza dinâmica
Se você tem um piano de cauda, sabe que para cada quantidade de força exercido na tecla consegue extrair um timbre diferente. Os grandes intérpretes exploram essa capacidade ao máximo nos grandes pianos de concerto. Isso significa que as potencialidades tonais do piano analógico são praticamente infinitas, sabendo-se que existem inúmeras graduações de força possíveis.
A recriação digital desse recurso requer a gravação de múltiplos níveis de diferentes dinâmicas, o que esbarra na capacidade de memória e processamento do dispositivo.

Remediação: o dinheiro que você está disposto a dispender para comprar um piano digital vai definir muitas coisas, entre elas a capacidade do piano digital de recriar texturas harmônicas atreladas à dinâmica do toque.

9) Ruídos nas teclas
Os teclados e pianos digitais podem apresentar com o uso cliques desagradáveis nas partes móveis de plástico. Constatei o problema num Cassio PS20. O vídeo abaixo mostra o problema num Korg que usa o avançado mecanismo RH3 (real hammer 3d generation).

Remediação: não conheço uma marca infensa a ruídos nas teclas. Sejamos sinceros, problemas semelhantes podem ocorrer em pianos acústicos.

10) Limitações na polifonia
A polifonia quantifica a quantidade de sons que podem ser processados simultaneamente num aparato eletrônico. Nessa categoria não entra apenas o número de notas, mas também os efeitos combinados de pedal de sustentação, eco, reverberação, etc. Para os tecladistas rápidos, a polifonia de 32 vozes provavelmente estourará, e quando isso acontece, as primeiras notas tocadas são perdidas.

Remediação: vale lembrar que a polifonia dos instrumentos acústicos é ilimitada. No caso dos teclados digitais, 128 vozes garante que não haverá truncagem nas passagens rápidas feitas com o pedal de sustentação acionado.

26 de nov de 2012

Dicas de sobrevivência quando o carro novo estraga

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Sei que este assunto é polêmico, mas ele deve ser tratado sob outro ponto de vista, não das concessionárias, nem das montadoras e muito menos dos usuários, estes que se fazem de vítimas e xingam muito na internet. Quero retratar o tema sob a ótica do bom senso, quando os humores das partes são governadas pela boa saúde nas relações.

Sei que o seu principal pensamento ao investir num carro Zero é não precisar se preocupar nos próximos anos. Todavia, também devo saber que as montadoras não têm absoluto controle sobre os (talvez) milhares de sistemistas que fabricam os componentes. Assim, forçosamente alguém será a bola de vez e terá que pagar o pato pelas peças que falham miseravelmente nos primeiros meses de uso.

Aconteceu conosco. Compramos uma Livina-Nissan que nos deixou na estrada com apenas 3.900 km. Até então, não tínhamos passado pela amarga experiência de ficarmos a ver navios por culpa de um carro "zero bala". Felizmente, mantivemos o controle emocional e conseguimos dar a volta por cima. Primeiramente chamamos o socorro do seguro, que demorou para chegar. Cerca de uma hora depois de parados na estrada, tentei dar a partida e o carro funcionou. Aí conseguimos ir para casa, pois o problema estava no motor de arranque, que não girava depois que o motor esquentava.

O problema todo foi resolvido em 4 dias, acredito que num tempo recorde, numa época em que as concessionárias têm poucas peças de reposição em estoque. Conseguimos fazer da concessionária uma aliada da nossa causa pelo fato de não nos fazermos de vítimas. Assim, sem brigas todos trabalhamos pelo bem maior, que é o restabelecimento do nosso carro zero ao funcionamento pleno. Por isso, das lições aprendidas elenco alguns conselhos aos marinheiros de primeira viagem e àqueles, que apesar de calejados, transformam tais fatos em querelas intermináveis que prejudicam sempre o lado mais fraco, ou seja, o usuário.

1) Eleja uma concessionária de confiança
Se você é um daqueles que faz um leilão na praça para comprar o carro mais barato e não pretende voltar nunca mais naquela concessionária, ou por ser muito ruim, ou por estar em outra cidade, dificilmente poderá esperar atendimento VIP, quando aparecer com a maior cada de pau numa concessionária onde você NÃO comprou o carro. Cá para nós, eles não têm a mínima obrigação de agregar o seu problema à sua lista de prioridades (apesar de terem a obrigação legal de atendê-lo), uma vez que os clientes fieis ocuparão sempre a primeira fila.
Por isso, quando leio nos sites de reclamações os relatos de pessoas que fazem peregrinações por várias concessionárias, tenho a certeza de que problema que começa torto tem poucas chances de endireitar.

