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26 de ago. de 2012

Conheça as letras miúdas antes de cair no golpe do carro usado


Não é todo mundo predestinado a comprar um carro zero na concessionária, sem se preocupar com a origem do produto. À maioria dos compradores resta a opção mais viável economicamente de garimpar um bom veículo no mercado de usados e chuliar para que ele, além de estar em boas condições mecânicas, não seja um golpe.

Por isso, nesse mercado cão onde o picareta que menos corre voa, o estabelecimento de vínculos de confiança com o vendedor, que apesar de ser um bom começo, nem sempre é o suficiente. Assim, o comprador deve se inteirar das maracutaias do negócio e saber que algumas delas não são apenas frutos do jeitinho brasileiro, mas práticas criminosas que podem levá-lo às barras dos tribunais e à cadeia.

Carro baixado
Significa que o órgão de trânsito deu baixa no veículo e ele não pode mais circular nas ruas, o seu RENAVAM é apagado do sistema. Tais carros são então leiloados como sucata. No entanto, alguns arrematadores podem colocá-los de volta ao mercado de maneira ilegal, usando um dos inúmeros subterfúgios existentes.

Carro Finan, FN, NP, Tumulto
Um carro Finan, como aparece nas letras miúdas de vários anúncios está com um financiamento em aberto. Até aí tudo bem, pois é completamente lícito vender veículos que não tenham sido quitados.
Os problemas passam a ocorrer com os NP, ou seja os financiamentos que não foram pagos. A procedência desses veículos é normalmente de indivíduos que contraem financiamentos bancários e jamais pagam nenhuma parcela, pois se tratam de laranjas usados por quadrilhas especializadas em vender carros com financiamentos pendentes.
Ora, as financeiras somente conseguem a liberação de Busca e Apreensão depois de 2 anos, o que dá uma margem para as pessoas continuarem trafegando nas ruas com carros novos comprados a preço de banana.
O grande problema acontece quando o comprador é ludibriado e não toma conhecimento do financiamento pendente, apesar de ter pago praticamente o valor de mercado. Neste caso, ele não verá nenhuma vantagem em tentar negociar com o Banco o pagamento do financiamento, pois terminaria pagando mais pelo usado do que por um novo.

Carro BA
O próximo estágio de um veículo com financiamento não pago é a emissão do documento de Busca e Apreensão pela justiça. Quando isso ocorre, o carro não pode ter a sua licença renovada e pode ser apreendido a qualquer momento numa blitz policial. Alguns garagistas desonestos anunciam explicitamente nos jornais carros em BA e o possível comprador deveria saber que além de correr o risco de perder o veículo, pode ser processado por receptação.

Carro de enchente
Quando você vê na TV aquelas enchentes monstruosas no sudeste com um monte de carros boiando, saiba que muitos deles não têm seguro e seus donos mandam dar uma consertada básica para desová-los no mercado, logicamente com preços altamente atrativos. Quem entra num rabo de foguete desses, vai se encrencar feio porque tais veículos vão dar problemas pelo resto da sua vida útil.
Pergunta intrigante: é possível comprar um carro zerinho que tenha passado pela enchente? Nos fóruns de reclamações há suspeitas nesse sentido, pois eventualmente os pátios das montadoras são inundados e também os das concessionárias, conforme esse relato.

Carro alienado
É um carro cuja dívida com o banco ainda não foi quitada, portanto, a posse do veículo não pode ser transferida. Essa situação é fácil de ser verificada, pois consta no documento de propriedade. A coisa não é tão simples assim quando o documento é fraudulentamente "esquentado" por agentes corruptos do DETRAN cooptados por quadrilhas.

Carro Clonado
Carro clonado é aquele que é roubado e posteriormente recebe número de chassi, placas, número impresso nos vidros, tudo igual a um carro original que está trafegando normalmente. Para não despertar suspeitas, os criminosos vendem este tipo de carro por preços bem vantajosos, mas não muito abaixo do valor de mercado para não dar na vista.

Carro PT (perda total)
Você compra um carro espetacular, com baixa quilometragem e na hora de fazer o seguro, a seguradora se recusa a fazê-lo, pois no cadastro deles aquele número de chassi como veículo sinistrado. Logo, é muito saudável ficar com um pé atrás antes de abraçar uma oferta tentadora.

Carro Salvado
As quadrilhas compram carros destruídos por uma ninharia, mas com a documentação em dia, e tratam de roubar carros idênticos para "vestir" a sucata. O problema são os crimes necessários para perpetrar a "vestimenta", que acabam estourando no infeliz comprador quando a fraude é descoberta.

