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26 de jan de 2011

Direitos Universais que faltam para a Mulher virar ser humano.

Todos já ouviram falar da Declaração universal dos direitos humanos, cujo Artigo IIIº determina: toda a pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. No entanto, da forma como os direitos estão genericamente contemplados, estão muito mais para "direitos do homem" do que para "direitos da mulher", pois não existem dispositivos devotados especificamente ao assédio sexual e à criminalização dos abusos cometidos contra a mulher pelo simples fato de ser mulher.

Longe das boas intenções de se fazer um código universalizante, o fato é que além de não existir uma Declaração Universal dos Direitos da Mulher, em quase todos os países a maneira mais tranquila para se tirar a vida de um ser humano é matar uma mulher. Normalmente, os assassinos se protegem atrás de rótulos tais como "crime de honra", "forte comoção" e "crime passional". O grande exemplo brasileiro é dado pelo jornalista Pimenta Neves, que matou a sua mulher há 10 anos e continua solto como um passarinho, provando que matar mulheres não tem o mesmo peso que assassinar seres humanos.

Assim, vejamos alguns artigos faltantes na Declaração Universal dos Direitos Humanos, que a tornam na prática uma "Declaração Universal exclusiva dos Direitos dos Homens".

Não será submetida ao vexame dos xavecos e cantadas.
Tanto quanto a maioria das cantadas ao vivo são vexatórias, as recebidas pela internet também não deixam de sê-lo.

Não será encoxada nos meios de transportes coletivos.
No afã dos esforços para respeitar o direito fundamental à intocabilidade, diversos países, entre eles o Brasil, começam a implantar ônibus, táxis e vagões exclusivamente para mulheres.

Não será submetida a julgamentos apenas pelo fato de ser mulher.
A iraniana Sakineh foi condenada à morte por ter mantido relações adúlteras com dois homens. Onde estão estes homens? Foram condenados também?

Nenhuma mulher poderá será negociada como mercadoria.
Este direito antagoniza a liberdade da mulher vender o próprio corpo. Entretanto, até que ponto nós, como sociedade, temos o direito de permitir que as mulheres se entreguem como carnes no açougue? As diversas formas de prostituição e o moedor de carnes da indústria pornográfica são o melhor exemplo do aprofundamento deste dilema.
Por que as Estrelas Pornô se suicidam?

Nenhuma mulher poderá ser submetida à "agressão legítima", mesmo quando expõe seu corpo, ou quando não adota o comportamento sexual considerado normal pela maioria.
O "efeito Geisy Arruda" ilustra bem o destino de inúmeras "geisys" anônimas, que são agredidas e vilipendiadas por usarem roupas provocantes. Logicamente, os agressores se sentem justificados porque agem supostamente em nome da "decência".
Ademais, o mundo assiste estarrecido ao estupro corretivo e coletivo perpetrado na África do Sul, com o objetivo de reconversão de lésbicas.
Estupro corretivo na África do Sul.

Meninas não serão sexualizadas precocemente.
O diabo é que com a miserabilização moral da família, as meninas começam a pensar em sexo desde o tempo em que deveriam estar brincando de bonecas. Paralelamente a isto, aparecem os "gaviões" adultos papadores de anjo. Estes, quando chegam às barras dos tribunais, alegam que agiram assim porque foram provocados. Eis o dilema perverso, se por um lado permitimos a erotização das nossas meninas, por outro, condenamos veementemente os predadores pedófilos oportunistas.
Faz sentido falar em combate à pedofilia em pleno século XXI?
Em defesa da Pedofilia.

Não será obrigada a ter sexo contra a sua vontade.
Não estou falando das mais diferentes modalidades de estupro, pois estes já estão suficientemente contemplados nas legislações dos países. Falo de marido, namorado, cacho, rolo, ficante, etc. Homens próximos e amados que não tem o direito de exigir sexo quando a mulher não está afim. Outra coisa, ela não pode ser obrigada a justificar a sua decisão.

Não será submetida a pressões no ambiente de trabalho por ser mulher.
Apesar dos avanços em termos de Lei Maria da Penha, Delegacia da Mulher e outras instâncias criadas para proteger a mulher da truculência masculina, quais são realmente as chances dela permanecer no emprego depois de denunciar o assédio do chefe? Quando denuncia, ela vai direto para o olho da rua e quando prefere o silêncio para manter o emprego, se auto-condena ao regime de terror.

Todas as ameaças contra a mulher serão efetivamente investigadas.
A maior parte dos sistemas judiciais do mundo apresentam enormes dificuldades e até má vontade em apurar ameaças. Quase sempre, enquanto tais ameaças não se convertem em crimes brutais de fato, elas além de não serem levadas a sério, costumam ser olimpicamente ignoradas pelo aparelho policial. Somente agora a polícia inglesa está envidando esforços para levar adiante as investigações sobre ameaças.
Britânica diz ter gravado vídeos de suposto perseguidor.

8 comentários:

  1. EncoXada, de coxa.

    "se auto-condena ao regime de terror."

    "Se" é partícula reflexiva.
    "Se auto" é redundância.

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  2. kkkkkkkkkkkkk...ta bom q mulher não tem quem as protejassss...pelo amor de DEUS, vai ler e aprender a interpretar a realidadeeee...
    Pintam as mulheres como se fossem deusas ou seres perfeitos, acho q deveriam era repensar tdo, hojem em dia ser Homem é uma merda, vc só se ferra e não tem direito nem de se defender, emquanto elas sempre tem alguem(mecanismo) para fazer isso... e qto a mulher iraniana, sãoas leis deles, e ainda a pintam como se fosse martire, mesmo tendo agido errado... vão ler mais e produzirem idéias próprias por favor...
    e tenho dito.