2) Não leve o carro à concessionária
Surpreendentemente, se você conseguir arrastar o seu carro pifado até à concessionária, dificilmente terá direito ao carro reserva. Logo, o melhor conselho não é acionar o guincho do seguro em caso de pane, mas o telefone de atendimento da própria montadora. Chame o serviço pelo 0800 e peça para o guincho levar o seu carro até a concessionária. Isso aconteceu conosco, primeiramente levei o carro até lá (pois o motor de arranque funcionava com o motor frio) e eles me aconselharam a voltar para casa e de lá solicitar o guincho através do telefone da montadora. Posteriormente, solicitamos através do mesmo número a disponibilização do carro reserva.

3) Não inicie uma tempestade em copo d'água em função da qualidade do carro reserva
Vista as sandálias da humildade para ter paz de espírito. Certamente o carro destinado a você será de qualidade inferior ao seu. Por isso, contente-se com o que o destino lhe reserva e não fique se achando a última bolacha do pacote. Conseguir um carro reserva já é recompensa de bom tamanho. Portanto, guarde as suas energias para fabricar pensamentos positivos.

4) Não vire o antipático da concessionária
Se você é um daqueles que chega na oficina como aquele ar de bandoleiro do velho oeste atirando para tudo que é lado, saiba que ninguém ficará feliz em resolver o seu problema. Isto porque, se alguma daquelas pobres almas se puxar para solucionar o seu caso, dificilmente ele terá um simples agradecimento, pois você deve ser uma daquelas pessoas que acha que subalternos não fazem mais do que a sua obrigação.
Agora, se você tratar todo mundo com respeito e um sorriso e solicitar as coisas como alguém que depende da boa vontade deles, descobrirá que as soluções chegarão com muito mais celeridade.

5) Não sonhe com a troca por um carro novo
Vejo as pessoas pleiteando facilmente a troca do veículo pifado por um carro novo. Ora, é mais fácil conseguir um abalo sísmico do que uma montadora sair trocando seus produtos a torto e a direito. Somente em casos raros de vícios de origem efetivamente comprovados é que haverá a troca, isso depois de muitas delongas e discussões. Na absoluta maioria dos casos isso não ocorre, portanto, não adianta alimentar falsas esperanças.

6) Não torre o saco das pessoas cobrando prazos
Sei como isso é difícil, e tinha ganas de ligar todos os dias para saber o andamento do nosso caso. No entanto, o próprio chefe da oficina ligou duas vezes para nós, na primeira comunicou que no mesmo dia ele testou o carro e havia dado o problema, ou seja, depois de feito o diagnóstico, o conserto só dependia da chegada da peça. Na segunda vez ele telefonou para dizer que o carro estaria pronto e lavado para ser entregue na tarde do dia seguinte, mais precisamente, um dia antes de esgotar os 4 dias de prazo do carro reserva.
Se você aporrinhar as pessoas com exigências, as coisas podem mudar de figura para pior, pois ninguém gosta de resolver os problemas dos outros por obrigação.

7) O mais importante de tudo
Viver uma existência destilando raiva só será ruim para você, que verá os seus anos diminuídos em virtude da corrosão do ódio, afinal, no inferno pululam almas que se sentem mortalmente injustiçadas.

23 de nov de 2012

Como manter um relacionamento saudável



Hoje em dia, ter um relacionamento não é nada fácil. Muita gente não quer ter compromisso sério com ninguém, outras pessoas estão traumatizadas por problemas de relacionamentos anteriores. Ainda assim, existem muitos homens e muitas mulheres que querem amar, serem amados e que não perdem a fé no amor.

Ter um relacionamento é algo muito bom. Traz paz, felicidade e não tem nada mais gostoso do que estar com uma pessoa que te ama e lhe faz bem. Mas, com a convivência, as diferenças começam a aparecer e podem minar o seu relacionamento.

Os principais vilões de um relacionamento saudável são o ciúme, que leva a raiva, a mágoa e muita tristeza para muitos casais. As próprias diferenças pessoais - um agitado demais, outro muito quieto – um parceiro bagunceiro com uma mulher com mania de organização, entre outros. Isso tudo detona muitos relacionamentos.

Para evitar desgastes no seu relacionamento sério, continue lendo esse artigo, siga as nossas dicas e você terá um relacionamento duradouro, saudável e feliz.

·       O primeiro passo para manter um relacionamento saudável é ser segura de si. Com essa postura, você inspira confiança e segurança no seu parceiro, o que, por si só, já torna o relacionamento mais leve e gostoso.

