Pesquisar

8 de jul de 2015

É possível viver longe das crises?



São tantas as crises que atravessamos, crises da idade, crise do desemprego, crise da doença, crise da ociosidade, crise do sedentarismo, crise de identidade, crise do casamento, crise do emprego, crise existencial, crise da velhice, crise financeira, ufa, são tantas as crises que é impossível enumerá-las!

Você parou para pensar se em algum momento da sua vida você livre de crises? Aparentemente, o nosso passado é muito bom, contudo, não passa de engano porque dos fatos da memória permanece armazenados lá, estáticos, portanto, já perderam o sabor amargo das crises que os geraram.

Estamos sempre procurando solucionar ou fugir das crises, mas que se sucedem e nos acompanham. Será possível viver sem crise? Os grandes ascetas e místicos dizem que sim, mas viver mergulhado num mundo de relações esturricado de crises é um desafio para qualquer um!

Digo que o próprio viver é uma crise permanente, ou seja, o seu corpo é o resultado de um amontoado de elementos primários que se complexaram (por obra e graça de alguém?) e formam células, que lutam todo o tempo contra a entropia reinante no entorno.

Assim, o próprio ato de viver é estar permanentemente em crise!

Talvez o nosso grande lance seja “acordarmos para a Matrix” e descobrirmos que se é impossível fugir das crises, então nos resta conviver com elas e trata-las como hóspedes inseparáveis do nosso périplo terreno. Rir para as crises, sabendo que elas são inevitavelmente duradouras, é o melhor remédio!

Os místicos falam que é preciso ver a vida como um filme passando diante dos nossos olhos. O problema é não nos identificarmos com ele, aí é que as crises pegam para valer!

Agora, se você está se preocupando com a crise do país, relaxe, pois doravante em todos os dias da sua vida você ouvirá sobre novas e novas crises surgindo e sumindo, como se fosse num torvelinho inesgotável. Quem se preocupa com elas, realmente está perdendo os melhores momentos da vida!

Nenhum comentário:

Postar um comentário