Carro "esquentado"
Veículo roubado que recebe legalização fraudulenta, ou de documentos roubados do DETRAN.

Carro bichado de fábrica
Você lê as histórias de terror por aí de consumidores que têm o azar de comprar carros zero que se tornam "amantes" da graxa. Pois é, se depois de 6 meses ou 1 ano o dono resolve assumir o prejuízo da troca prematura e desovar o bichado no mercado, o 2º dono vai abraçar o mico sem saber no que está caindo.
Se você está vivamente interessado em comprar um semi-novo com baixa quilometragem, tente levantar a história do carro na concessionária onde ele foi atendido. O histórico demonstrará se ele é um bichado ou se apenas o dono não gostou do carro.

Antídoto para não cair no golpe do carro usado
Em 1º lugar você não deveria trafegar com um veículo sem seguro. Em 2º, é altamente recomendável que você faça o seguro num corretor e sempre o mesmo, pois assim vocês estabelecem laços de confiança mútua.
Sob esta perspectiva, a nossa corretora deu o seguinte conselho: jamais fechar o negócio num veículo usado antes de fornecer ao corretor o número do chassi, para que ele faça uma varredura no seu histórico.
Os corretores tem acesso inclusive às fotos, quando é caso de automóvel sinistrado. Nessa situação as seguradoras se recusam a efetuar a cobertura. Se os compradores procedessem preventivamente, certamente a quantidade de golpes decairia na praça.

19 de ago. de 2012

Como definir comportamento sexual sóbrio em casos de vício em sexo?


Uma corrente de especialistas da psicologia propõe que o século XXI seja considerado o da compulsão, assim como atribuem ao século XX a primazia da depressão.
Ora, tudo isso ocorre concomitantemente à irrupção da era do prazer ilimitado, em que somos instigados pela mídia a satisfazermos todos os desejos que o nosso dinheiro possa pagar. A piorar o quadro, somos bombardeados ao longo das 24 horas do dia pela pornografia, seja através de canais de TV ou pela internet. Acrescente-se a isso as inúmeras facilidades para encetarmos relações sexuais virtuais através dos recursos oferecidos pelos serviços de comunicação instantânea, e temos um verdadeiro nascedouro de compulsivos sexuais.

A fronteira nebulosa da ação proibida que você tem que continuar fazendo
Ao contrário do álcool, cocaína, crack, heroína, que alcançam unanimidade quanto à sua abstenção, o celibato não é a saída mais factível, mesmo que a sua adoção seja necessária nos primeiros meses.

Masturbação
Consumir imagens e vídeos na internet e/ou interagir com parceiros reais através do sexo virtual representa um dos aspectos mais recorrentes na via crucis da compulsão. Certamente a auto estimulação erótica é companheira umbilical da masturbação, fato que determina o seu banimento de um bom programa de recuperação de viciados sexuais, principalmente aqueles que tenham enveredado pela masturbação compulsiva.

Como selar um pacto pela sobriedade sexual?
Planejar o após para o viciado sexual é como caminhar no fio da navalha, por isso qualquer programa, que sonhe com alguma chance de sucesso, deverá conquistar a inteira cumplicidade do paciente – do qual será exigida em grande dose sacrifícios e renúncias.

Logo, a reentrada na atmosfera da vida normal exige o cumprimento de uma lista nevrálgica de comportamentos permitidos, praticamente todos eles constantes das condutas consideradas moralmente aceitáveis pela sociedade:
- obviamente, o consumo de pornografia em todas as suas formas deve ser estancado;
- a compra de serviços de profissionais do sexo tem que terminar;
- o sexo fortuito perpetrado com múltiplos parceiros é intolerável num programa de recuperação e qualquer recaída deve ser tratada sob a ótica dos 12 passos;
- é altamente recomendável ao paciente a adoção de uma relação monogâmica duplamente fiel;
- renúncia a todo o tipo de depravação e bizarrices – sexo grupal, fetiches, orgias, barebacking, maratonas sexuais, BDSM, zoofilia, taras (parafilias), etc.

Como a compulsão não tem cura, só controle, o programa deve ser repactuado diariamente, para que possa ter chance de se estender pelo resto da vida.

Referência:

10 de ago. de 2012

Bem vindo à Sociedade do Espetáculo!

Silicones voadores: tão leves e insustentavelmente empinados, que se desmancham no ar!

