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27 de jun de 2011

Como conseguir controlar a gordice e sobreviver no inverno sem Sibutramina?

Um dos aforismos mais onipresentes na Rede é “gordo só faz gordice”, o que não deixa de ser uma grande verdade, mais ainda durante os modorrentos dias de inverno. Tenho observado as pessoas próximas, todas absolutamente concentradas em consumir voluptuosas calorias, sem dar a mínima bola para a distante primavera. No entanto, lá adiante ressurgirá o juiz interno com toda a força para cobrar os quilinhos extras e jogar na consciência a tão famigerada culpa. Por isto, o desabrochar das flores é repleto de padecimentos físicos e morais na tentativa de recuperar o tempo e a vontade perdidos.

Ao olhar as pessoas entretidas enterradas com brigadeiros, lasanhas, fondues, catupirys, bombas de chocolate, pizzas, em suma, maratonas gastronômicas acompanhadas do mais angelical imobilismo, vejo que é chegada a hora de estragar o prazer e botar a mão na massa, já que todo mundo JÁ está com a BOCA enterrada profundamente na massa.

Ora, o círculo vicioso da engorda invernal, além de pernicioso, apresenta um fator assaz preocupante: na medida em que se passam os anos, você nota que, por mais que se dedique a queimar calorias na primavera, a cada ano algumas delas vão sobrando e se acumulando e você começa a entrar para o padrão da pessoa mais velha glutona e cheiona.

Com isto quero dizer que as contra medidas devem ser feitas de maneira mais estrita; à medida que o tempo passa, os desatinos do inverno devem ficar cada vez mais brandos e os esforços dietéticos da primavera mais rigorosos. Para chegar a este nível de renúncia, as pessoas devem aprender a combater o “efeito margarida” (frágil flor que não aguenta chuva, frio, vento e nem calor). Graças a ele, elas hibernam no inverno por causa do frio e da chuva – se fizessem como os ursos e se abstivessem de comida ao longo da hibernação, vá lá! Mas, justamente no período de maior imobilidade, elas devoram com apetite voraz delícias hipercalóricas, fiando-se excessivamente no sucesso de sacrifícios futuros. Ledo engano, sem querer dar uma de estraga prazeres, quem deixa para realizar amanhã o que pode fazer hoje, perde tempo e acaba não fazendo.
Para combater o efeito margarida, é preciso não adiar o inadiável, ou seja, os exercícios físicos tem que ser feitos hoje, aqui e agora. Se você não pode ir na academia porque vai quebrar todos os seus ossos na chuva, faça esteira em casa, se não tem, compre uma. Faça Tai Chi Chuan, bicicleta, step, Yoga, Pilates, ginástica aeróbica, elíptico, musculação ou qualquer outra coisa para fazer circular o sangue e desestagnar as energias, pois a obesidade é caracterizada principalmente pelos acúmulos de fluídos viciados(inflamações) e bloqueios energéticos(pontos enrijecidos e dolorosos).

A segunda parte da reforma de princípios é algo como cortar na própria carne. A única maneira de estancar o círculo vicioso de prazeres proporcionado pelas comidas ultra saborosas é substituí-las por outras que são recebidas pelo organismo como mero mantimento. Explico, o gordo só faz gordice porque a sua mente foi treinada para experimentar graus de prazer muito maiores do que aqueles obtidos pelos viciados em heroína e outras drogas pesadas. O inenarrável prazer proporcionado pela comida supera todos os outros, do êxtase místico ao orgásmico. Por isso é de capital importância se afastar de toda e qualquer fonte de tentação.

Então, para sobreviver ao longo do inverno na base do zero a zero no jogo contra a balança, o gordo deve modificar uma série de rotinas que o arrastam inevitavelmente aos locais garantidos de prazer, tais como pizzarias, confeitarias, padarias, lancherias, hamburguerias, churrascarias, etc.

Além de não ir à montanha, o gordo deve combater ferozmente a ideia de trazer a montanha para dentro de casa e isto implica em controlar os impulsos para chamar o tele entulho embrulhadinho sob a forma daquela pizza gigante ultra gordurosa regada a 2 litros de refrigerante. Além disto, o gordo deve se policiar para não fazer as tais encomendinhas por via dos parentes, para trazerem do supermercado as guloseimas que ele mesmo não tem coragem/ou preguiça de carregar (só de comer).

Resumindo a ópera, a tarefa posta diante do gordo durante o inverno é deveras dantesca e inglória, e ele só não sentirá uma fome do diabo se se submeter a comer frutas, saladas, cereais integrais, leite de soja, carne magra, sementes, pouquíssima carne vermelha, etc. Ninguém falou que é fácil, mas que é possível, é possível e, de repente, a luz no fim do túnel chega e você é brindado com o sol da primavera, sem culpas e pronto para desequilibrar o jogo do zero a zero. Enquanto isto, deixe a Sibutramina relegada à ala dos dependentes químicos.

Um comentário:

  1. Gostei de seu comentário que repliquei em notícia no dihitt, faceboock e twwiter fazendo as referências de sua autoria, pois oque dizes é bastante interessante e também um alerta quando:Ao olhar as pessoas entretidas enterradas com brigadeiros, lasanhas, fondues, catupirys, bombas de chocolate, pizzas, em suma, maratonas gastronômicas acompanhadas do mais angelical imobilismo, vejo que é chegada a hora de estragar o prazer e botar a mão na massa, já que todo mundo JÁ está com a BOCA enterrada profundamente na massa.

    Ora, o círculo vicioso da engorda invernal, além de pernicioso, apresenta um fator assaz preocupante: na medida em que se passam os anos, você nota que, por mais que se dedique a queimar calorias na primavera, a cada ano algumas delas vão sobrando e se acumulando e você começa a entrar para o padrão da pessoa mais velha glutona e cheiona.

    Com isto quero dizer que as contra medidas devem ser feitas de maneira mais estrita; à medida que o tempo passa, os desatinos do inverno devem ficar cada vez mais brandos e os esforços dietéticos da primavera mais rigorosos. Para chegar a este nível de renúncia, as pessoas devem aprender a combater o “efeito margarida” (frágil flor que não aguenta chuva, frio, vento e nem calor). Graças a ele, elas hibernam no inverno por causa do frio e da chuva – se fizessem como os ursos e se abstivessem de comida ao longo da hibernação, vá lá!

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