 ·       Seja uma boa ouvinte. A maioria das mulheres fala demais e ouve de menos. Isso entristece o homem. Às vezes ele só precisa de carinho, atenção e de não ser julgado, principalmente quando o problema tem a ver com o trabalho (não com você, moça!).

 ·       Seja vaidosa. Homens são muito visuais e adoram uma mulher cheirosa, com o cabelo bonito e unhas bem cuidadas.

 ·       Deixe de ser brigona. A maioria das mulheres tem mania de ficar brigando por pouca coisa. Isso desgasta o relacionamento aos poucos e faz com que o homem vá se afastando. Seja mais carinhosa e veja como ele vai ir se abrindo e se sentindo cada vez mais ligado a você.

 ·       Respeite o seu parceiro. Muitas mulheres têm mania de discutir em público, de fazer barraco e isso desmoraliza o homem. Se ele fez alguma coisa e você NÃO gostou, segure a onda e deixe para discutir depois, quando vocês estiverem a sós.

 ·       Tentem encontrar um hobby para fazerem juntos. Pode ser uma caminhada, um curso de dança ou qualquer outra coisa que vocês possam fazer juntos. Isso faz bem para os dois e une o casal.

 ·       Por último, se tiver uma oportunidade, proponha uma viagem para seu parceiro. Viajar a dois é sempre revigorante e deixa os dois mais à vontade. E quanto mais feliz o casal está, menor a possibilidades de brigas e de separações...que muitas vezes ocorrem por motivos tão bobos.





14 de nov de 2012

Balada, convulsão e fotoepilepsia

por Isaias Malta
Minha mulher foi convidada para uma festa a fantasia. Ela arranjou as fantasias e me convocou, uma vez que de meu próprio motto não vou a festas. Chegado o dia, lá fomos nós fantasiados de palhaça e zorro. Tão logo adentramos ao recinto, constatamos os dois ingredientes fundamentais das baladas: música ruim em volume insuportável e luz estroboscópica feérica piscando o tempo inteiro.

Como sofro somente com ruídos (e graças à isso atulhei os ouvidos com bolinhas de papel higiênico, pois tinha esquecido em casa os atenuadores), não levei a sério quando 5 minutos depois a mulher disse que não estava se sentido bem e precisava sair. Vale lembrar que não tomamos nenhum gole de bebida alcoólica e nem fizemos uso de qualquer droga!

A realidade é que depois que saímos, não voltamos mais para o olho do furacão. Depois de uns 20 minutos sentados num banco em baixo de umas árvores sob o sossego noturno, acabamos indo embora.

Em casa, depois de matutar um pouco, fui na internet e pesquisei sobre o fenômeno ocorrido e me deparei com uma enxurrada de depoimentos de pessoas que têm convulsões sob o efeito de luzes estroboscópicas, jogando videogame, vendo animações no computador, etc.

Descobri que a pessoa que passa mal com luzes piscantes padece de fotoepilepsia que pode redundar em convulsão fotoepilética, ou seja, se a pessoa não cessa a exposição ao elemento desencadeador, ela começa a ficar tonta e chega a tombar no chão desacordada.

Os relatos de desmaios achados na internet foram muitos, quando pesquisei no Google os termos "balada convulsão".

A cura que a minha mulher vai aplicar doravante é abstenção completa de baladas. Da minha parte, fico feliz por isso, porque odeio música excessivamente alta que costumam tocar nas baladas, mais ainda quando o conteúdo alterna entre três gêneros odiosos: Techno, pagode e funk.

Aos padecedores de fotoepilepsia um aviso; não brinquem com o assunto, pois a cada episódio convulsivo uma pequena área do seu cérebro dá adeus à vida.

Saiba mais sobre fotoepilepsia:

8 de nov de 2012

Fábricas de pianos nacionais e avaliações dos seus produtos

por Isaias Malta Apesar de o Brasil ter fabricado muitos pianos em décadas passadas, seus melhores exemplares nunca chegaram a se equiparar às marcas consagradas e reconhecidas internacionalmente. Por isso, a afirmação de que o Essenfelder é um dos melhores pianos do mundo não chega a ser verdadeira se não for relativizada; sim, ele foi o melhor piano brasileiro numa época em que era extremamente difícil trazer instrumentos do exterior.

