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3 de out de 2011

Gordura ou Gostosura? Tudo depende do tamanho dos seus quadris.


O antigo método de cálculo de índice de massa corporal (IMC) tem muitas falhas, pois acaba juntando no mesmo saco de gatos gente pesada, mas com adiposidade reduzida, com os obesos propriamente ditos, ou seja, não afere precisamente a taxa de gordura no local onde ela mais prejudica a saúde.

As novas descobertas da ciência dão conta que, dependendo da localização do tecido adiposo, ele terá maior ou menor influência no surgimento de doenças cardiovasculares. Infelizmente, para o desespero da voracidade por comidas gostosas e hipercalóricas, os tecidos adiposos localizados entre os órgãos abdominais são os mais perigosos. Quem tem este tipo de gordura é conhecido como portador de “barriga de cerveja”, ou bem de acordo com os padrões de comportamento ditados pela tecnologia, “barriga de blogueiro”. Tais depósitos de gordura não são inertes, ao contrário, são bem ativos ao ponto de produzirem hormônios que provocam o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Por incrível que pareça, a gordura periférica que atormenta as mulheres, porque se acumula nos culotes, é considerada menos perigosa. Nessa região, as células adiposas tem menor influência danosa sobre o organismo.

O cálculo do IAC (índice de adiposidade corporal) é muito simples e não requer a informação do peso, apenas o tamanho da circunferência dos quadris tomada no seu ponto mais protuberante e a altura da pessoa. Você divide o valor da sua circunferência pela sua altura, multiplica pela raiz quadrada da altura e subtrai 18.
Este blog dá a fórmula e a tabela de interpretação do resultado: Nutricionista Paula Fernandes
Este site calcula o IAC para você: EduardoWeb

Curiosamente, se você colocar na calculadora as medidas da funkeira Andressa Soares (mulher melancia): 1,72 m de altura e 1,21 m de quadris, constatará que ela é considerada magra, não sou eu quem está falando, é a ciência! Resumo da ópera: tudo aquilo é tão somente gostosura!

Forçosamente chegamos à conclusão que devemos nos preocupar apenas com a circunferência constituída pelos nossos quadris e barriga, em diminuí-la e isto só é possível mediante a reeducação alimentar aliada aos exercícios físicos.

Maiores detalhes das bases teóricas do IAC: Topmed

2 comentários:

  1. A Mulher Melancia veio redimir as mulheres gordas, gordurosas e gostosudas, pois ela tem celulite (quilos), estrias (jardas) e muito, muito tecido adiposo!

    Viva a Mulé Melancia!

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  2. Esse post me fez lembrar a história de um dos maiores ícones da arte paleolítica, a estatueta feminina encontrada em 1908 pelo arqueólogo Josef Szombathy (1853-1943) em um sítio arqueológico próximo ao rio Danúbio, na cidade austríaca de Willendorf. Medindo cerca de 11 centímetros, ela está cercada de muitas controvérsias como, por exemplo, o fato de sido moldada a partir de um tipo de rocha que inexiste na região. Com datação mais aceita entre 24 e 22 mil anos a. C., ela foi ironicamente denominada “Vênus” a partir de uma comparação feita com a chamada “Venus pudica”, um tipo de representação renascentista da divindade romana que tenta esconder suas partes íntimas. A ironia está justamente no fato de a Vênus de Willendorf não fazer questão nenhuma de esconder seu corpo protuberante e, conseqüentemente, sua sexualidade. Isso acabou gerando grandes discussões acerca da estatueta, envolvendo conceitos de “civilização”, “feminilidade” e “primitivo”.
    Tão familiar no mundo romano, o nome “Vênus” remete a nós, ocidentais, quase que automaticamente a imagem de uma mulher jovem, alta e curvilínea, cuja figura nós, homens heterossexuais, identificamos por seu apelo altamente sexual. No Renascimento, contudo, a sexualidade passou a ser considerada pouco civilizada, por isso as Vênus passaram a ter os seios pequenos e o órgão sexual indefinido, além dos artistas não darem muita ênfase a partes de seu corpo também de apelo erótico como quadris, nádegas e ventre. Em outras palavras, no Renascimento, Vênus era representada como uma mulher civilizada que mostra sua sexualidade, porém omite seus aspectos mais ousados.
    Em contrapartida, a Vênus de Willendorf foi confeccionada em uma época de grandes mudanças na história da Humanidade, quando o homem começou sua longa caminhada, iniciada com o aparecimento da escrita, em direção à idéia de civilização. Seu corpo protuberante, seios fartos, amplo abdômen e seu órgão sexual à mostra, dentro do padrão considerado “civilizado”, manifestariam falta de refinamento, de civilização, de gosto. Contudo, ao observá-la atentamente aos olhos de hoje, podemos perceber uma sexualidade desimpedida e livre de tabus culturais e de convenções sociais. Assim, a Vênus de Willendorf é a imagem natural da feminilidade e do poder da mulher desinibida, coisa que a “civilizada” Vênus clássica nunca poderia ser, afinal de contas ela nada mais é do que um exemplo encorajador para a cultura patriarcal na qual a mulher e sua sexualidade foram ultrapassadas e subjugadas pela cultura masculina.

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