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    1. Certamente. Todas as leis são feitas para beneficiar a mulher. E a postura do judiciário idem.

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  3. Nossa, que discurso de vitimas da sociedade. Existem coisas que não é a legislação que determina, e sim os conceitos sócio-culturais de onde se vive. Ou vocês acham que cantadas só podem ser disparadas por homens? Ou que as mulheres não usam da oportunidade de se encostar a um corpo masculino como desculpa para se tirar alguma vantagem?
    Mais engraçado a justificativa do sexo forçado... Não é forçado se você consente, assim como nós somos "forçados" a nos subordinas a seus mimos e regalias.

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  4. A imagem da camiseta molhada me paralisou....

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  5. De um modo geral (penso eu) todos sabemos que as Nações Unidas adoptaram várias convenções, sobre os direitos das mulheres, nomeadamente a da Convenção para a Eliminação de toda as Discriminações contra as Mulheres.

    Meritória sem dúvida. Por outro lado, também sabemos que isto não é exequível pela simples criação de leis ou convenções anti-discriminatórias.
    Já estamos habituados que no Dia Internacional da Mulher, surjam os discursos dos políticos bem como uma onda de tinta que na altura se forma no Ocidente.

    Palavras. Só palavras, a mentalidade, essa, não se altera.

    Fazem-se campanhas para alertar as mulheres de que não devem aceitar relações violentas, e que existem diversas entidades a que podem recorrer.
    Não é fácil dizer a uma pessoa que tem de sair da sua própria casa". Não há quem se revolte com a expressão "direitos fundamentais do agressor"?

    Porque será fácil dizer às vítimas que têm de sair da sua própria casa se não quiserem ser mortas?

    Acresce que a solução que as instituições de apoio podem dar às vítimas é escondê-las, ou seja, penalizá-las de novo.
    Na prática, esse apoio é ténue porque a Justiça é infinitamente branda e lenta para com os agressores e recusa-se a entender que as casas de abrigo para a violência doméstica devem destinar-se aos agressores: essas casas existem e chamam-se prisões.

    Possivelmente, neste momento há uma mulher a ser espancada.
    Uma mulher que não apresentará queixa das sevícias que sofre e aguentará calada.
    As vítimas de violência doméstica sentem-se cúmplices dos seus verdugos. Eles são pessoas que elas amaram ou amam ainda, pessoas que as dominam psicologicamente.

    Cada mulher morta significa um número crescente de mulheres torturadas em silêncio.

    A herança destas mulheres mortas é mais triste do que a própria morte: resignação. O mínimo que podíamos fazer, em sua memória, era mudar a vida das outras.

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  6. Com a sua permissão um aditamento.

    É verdade que, morrem, centenas e centenas de mulheres às mãos de maridos e namorados, uma verdade bárbara que significa que os resquícios de uma cultura fundada no princípio de que "a cabeça da mulher é o homem" (São Paulo, Epístola aos Coríntios) demora a extirpar. Mas, pelo menos, há um alarme social.

    A possibilidade de salvação. É pouco, eu sei.

    Porem, nada disto existe no mundo islâmico ( a possibilidade de salvação) e, para vergonha do Ocidente, nem sequer no mundo islâmico que vive dentro das fronteiras da Declaração Universal dos Direitos do Homem.

    Desde logo há uma diferença essencial: os "crimes de honra", na contemporânea civilização laica do Ocidente, não são praticados com a aprovação e a conivência da parentela dos assassinos.
    Que garotas de cinco anos sejam sujeitas a mutilação genital sobre mesas portuguesas, francesas, alemãs ou inglesas, é menos grave do que parecermos intolerantes. Que jovens muçulmanas vivam nas cidades da Europa sujeitas à opressão da "sharia", incomoda-nos menos do que ter uma posição frontal contra esta ignomínia.
    Dizemos que não queremos excitar os ânimos. Que chegaremos lá através do diálogo.


    Porquê? Porque temos medo.
    Temos medo porque, de facto, há razões para ter medo.
    Salman Rushdie que o diga que vive com condenação à morte sobre a sua cabeça mas, não a verga, porque sabe que, quanto mais se vergar maior será a violência dos "fiéis" sobre os "infiéis".

    A autobiografia de Ayaan Hirsi Ali, publicada nos Estados Unidos com o título "Infiel" (Infidel, edição Free Press, 2007), é, não só um murro no estômago (e em todas as outras partes do corpo, porque não há nenhuma que, a bem da pureza do Islão, não lhe tenham dilacerado) e uma história de infinita valentia, como uma análise inteligente e lúcida dos efeitos da complacência ocidental face à cruzada islâmica.

    Quantas mais terão de morrer até que os relativistas culturais e morais acordem?

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  7. Com a sua permissão.
    Depois de ter escrito sobre “ Direitos “, eis que me deparo com este vídeo.

    O bicho homem é sem qualquer sombra de dúvida o pior ser vivo que habita neste mundo.

    Revolta-me profundamente esta forma abjecta como alguns seres humanos lidam com os demais seres vivos que os rodeiam, como se não fizessem verdadeiramente parte da natureza mas meros objectos animados existentes para entretenimento do homem, ou para que este se possa servir deles de alguma forma. Quase sempre cobarde.

    http://www.youtube.com/watch?v=3ouhR1gtbzI&feature=player_embedded

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