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18 de abr de 2011

Quando a roleta russa do sexo dá em morte.

A regra de ouro do investidor é: quanto maior o risco, tanto maior será o lucro resultante do investimento. E a mesma premissa também vale para os jogos eróticos, segundo a percepção de um certo tipo de psique sedenta de emoções violentas, que quanto mais navega na fronteira dos limiares do sofrimento e da agonia, mais prolonga o êxtase resultante do dualismo entre dor e prazer.

Todavia, como o mote básico dos caminhantes da beira de precipício é que basta uma pedra solta para cair no abismo, os borderlines do sexo encontram eventualmente o seu fim no afã desesperado para experimentar o gozo definitivo.

Numa era de excessos como a nossa, a violência pode ter se tornado o grande eldorado dos sujeitos dispostos a ir às últimas consequências na busca de sensações cada vez mais fortes. E um grande indicador deste fenômeno é a produção pela indústria do entretenimento de farto material imagético para ser consumido por voyeurs de sexo violento, como testemunha a ex-atriz pornô Sasha Gray**, que em consonância com a sua figura desmilinguida, gótica e soturna, sempre manifestou explicitamente a sua preferência pelas diversas modalidades de sexo violento.

Sedentarismo.
Começaremos a nossa pequena jornada por algo bastante banal que pode acontecer até no seio dos mais inocentes casais baunilha*: a morte súbita em virtude do esforço físico abrupto e intenso. As manchetes dos jornais costumam demonstrar à exaustão como a infidelidade pode cobrar um alto preço, pois tais mortes seguem quase sempre o mesmo script: chefe quarentão, hipertenso, sobrepeso, etc, querendo reeditar seus vigores juvenis para a jovem secretária – apesar de ser um estereótipo, é o que acontece amiúde.
Estudo norte-americano sugere que sexo pode levar à morte.

Bondage mal feito.
As práticas de sadomasoquismo possuem regras estritas de segurança, que nem sempre são seguidas à risca pelos casais ansiosos em ultrapassar os seus próprios limites - quando fatos como este se descortinam nas manchetes dos telejornais, a pequena burguesia descobre que a mente é uma fábrica.
Americana mata marido em sessão sadomasoquista.

Asfixia erótica.
Das duas formas de asfixia erótica, a realizada a dois e a auto-erótica, vamos nos focar na primeira, já que a segunda foi devidamente esmiuçada depois da morte do ator de Kill Bill, David Carradine. Segundo a reportagem do link abaixo, até certos casais baunilha não prescindem dos perigosos jogos de sufocamento, pois há mulheres que só atingem o clímax quando os parceiros lhes tapam a boca com a mão e vice-versa. O caso real mais famoso de asfixia erótica foi perpetrado pela japonesa Sada Abe em 1936, que inspirou o filme “O Império dos Sentidos”.
Os mais perigosos jogos eróticos.

Sufocação por esmagamento.
Uma variação da asfixia erótica é a supressão do ar do parceiro(a) por amassamento sob um corpo extremamente gordo. Eventualmente, a hora de dar um fôlego pode chegar tarde demais.
Acusada gorda matou namorado sentando nele.
Técnica do Amassamento: emprego erótico das super-obesas.

Conclusão:
Como estamos em plena era governada pelos excessos, quando todas as sensações, além de permitidas, são exigidas, a ocorrência da morte a meio caminho do orgasmo cósmico, não deixa de guardar um certo paralelo patético com o que acontecia em tempos remotos, quando a procura frenética pela espiritualização levava a autoflagelações corporais tão impactantes, que não raramente resultavam na morte dos indivíduos.

*O que é um Casal Baunilha? No linguajar BDSM, aqueles que praticam sexo sob o cânone do papai-mamãe.


**Preferências de Sasha Gray.

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