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18 de mai de 2011

10 mandamentos para uma possível Facebooketiqueta.

Muito choro e ranger de dentes poderia ser evitado nas Redes Sociais se algumas pitadas de bom senso fossem mais ou menos seguidas. Pena que não tenhamos sido dotados pelo bom Deus de bom senso o tempo inteiro, pois dessa maneira os nossos caminhos não seriam tão tortuosos e tão cheios de pedidos de desculpas. Como invariavelmente a atuação nas Redes Sociais reflete a volubilidade humana e não havendo uma vacina certeira contra a calhordice, resta-nos prevenir alguns atos, remediar outros e rezar para que saiamos inteiros da próxima infâmia cavada por nós mesmos.

1- Pensarás nas crianças.
Conteúdos excessivamente sensuais, pornográficos ou depravados fatalmente serão acessados por elas. O único problema é que uma delas pode ser o seu filho/filha. Assim, seja egoísta e não faça com os filhos dos outros o que não deseja que façam com os seus.

2- Não realimentarás inflamações.
Discutir na internet é como papo de bêbado; sempre começa em tons de paz fraternal, mas pode degringolar rapidamente para a disputa mais inflamada do mundo, e o que é pior, pelos motivos mais fúteis. A solução é simples: quando um dos contendores retira as suas cavalarias, o fogo perde a força – não obstante, para que isto aconteça você terá que arcar com a atitude jesuscristiana de se considerar perdedor.

3- Não enviarás SPAM.
Qualquer tipo de material enviado repetitivamente através de mensagens, eventos ou publicado no seu mural pode ser interpretado como lixo eletrônico e aborrecer muito os seus amigos. Depois de incomodar muita gente e gerar múltiplas denúncias, este tipo de ação redunda no bloqueio e/ou cancelamento do perfil.

4- Suas publicações são confissões de papel passado.
Sabe aquela clássica frase usada nos filmes americanos “tudo o que falar poderá ser usado contra você no tribunal”? Substitua o “falar” pelo escrever em Redes Sociais e terá uma ideia da gravidade da confissão escrita.

5- Terás sempre em mente que seus “amigos” nunca serão seus amigos de verdade.
O conceito de “amigo” nas redes sociais soa mais como uma metáfora do mundo real, do que algo que possa vir a se materializar em carne e osso. Logo, as devidas ressalvas devem ser tomadas contra as intimidades excessivas, pois você nunca sabe exatamente quem está do outro lado da linha. Simplificando as coisas: se nem os amigos reais podem merecer confiança absoluta, quanto mais os virtuais, que nunca serão conhecidos na base do tête-à-tête.

6- Não perguntarás às pessoas “quem é você?”.
Em primeiro lugar, nem eu sei quem sou e quem sabe? Ora, se neste vasto mundão de Deus, apequenado pela internet, você não pode esperar se relacionar só com pessoas conhecidas, então é extremamente deselegante perguntar coisas do tipo “de onde eu te conheço?”. Simplesmente analise o perfil do candidato a amigo e veja se ele fecha como os seus gostos, ou não, e é só.

7- Não perderás o seu tempo apostando nas virtudes da privacidade.
Por mais que você fuce nos controles de privacidade do Facebook, nunca terá absoluta certeza que as suas publicações sempre cairão em bons olhos. Portanto, é mais saudável fazer de conta que a segunda vida cibernética nunca é plenamente privada, ainda mais porque ocorrem vazamentos na rede a todo momento.

8- Não executarás scripts suspeitos ou insuspeitos.
Não vá na conversa dos aplicativos que pedem para você copiar um certo código e colar na barra de endereços do seu navegador, com a promessa de descobrir as pessoas que tem visitado o seu perfil. No momento em que você aperta o ENTER, o seu perfil é hackeado e começa a enviar automaticamente mensagens de SPAM no mural de todos os seus amigos.

9- Não cutucarás eternamente.
O botão “cutucar” serve para dar um oi rápido. Contudo, assim como na vida real ninguém fica cumprimentando o amigo indefinidamente, na virtual a mesma noção de limite é desejável.

10- Evitarás ser anta - e quando for, portar-se-á como bom quadrúpede pedindo desculpas.
Este item e o mais difícil de cumprir, pois ninguém está imune às crises de antice ou ao espírito de porco de vez em quando. Então, em honra a esses simpáticos animais quadrúpedes, eventualmente perdemos amigos na defesa das nossas posições políticas cabulosas, ideológicas, antropológicas, religiosas, etc. Como ninguém está livre de desfraldar bandeiras politicamente incorretas, ou vestir chapéus conservadores, ou arriscar um certo namorisco com o facismo, quem conseguir ser bonzinho o tempo inteiro, que atire a primeira pedra.

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