O grande problema, no tocante ao assunto fabricação de pianos nacionais, é a nossa crônica escassez de documentação. Por isso, as informações têm que ser pinçadas aqui e ali da maneira que dá, inclusive para auxiliar as pessoas desejosas de comprar um piano usado que se veem num cipoal confuso de nomes, quase todos alemães de nascença e vendidos como "piano alemão", quando o real parentesco é muito distante de um alemão de verdade. De fato, foram fabricados por famílias judias alemãs que migraram para o Brasil na primeira metade do século XX, e trouxeram na bagagem as técnicas construtivas de pianos das fábricas sobre as quais vamos discorrer.

Cirei
Um piano com origem duvidosa que dá problemas a vida inteira. Esta fábrica, praticamente de garagem, produzia seus instrumentos em Porto Alegre e tinha problemas na linha de produção das chapas e as madeiras empregadas não recebiam o tratamento adequado. Logo, é um piano que apresenta grandes riscos de rachaduras na chapa e tem fama de não segurar a afinação. O único Cirei que conheço é um traste que não merece ser reformado.

M. Schwartzmann
Piano bem fraquinho fabricado com materiais de baixa qualidade. É considerado de qualidade ruim e tem fama de não segurar a afinação. Conheço um deles numa casa de família, que está guardado há anos por seu valor sentimental. Afora o valor atribuído, ele não tem mais valor intrínseco algum, pois não passa de um monte de chapas de compensado com a forração descolando. Você encontra tais pianinhos a preço médio de dois mil no mercado livre. Essa fábrica também comercializou produtos sob outras marcas: Schalitz, Schalter, Schumann, Goldmann, Schermann, etc.

Essenfelder
Piano originário de Curitiba, Paraná, goza a fama de ser o melhor piano brasileiro já fabricado. Contudo, há de se discernir os períodos bons dos períodos maus na história da produção do Essenfelder. Enquanto os pianos fabricados nos anos 30 a 60 desfrutavam das melhores madeiras e mecânicas importadas da Alemanha, os exemplares mais recentes receberam mecânicas de plástico, compensado, MDF e até partes em aglomerado.
As melhores peças foram fabricadas antes de 1970 (tenha cuidado com os mecanismos do fim dos anos 50 que usavam boquetas de plástico escuro, hoje apodrecidas), sendo o melhor dos modelos, aquele com a tampa superior quadrada e uma barra entalhada na parte superior da espelheira. 
Essenfelder de 1958.

Nardelli
Foi a primeira fábrica de pianos de Brasil surgida no fim do século XIX para competir com os instrumentos importados. A Nardelli chegou a fabricar bons pianos, todavia hoje em dia, os exemplares ofertados por aí aparecem "baleados" devido ao péssimo estado de conservação. Alguns modelos tem a excelente mecânica importada americana Prett Read.

Fritz Dobbert
A fábrica mais de pianos mais longeva, sem dúvida, é a Pianofatura Paulista. Seus sessenta e poucos anos de história são marcados por altos e baixos nos seus produtos. Portanto, dependendo do período de fabricação, tanto pode ser um instrumento excelente, quanto um piano sofrível dotado de mecânica de plástico e madeiras de aglomerado. Recentemente, a Pianofatura decidiu importar da chinesa Pearl River os modelos mais simples tanto verticais, quanto o de cauda.
Acho os Fritz Dobbert com sonoridade bastante metálica e o toque duro.
A Pianofatura já fabricou usou outras marcas, além de Fritz Dobbert: Loreley, Halben, Barrat Robinson, Meinster, Graubott, Otto Halben, Goldenklang, etc.

Zimmermann
Juntamente com a Pianofatura Paulista e a Schneider, aparentemente são as únicas fábricas nacionais remanescentes.
A minha professora relata uma experiência desastrosa que passou com um deles, comprado novo décadas atrás. Depois de algum tempo ela teve que vendê-lo devido a problemas na afinação. Espero que os tenham resolvido ao longo do tempo.

J. Hoelzl
Eram pianos fabricados no Paraná. Tive durante 8 anos um J.Hoelzl e posso atestar que eles têm construção robusta e sonoridade aveludada. Pelo menos o meu, tinha deficiência nos agudos e baixos um pouco distorcidos. O lado hilário da coisa é a plaqueta rebitada no travessão da mecânica que diz ser ela originária da Áustria, o que é uma bruta mentira, ainda mais porque os tradicionais fabricantes de mecanismos se encontram na Alemanha.

Lux
Antiga fábrica de pianos que funcionou por pouco tempo no Rio de Janeiro e fechou. É considerado um piano de padrão mediano, compatível com a maioria dos instrumentos fabricados naquela época, a exemplo dos Fritz Dobbert, Schwartzmann, etc. Não apresenta bom valor de mercado porque a marca não chegou a vingar.