Recuso-me a ser negativista, tampouco niilista, talvez cedendo à tentação de um pouco dos dois, enquanto contemplo a sociedade que se desmancha num eterno e retardado presente.

O tempo aqui e agora é definido pela duração do tempo dispendido nas redes sociais, onde o sexo é alimentado a pixels e o prestígio é proporcionalmente quantificado pelo número de "amigos" desconhecidos e tantos likes que consiga ecoar.

Estou perplexo diante da ausência de ausência. Não encontro mais ninguém de olhos perdidos no horizonte, nas esquinas e quebradas, uma vez que todos se mantêm fixos de pescoços inclinados, olhos esbugalhados na telinha iluminada do eterno instante.

Conexão, já não necessariamente Liga-Yoni, se transformou num fim em si mesmo, onipresente – sem lugar para o cérebro divagante.

A imagem autoexplicativa talvez explique a falta de vazio gerada pela desnecessidade de respostas, afinal, todas as revoluções fracassaram.

Quando caiu o muro de Berlim, o ocidente se limitou a correr para o lado da cortina de ferro e plantar McDonald's, Versace, Louis Vuitton; arrastando consigo as promessas da nova aurora que nunca se consumam.

Por isso permanecemos boquiabertos dentro da crise autogeradora, porque nos viciamos na adrenalina da ânsia de esperar a materialização do empurrãozinho, a tacada final que nos guindaria a reis na sociedade do espetáculo, este que se apresenta eternamente jovem, turbinado, rico, feliz... como numa imagem midiática de novela ou propaganda de margarina.  

Toda a perplexidade de um tempo sem passado nem história foi visionariamente expressada por Guy Debord em 1967, na pré-história da internet, numa época em que os microdispositivos comunicacionais se restringiam a objetos impalpáveis da ficção científica.
Livro disponível online: A Sociedade do Espetáculo

6 de ago. de 2012

Advertências fortes do FDA contra implantes mamários de silicone e salinos


Os americanos têm fama de pragmáticos e o documento contendo precauções a respeito do procedimento estético de implantação de próteses comprova isso; assim, qualquer cidadã que resolve se submeter à uma cirurgia desnecessária, apenas com o objetivo de por em dia o seu ego, corre os mesmos riscos dos procedimentos imprescindíveis - e nos EUA tem que arcar com a omissão dos planos de saúde quando tudo dá errado.

Os objetivos subjacentes a esse tipo de advertência se dão em dois níveis: o primeiro é instrumentar juridicamente o aparato médico contra possíveis investidas nas barras dos tribunais e o segundo é desonerar os planos de saúde dos custos de futuros procedimentos médicos demandados pelos exames específicos (ressonância magnética – item 8) e cirurgias de troca ou retirada definitiva.

Para tanto, o FDA (órgão de controle de alimentos e drogas dos EUA) elenca diversos fatores que desencorajam tais cirurgias eletivas com fim puramente estético:

1) Os implantes mamários não duram a vida inteira; quanto maior o tempo decorrido, maior será a probabilidade de que eles devam ser removidos;

2) os riscos de complicações e efeitos adversos aumentam proporcionalmente ao tempo decorrido desde a implantação;

3) as complicações mais comuns são a necessidade de refazer a operação para a troca do implante devido a vazamento ou ruptura. Outros problemas são formação de vincos nos implantes, contratura capsular, assimetria, flacidez, formação de queloides na cicatriz, dor e infecção na cicatriz, etc.;

4) a paciente deve estar ciente de que certamente necessitará de cirurgias futuras, logicamente, incorrendo nos mesmos riscos dos procedimentos de grande porte feitos sob anestesia geral;

5) os implantes provocam danos irreversíveis nos seios originais, ou seja, torna-se impossível voltar ao estado original;

6) se por alguma razão os implantes tiverem que ser removidos e não puderem ser renovados, a paciente conviverá pelo resto da vida com irregularidades na silhueta dos seios sob a forma de marcas, irregularidades, perda de tecido mamário e outros prejuízos estéticos irreversíveis –caso não seja feita a reconstrução mamária;
Mulher de 29 anos 1 ano depois da remoção dos implantes de silicone que não se submeteu ao procedimento de reconstrução mamária (provavelmente negado pelo Plano de Saúde da paciente).
7) a portadora de implantes deve monitorar as próteses pelo resto da sua vida. Caso a paciente note alguma anormalidade nos seus seios, deve procurar o seu médico imediatamente;

