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17 de ago de 2011

Mimosidades tecnológicas que não voltam mais.

Quando a geração atual acessa a barra programa e aperta no desenho do disquete para salvar o arquivo, não entende o que significou um disquete na vida dos mais velhinhos. Por isto, para injetar elementos na memória de uns e refrescar a de outros, trago algumas preciosidades da era analógica que deixam saudades.

Controle remoto com fio.

O primeiro modelo de videocassete comercializado no Brasil era equipado com um controle remoto com fio de 3 metros, nos bons tempos da década de 80! Uma tia comprou um Sharp destes e a única maneira de adquiri-lo (porque tinha fila de espera) foi entrando num consórcio da fábrica e dando de lance o valor total do equipamento!
História do videocassete.

Rebobinador de fita VHS.
A manutenção de fitas de vídeo implicava no rebobinamento de tempos em tempos e para isto existiam aparelhinhos que automatizavam o serviço. Além disto, algumas locadoras de vídeo exigiam que as fitas fossem entregues rebobinadas, pois do contrário, o freguês era penalizado com uma “taxa de rebobinamento”.

Copiador de fita K7.
No final da era analógica, os aparelhos de som vinham com dois toca-fitas, justamente para fazer cópia de fita para fita, o que sempre acabava detonando ainda mais a qualidade do áudio, que nunca foi grande coisa nas fitas K7.

Pirataria de disco de Vinil.
Alguns malucos se davam ao luxo de copiar discos de vinil, acho que isto nunca aconteceu no Brasil, porque o processo exige uma bela infraestrutura.
How Vinyl Records Are Made-And How to Pirate (Copy) A Vinyl Record.

Imagem de alta definição da era analógica.
Imagine gravar num disco ótico as informações analógicas de um filme? Esta foi a proposta do formado Vídeo Disco, que consistia num discão de 2 lados e uma imagem um pouco melhorada em relação às fitas de vídeo. Alguns lançamentos de filmes e shows feitos sob o selo Criterion não foram superados até hoje.
Videodisco, incompreendido e aposentado
Leonard Nimoy apresenta o Vídeo Disco (vale a pena assistir todo o vídeo, e o inglês é perfeitamente compreensível pois o Sr. Spock tem uma dicção irrepreensível):


Emendar fita K7.
Eventualmente, você tinha uma fita “filha de mãe viúva” que era mastigada pelo mecanismo no começo (quase sempre no começo). Então, a solução era retirar a parte danificada e fixar novamente a parte boa no rolo. Caso o dano ou rompimento acontecesse mais no meio, sempre tinha o recurso de emendar a fita com um pingo de superbonder.
How to fix an audio cassette repair guide.

Gravar dados em fita K7.
Usei um gravador igualzinho a este para gravar programas escritos em Basic e joguinhos gerados num computador de 8 bits CP-400 II fabricado pela Prológica. Ele foi criado pela Sharp especificamente para este fim.

… e para não dizerem que não falei em disquetes.
Meu teclado musical Yamaha DGX-300 possui um drive de disquete 3,5” totalmente operacional e tenho alguns disquetes contendo músicas gravadas.

Um comentário:

  1. Isaías, depois dessa postagem, cheguei à seguinte conclusão: você está velho.

    Sem mais, meritíssimo!

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