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2 de abr de 2011

Botões de pânico que precisamos desesperadamente nos dias atuais.

A sociedade tecnológica se complicou de tal maneira, que se qualquer um quiser sumir do mapa não poderá fazê-lo, pois os seus rastros digitais deixam pegadas de elefante que são praticamente impossíveis de se apagar. Se por um lado isto ajuda a polícia a pegar os criminosos e terroristas, por outro, torna qualquer cidadão de bem um refém nas mãos dos estados totalitários.

Para resolver diversos problemas gerados pela emergência das novas tecnologias, seria necessário inventar uns dispositivos de destruição informacional que garantissem a privacidade das vítimas. Volto a dizer, tais botões de pânico podem ser usados tanto por pessoas honestas que se veem num beco sem saída, quanto por criminosos ansiosos para apagar rapidamente os vestígios dos seus delitos.

Autodestruição de dispositivos móveis.
Cada vez mais os dispositivos comunicacionais portáteis estão substituindo a carteira dos sujeitos, já que nele estão armazenadas as vidas íntima, financeira, política, emocional, intelectual, etc. Ou seja, quando um celular cai nas mãos erradas, a tragédia está deflagrada.

Para resolver definitivamente a nossa constante aflição de termos a nossa vida portátil roubada ou simplesmente perdida, e antes que toda aquela montanha informacional possa causar prejuízos incalculáveis, proponho um comando de autodestruição remoto que possa ser acionando no momento em nos víssemos privados do gadget. No instante em que o dispositivo fosse ligado, um determinado código seria repassado remotamente pela operadora de telefonia ou provedor de internet e deletaria permanentemente todos os dados armazenados na memória.

Computador.
Nas nossas casas temos armazenado nos nossos computadores mais intimidades do que concebíamos anos atrás como o “livro da vida”. No entanto, a qualquer momento os HDs que contém a nossa história podem cair em mãos erradas. A única solução para destruir rapidamente os dados de um disco rígido é a destruição física do meio de armazenamento.
O problema de depender de um botão de pânico numa situação de emergência, é que nem sempre poderemos estar ao lado do computador para acioná-lo.
Então, a solução mais viável, que vai além de criptografar e descriptografar on-the-fly os diretórios de dados sensíveis (solução oferecida no mercado), seria o acoplamento de um dispositivo de autodestruição no HD que seria acionado caso o dispositivo fosse inicializado sem a devida senha.
9 maneiras seguras e inseguras de apagar dados do Disco Rígido-HD.

Vida digital.
Se antigamente as coisas eram simples, quando tínhamos que resguardar apenas os dados armazenados nas nossas casas, hoje com a computação na nuvem, vemos as nossas vidas espalhadas por “n” servidores localizados nos mais diferentes lugares pelo planeta. Algo que comprova o quanto temos a história pessoal jogada em Blogs, Facebook, Orkut, Twitter, Flickr, MySpace, etc, é o fato dos departamentos de RH das empresas fazerem buscas na rede antes de contratar um candidato. Assim, as suas “referências digitais” vão determinar, ou não, a contratação.

É o que acontece quando uma pessoa quer simplesmente sumir do mapa em termos digitais? E o que acontece com os mortos que continuam ad eaternum “atuando” nas Redes Sociais. Agora mesmo vejo que o perfil da atriz Cibele Dorsa continua ativíssimo no Twitter, Facebook, talvez até arrebanhando novas almas amigas.

A solução para estes problemas seria um botão de suicídio virtual que disparasse busca e destruição pela rede a fora. Alguns sites já oferecem este tipo de serviço, mas é algo incipiente e fragmentário demais que não chega a aniquilar todas as vidas virtuais possíveis.
Site ajuda usuário a fazer "suicídio virtual".

Carro.
Sinceramente, diante das ameaças que um motorista enfrenta no dia a dia urbano, não sei qual seria o melhor botão de pânico automotivo: se o tradicional, que deflagra monitoramento por satélite, aciona alarmes, perfaz bloqueio remoto, aciona a polícia, etc, ou simplesmente um botão que desligue toda esta parafernália e simplesmente permita que o carro seja entregue descomplicadamente aos bandidos e a nossa vida seja poupada.
O que você acha? O que vale mais, um bem físico ou a vida? Caso o seu carro seja sequestrado com você dentro, talvez a última coisa que queira é se ver num fogo cruzado entre polícia e criminosos porque o seu carro simplesmente dedurou o incidente e forneceu as coordenadas exatas do seu paradeiro. Não sei, para decidir sobre qual o botão certo, só se colocando na posição do cabra com uma arma apontada para a sua cabeça – aparentemente, o sujeito não iria querer a mínima complicação naquele momento.
Alarme de carro: uma arma apontada contra a sua cabeça.

Centrais nucleares.
O recente episódio tectônico ocorrido em Fukushima-Japão, que abalou a Usina Nuclear de Daichi, serve de alerta para o fato de centrais nucleares deste tipo serem pegas de surpresa por uma catástrofe natural estando em pleno funcionamento. Precisamos de um botão de pânico para conter as nossas demandas por eletricidade, ou para desligar rapidamente as usinas nucleares diante de eventos climáticos massivos?

Agora, 25 anos depois do desastre de Chernobyl-Pripyat-Ucrânia, quando a humanidade já estava se acostumando com as usinas nucleares, novamente apertaram o nosso botão de pânico, desta feita, a natureza em sua sábia capacidade de nos mostrar o nosso verdadeiro lugar neste planeta.
Chernobyl se torna cidade fantasma 25 anos após desastre nuclear.

Um comentário:

  1. Na minha opinião os sistemas antifurto de automóveis deveriam funcionar de maneira diferente: ao ser comunicado o roubo ou furto, antes de mais nada, o sistema acionaria a polícia e a viatura mais próxima do veículo roubado; depois disso, o dispositivo travaria todas as portas, subiria todos os vidros e só desligaria o motor ao passar próximo à viatura já devidamente informada do roubo. Isso impediria a fuga dos ladrões e caracterizaria o flagrante.

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