8) a portadora de próteses mamárias com preenchimento à base de gel de silicone deverá se submeter regulamente a exames de RNM (Ressonância Nuclear Magnética) para detectar vazamentos ou rupturas na capsula, que por serem assintomáticas são chamadas de "rupturas silenciosas". O FDA recomenda que a RNM seja feita no prazo 3 anos depois da implantação e posteriormente, a cada 2 anos. Vale notar que, como o exame de Ressonância Magnética é dispendioso, por isso os planos de saúde podem se recusar a cobri-lo;

9) as portadoras de próteses mamárias têm aumentado o risco de desenvolverem um tipo raro de câncer denominado Linfoma Anaplásico (LACG) de Célula Grande no tecido mamário circundante ao implante. O LACG não é considerado um câncer de seio. As mulheres diagnosticadas com LAGC devem passar por tratamento cirúrgico, quimioterapia e radioterapia.

O texto omite outros possíveis males causados pelo silicone, tais como transtornos psicológicos de não aceitação da nova imagem, reações imunológicas, fibromialgia (dores intensas e difusas sem causa aparente), suicídio e outros problemas crônicos que na maioria dos casos jamais são associados aos implantes:

Quando o arrependimento é a última porta aberta...

Referências dos textos publicados pelo FDA:

3 de ago. de 2012

Facebook e Redes Sociais na consumação dos 7 pecados capitais


Numa acepção laica, pecado é todo usufruto prazeroso que causa forte dor depois da sua consumação. E por falar em prazer, estudos indicam que a conexão instantânea promovida pelas Redes Sociais provoca no indivíduo picos de sensações análogos aos produzidos pelo ato sexual, por isso podemos falar em compulsão, por isso a mania conectiva tende a descambar para um vício similar à drogadição.

Assim, fica a dica: se você sente necessidade incessante de renovar um prazer, mesmo à custa de relações sociais verdadeiras, fique atento ao que lerá mais abaixo.

Gula
Se o Facebook engordasse, eu pesaria toneladas! São tantas as fotos de comida publicadas pelos meus amigos, que se comesse toda aquela montanha de lixo certamente ultrapassaria as 20.000 calorias/dia. Falando sério, falta um estudo científico para identificar os motivos que levam as pessoas a publicarem fotos das suas orgias gastronômicas.
Contraveneno: decida não comer lixo e estará vacinado contra as gulodices publicadas por seus amigos. Atenção, se você já passou dos 40, esse mandamento tem que entrar na categoria de imperativo categórico!

Orgulho
Há casos de usuários que têm pagado caro por manifestarem esse pecado e os exemplos não param de acontecer. Casos de assalto e até sequestro são motivados pela ostentação dos usuários, basta colocar na pesquisa do Google os seguintes termos "facebook assalto" para você ver o quanto um pecado pode ser danoso.
Contraveneno: mesmo que o desejo de ostentar suba as paredes, controle a tentação de publicar imagens das jóias da rainha, seu carro novo, casa, bens, etc., pois é o único método de evitar perdas futuras.

Inveja
Nas épocas de férias é batata! Lá se vão os seus amiguinhos em pomposas viagens por outros continentes visitando paraísos naturais e cidades paradisíacas. Como não sentir inveja enquanto você moureja duro em cima da cadeira do escritório? Resta olhar pela janela (na direção daquele muro infecto) e imaginar a paisagem fascinante da praia grega que você acabou de ver no perfil do seu amiguinho sortudo.
Contraveneno: como não sentir tristeza diante da alegria alheia? Quem tiver o método, por favor compareça! Talvez o uso menos intensivo das redes sociais seja o grande remédio para não nos deixarmos cair em tentação.

Cobiça
Seus amigos compram carrões novos e moram em mansões nababescas, logo, além da inveja básica pinta aquela vontade louca de atingir o topo. Isso é o demônio da cobiça corroendo a sua mente!
Contraveneno: o único antídoto eficaz contra a sufocante ânsia de ser rico é racionalizar a atividade stalker nas redes sociais, ou seja, diminuir o seu tempo de exposição à ostentação dos seus amigos.

Preguiça
Definitivamente, ela é o pior demônio que se apossa dos usuários viciados do Facebook. Faça as contas de quantas horas você perde por dia na rede e terá uma pálida ideia porque a sua produtividade se aproxima perigosamente do zero absoluto.
Contraveneno: sem controle não há salvação. Em face das inúmeras horas perdidas interagindo nas Redes Sociais, resolvi cortar o problema pela raiz instalando o utilíssimo plugin StayFocusd. Com ele você pode limitar o vício em, digamos, uma hora por dia no meu caso, e reservar o resto das horas para produzir algo útil.
O link acima remete ao aplicativo do Chrome, mas se você usa outro navegador é só procurar a palavra-chave no Google para acessá-lo na versão do seu browser.

