Para fazer as pazes com a balança deve-se começar com passos
de bebe!
Em artigo anterior publiquei o texto “A dieta dos anos 50”
que é a minha dieta atual e me permitiu voltar ao peso que alcancei na década
de 80-90.
Pensei que estaria divulgando hábitos simples e perfeitamente
factíveis, porém uma das leitoras me disse: “Quando eu tiver coragem, vou fazer
a tua dieta!”
Como outras pessoas também comentaram a “loucura” que faço, meu marido sugeriu que eu divulgasse por etapas o
processo, pois, na verdade o que faço hoje não envolveu uma mudança abrupta e
repentina, mas foi, ao contrário, um ajuste de uma trajetória que iniciou em
1980.
Viver em Porto Alegre na década de 80-90 ofereceu algumas
vantagens para emagrecer:
1- Se andava mais a pé, pois a rede de transporte coletivo
não era tão bem estruturada como hoje e as pessoas tinham menos carros.
2- Não se ‘beliscava’ entre as refeições, nem se via sobre
as mesas de trabalho pacotes de biscoitos ou salgadinhos.
3- Nas lancherias ou padarias não havia tanta variedade de
doces e salgados e eles eram caros, de forma que a maioria das pessoas pedia
sanduíches ou torradas.
4- Havia, em Porto Alegre, muitos pequenos restaurantes que
passaram a oferecer alimentação do tipo integral, além da venda de pães
integrais e outros lanches naturais.
Assim, em 1980, eu resolvi mudar, pois atingira 80 kg e
pesava mais do que minha avó e muito, muito mais do que minha mãe. Enfim, me
tornara a gorda da família, apesar de não ficar beliscando durante o dia e de
caminhar bastante.
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Em 1979. |
Apenas uma mudança na minha rotina diária, me permitiu
perder 18 kg em 2 anos. Substitui os cereais refinados pelos integrais. Ou
seja, sem me preocupar em reduzir a quantidade, passei dos 80 kg para 62 kg.
Nesse processo, troquei o restaurante universitário
(RU-UFRGS) pelo restaurante macrobiótico e passei a comprar pães integrais no
Mercado Público, na Associação Macrobiótica de Porto Alegre ou na cooperativa COOLMEIA.
Nestes dois últimos locais também fazia lanches eventuais, onde consumia
sanduíches naturais ou pasteis de forno com recheio de cenoura ou urtiga (tenho
saudades dos deliciosos pasteis de urtiga da macrô!).
Nas fotos abaixo vê-se a transição dos 70 kg para os 62 kg,
onde as calças que estavam justas na
primeira foto, aparecem bem folgadas na última.
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Em janeiro de 1981. |
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Primeiro semestre de 1982 |
Infelizmente, já não existem mais a ‘macrô’ e a ‘coolmeia’,
porém há ainda várias opções para quem mora em Porto Alegre. Em Bento
Gonçalves, já é outra história, pois não há nesta cidade nenhuma opção de
restaurante ou padaria que ofereça almoço ou lanches preparados com cereais
integrais. Mesmo assim, há a opção do
pão Tijolo da Padaria Daline e outros produtos comercializados em pequenos
armazéns como a Buona Távola e o Mundo Natural, entre outros, para preparo de
lances e outras refeições em casa.
Resumindo...
Se quiser começar uma
reeducação alimentar de sucesso inicie substituindo os cereais refinados pelos
integrais (trigo, arroz, centeio, aveia, etc).
Além disso, faça como nos anos 80-90: ande mais a pé e não
fique beliscando quitutes industrializados (bolachas recheadas, salgadinhos em
pacote, biscoitos, rapadurinhas, etc) entre as refeições, se tiver necessidade
de fazer um lanche opte por um sanduíche integral, uma fruta ou uma barra de
cereais (preferencialmente orgânica).
Que coincidência! Estava falando exatamente sobre isso essa semana, com alguns amigos...na década de 90 (na minha adolescência) fazia exatamente isso que você relata, hoje em dia, não levantamos nem para trocar de canal! Disseram que era saudosismo, mas, pelo contrário, acredito que temos que aprender a conservar hábitos saudáveis, porque esses não ficam "velhos".
ResponderExcluirBeijos