Brasil
Acredito que tenham sido os melhores pianos fabricados no Brasil. Refiro-me exclusivamente aos modelos equipados com marteleira e mecânica importados, que podiam ser Elephant (EUA), Renner, ou Schwander, essas de origem alemã. Essa fábrica, situada na cidade de São Paulo, atingiu o seu auge nos anos 50 e 60, sendo que a sua grande garota propaganda foi a excepcional pianista Magda Tagliaferro.
A plaqueta colada no travessão de alumínio "Mecanismo Brasil dupla repetição" é uma atochada tamanho gigante, 
trata-se apenas de uma jogada de marketing para enganar os incautos, pois sabemos que tal recurso que aumenta a velocidade de repetição das notas não existe em pianos de armário, só nos modelos de cauda.

Schneider
Uma das raras fábricas de pianos no país ainda em funcionamento, a Pianos Schneider atua no mercado desde 1937, situada em Curitiba, Paraná. Pelo relato abaixo, parece que o instrumento não gosta muito de afinadores, apesar da boa sonoridade.

Dittrich
Antiga fábrica de fundo de quintal em Blumenal que foi tocada até 20 anos atrás pelo senhor Diettrich. Fabricou desde os anos 50 cerca de 125 pianos, todos eles feitos à mão, de excelente qualidade. Seus filhos Hans Peter e Wolfgang (foto), hoje na casa dos 60 a 70 anos, continuam o trabalho de reparação, manutenção e afinação de pianos.

Chateaubriand
Novíssima fábrica de pianos situada no Recife – Pernambuco, na realidade não os fabrica diretamente, mas os importa da China e faz a preparação.

No Brasil vicejaram cerca de 90 fábricas nos áureos tempos em que era chique ter um piano em casa. Aqui, devido à brevidade do texto, foi impossível abarcar todas as marcas, mas pode ter certeza que muitos outros nomes alemães fizeram a alegria dos compradores de pianos em terras tupiniquins, tais como: Albert Schmolz, Sohn Jeg, Natal, Lichtner, etc.

Referências:
Algumas informações constantes aqui foram pinçadas da excelente comunidade no Orkut: Afinadores de Piano

2 de nov de 2012

Atenção denunciantes, Facebook endurece cerco contra a pornografia!

por Isaias Malta Até agora as nossas denúncias de conteúdo impróprio publicado no Facebook caiam numa espécie de limbo. Não nos davam a mínima satisfação sobre os resultados. Aos mais minuciosos restava o consolo de guardar o link da imagem e conferir posteriormente a sua eliminação, ou não.

Hoje fui agradavelmente surpreendido. Depois de ter feito a denúncia de uma foto no perfil de uma potencial futura amiga putosa loirosa com os silicones de fora que o Facebook me oferecia, recebi uma notificação após dez minutos dando conta de que o conteúdo havia sido removido. Aliás, o FB removeu o perfil inteiramente.
Você pode acompanhar o andamento das suas denúncias no Facebook através do painel de suporte.

Ora, que mal representa uma mulher com os seios à mostra? A coisa em si mesma não teria mal algum se a rede fosse frequentada exclusivamente por adultos. Entretanto, a realidade é outra, pois o FB abriga milhões de perfis de crianças e adolescentes, notoriamente vulneráveis à exposição de conteúdos eróticos. E não sou eu que estou dizendo, já que uma pesquisa conduzida no Reino Unido constatou que crianças a partir dos 10 anos estão se viciando em pornografia online (diga-se de passagem, compulsão uma vez instalada não tem cura).

Pensando nas crianças, me rendo à política rígida contra o compartilhamento de conteúdo pornográfico e erótico e, tanto quanto o Facebook, devemos abominar e denunciar até as manifestações mais altamente artísticas, tais como fotos de esculturas famosas, amamentação e a famosa nudez frontal "A Origem do Mundo" do pintor francês Gustave Courbet. Porque a pornografia mais medonha sempre começa inocentemente, através de imagens bem intencionadas eivadas do mais alto apelo artístico. Os paladinos da liberdade berram contra a censura e reclamam do cerceamento da liberdade da expressão. Por defender a pornografia na rede, espera-se que eles sejam ET´s e não tenham filhos pequenos, irmãos, sobrinhos, primos, filhos de amigos, etc.

Se queremos combater a erotização prematura da infância, devemos imperativamente afastar as nossas crianças da explicitude sexual que infecta os nossos canais midiáticos, inclusive as novelas de TV, mas isso é papo para outra hora.