Ira
Se você se dá ao luxo de entrar em flames, bate-bocas, debates políticos, embates ideológicos, defende causas e outras formas sanguíneas de manifestação, logicamente dá vazão ao demônio da ira que suga as suas energias criativas até à última gota.
Exemplo de ira é este printscreen de uma série do tuites em que uma usuária espezinha pesadamente os atributos físicos da outra.
Contraveneno: alimentar brigas (flames) na internet não só é inútil, como prejudicial, pois sempre há um psicopata com intenções de transpor a querela ao mundo real. Por isso, todo o cuidado é pouco na hora de colecionar inimigos virtuais, pois algum deles pode bater na sua porta.

Luxúria
Há amigos do Facebook que só têm sexo, sexo e mais sexo na cabeça, por isso eles vivem publicando imagens eróticas e até pornográficas. Ora, quem se deixa arrastar pelo sexo virtual o tempo inteiro, naturalmente vê a sua performance produtiva cair catastroficamente.
Contraveneno: o vício em pornografia é um dos transtornos mais degradantes e incapacitantes, bastar ler os desesperantes relatos dos viciados para vislumbrar como repetem exaustivamente os mesmos bordões de sofrimento:

1 de ago. de 2012

Coisas que os filmes de Hollywood nos ensinam


Hollywood é uma escola irônica que nos transforma em seus eternos aprendizes! Naturalmente, uma escola imbuída de forte conteúdo ideológico capitalista selvagem, mas cujos produtos consumimos alegremente, quase como porções de McDonald's mentais, talvez por virem embalados suntuosamente em imagens de sonhos, as mesmas que moldam o nosso ideário e nos fazem ver o mundo de uma maneira peculiarmente USA. Mas, que diabos, um cara precisa de um pouco de diversão e nisso os Ianques são os melhores!

Desconfie do seu amigo valentão, pois ele pode ser você em plena crise esquizofrênica.
Filme: Clube da Luta

Todos os ricos do Havaí parecem vagabundos.
Filme: Os Descendentes

A melhor genética é a natural, originária do velho sexo papai/mamãe – se você tiver um irmão gerado por engenharia genética, certamente as suas capacidades serão menores do que as suas.
Filme: Gattaca

Jamais se deixe apaixonar pela mulher de um gangster japonês... ou aguente as consequências.
Filme: Paixão Proibida

Nunca confie no Diabo.
Filmes: O Endiabrado
O Julgamento do Diabo

Gerar cópias de corpos para que seus órgãos sejam transplantados nos seus donos pode deflagrar a revolta dos clones.
Filme: A Ilha

Desconfie de algo muito errado no tecido da realidade quando a sua vida é um mar de rosas imperturbável.
Filme: Vanilla Sky

É errôneo conceber a realidade como algo concreto e monolítico. Você, nesses instantes, está "dentro" ou "fora" da coisa toda (sistema)?
Filme: Matrix

Um jantar serve para tudo, menos para comer.
Filme: Meu Jantar com André

Os Deuses são cheios de fraquezas humanas.
Filme: Thor

Não confie na Igreja Católica.
Filme: O Código Da Vinci

Um grave transtorno psicológico tal como o da dupla personalidade pode transformá-lo num herói.
Filme: Hulk

O vampiro bonzinho que nunca chupa sangue de humanos, vira humano no final.
Filme: 2012 O Ano da Extinção

Um dia você descobre que ser julgado por crimes que ainda não aconteceram é uma merda.
Filme: Majority Report

Gostar de coisas ao velho estilo, tais como teimar em dirigir o próprio carro e desconfiar de robôs pode ser de grande valia na hora de desvendar uma conspiração organizada por um computador.
Filme: Eu, Robô

29 de jul. de 2012

A reconquista do IMC normal!


A imagem acima compara uma foto tirada em 14 de maio de 2010 com outra tirada em 28 de julho de 2012. Entre estas duas datas há uma mudança no valor do índice de massa corporal (IMC) de 29,71 para 24,70.

Vale lembrar que os valores de IMC entre 25 e 29,9 são considerados sobrepeso, enquanto o IMC acima de 30,0 já é considerado obesidade. Os valores entre 18,5 e 24,9 são considerados “peso ideal”.

