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5 de dez de 2012

A sociedade trata melhor as pessoas magras

Tenho que confessar que já esposei simpatias por gordinhas (nunca por gordinhos). Porém, ao cabo de dois anos de execução de um programa militar de redução de peso, vejo o quão equivocadas eram as minhas inclinações. Aliás, uma das descobertas mais intrigantes feitas nesse tempo de reconfiguração de peso corporal foi que os gordos não enxergam a dimensão da sua real condição, talvez como resultado do instinto de autopreservação, que os impede de ver a sua autoimagem como ela é.

Pois bem, feito esse preâmbulo, é de notório saber que as pessoas magras gozam de todos os privilégios em uma sociedade coagida a comer... e a engordar. Por isso, quem consegue driblar a pressão social de engorda coletiva, passa a usufruir de algumas satisfações reservadas tão somente aos iniciados na arte de refutar os prazeres fáceis proporcionados pelas comilanças.

O primeiro e grande bom ganho com a perda de peso foi a conquista da mobilidade. Li na Revista Ciência Hoje um artigo que versa sobre o poder genético único do ser humano que o torna o organismo com a maior capacidade de locomoção entre os animais terrestres. Fomos projetados para andar dezenas de quilômetros por dia e milhares por mês, incansavelmente. Podemos atravessar desertos, florestas e savanas sem experimentar quaisquer desconfortos fisiológicos. A verdade é que sentimos esse poder latente no cerne da nossa espécie ressurgir na medida em que reduzimos o peso corporal.

Assim, aos poucos vou descobrindo que na condição de magro vivo melhor, durmo melhor, caio melhor, caminho muito melhor, só não como melhor em relação ao antigo estilo de vida baseado em encher sistematicamente o pandulho.

Então, o que posso dizer é que não é só a atriz Keira Knightley (foto acima), uma magriça incontestável, que consegue todas as atenções, sucesso, papeis principais e muito dinheiro, nosotros também em pequena proporção, podemos colher vários frutos provenientes da redução de peso. Paradoxalmente, lutando contra as gulodices tentadoras oferecidas pela monstruosa e multimilionária indústria alimentícia.

Um comentário:

  1. luis claudio06/12/2012 20:37

    realmente a sociedade é racista demais em todos os sentidos,sempre olham e falam dos outros,não de sí próprios.

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