Mudar da periferia da obesidade para a periferia do peso ideal tem exigido determinação e radicalidade. 
Esta é uma batalha em muitas frentes, especialmente quando travada após os quarenta anos de idade.

Aos dezoito anos atingi a obesidade, mas com algumas mudanças que classifico como ‘Dieta Ecológica’ aos 22 anos atingi o IMC 23 e nele fiquei até os trinta anos, quando fiquei variando entre IMC 24 e 25.

Porém, a partir de 2007 as mudanças hormonais me levaram ao limiar da obesidade, sem haver grandes alterações na “Dieta Ecológica”. Isto foi muito frustrante e até pensei em deixar tudo como estava assumindo esta forma mais rotunda. Porém, consegui encontrar outro padrão para minha Dieta Ecológica, que  me permitiu, gradativamente, a reconquistar o IMC normal .

Como muitas pessoas enfrentam o mesmo problema, quero nesta postagem compartilhar esta caminhada de ajuste etário da dieta ecológica. O conceito de dieta ecológica é a busca do equilíbrio para que o corpo se cure por si mesmo, então ela representa uma mudança definitiva no padrão de comportamento e não apenas um intervalo para uma volta ao passado.

Estabeleci na dieta ecológica 10 passos básicos: 1º - redescoberta e valorização da beleza pessoal; 2º - construção de um estado de paz com o corpo; 3º - nunca utilizar moderadores de apetite; 4º - pautar-se pelo valor nutritivo dos alimentos e não pelo seu valor calórico; 5º - não comer distraidamente; 6º - reduzir os níveis de sal ao recomendado pela OMS (máximo de 6 g/dia); 7º - reduzir o tamanho do estômago subdividindo os alimentos em maior número de refeições; 8º - reduzir o consumo de leite e derivados, optando por fontes alternativas de cálcio; 9º - manter uma dieta diversificada e 10º - exercitar-se diariamente (os links para maiores esclarecimentos sobre cada passo estão na postagem “Top 10 da DietaEcológica”).

Seguir tais passos exige uma postura espartana, com algumas possibilidades de ‘quebra’, porém alguns critérios devem ser diferentes, dependendo da faixa etária.
Assim, entre os 20 e 30 anos, nunca me preocupei com a quantidade dos alimentos, apenas com sua qualidade e com certa frequência quebrava o padrão, indo jantar numa pizzaria, por exemplo, sem me preocupar em compensar, apenas retornava aos alimentos integrais com pouco sal e açúcar, mantendo o IMC 23 sem estresse.

Este mesmo padrão mantido entre os 30 e 40 anos, me guindou para os limites do sobrepeso e, após os quarenta, não conseguia mais sair do sobrepeso e chegava ao limiar da obesidade.

Algumas vezes, eu introduzi mudanças e reduzia em torno de 6 a 7 kg, mas não saía do sobrepeso e voltava a engordar. Então foi preciso mudar e radicalizar alguns hábitos, isso garantiu que no período de 2 anos reduzisse quase 12 kg, mudando do manequim 44 para o 40.

Em primeiro lugar, deixei de fazer uma refeição livre por semana, onde comia até um pratinho de sobremesa. Tal refeição era feita no dia de semana em que não almoço em casa. Desde agosto de 2010 substitui o restaurante convencional por um espaço da Herbalife e, assim, ao substituir apenas uma refeição por semana, em 6 meses reduzi medidas e consegui recuperar o jeans tamanho 42.

A partir do início de 2011 comecei a fazer uma dieta de 1200 quilo calorias (kcal) na primeira semana do mês e nas demais semanas apenas fazia o controle básico. Isto garantiu que o peso perdido em 2010 não fosse readquirido e que o tal jeans se tornasse mais confortável.

Em janeiro de 2012 fiz um novo ajuste de redução da quantidade de alimentos, já que a redução de ingestão calórica é, comprovadamente, um fator de longevidade e melhor saúde. Assim, enquanto na semana da dieta a ingestão calórica gira em torno das 900 a 1000 kcal, no restante do mês consumo cerca de 1500 kcal. 

Além disso, substituo 2 refeições pelos shakes da Herbalife na semana e não consumo farináceos após as 19 horas. Estes procedimentos favoreceram a perda de peso e redução de medidas, fazendo com que o jeans 42 se tornasse muito largo e o tamanho 40 ficasse confortável.

Outro fator relevante é a periodicidade em que me permito quebrar o padrão e fazer uma refeição livre. Se, antes dos trinta anos, isso podia ocorrer semanalmente, depois dos quarenta, não pode ocorrer em intervalos menores do que 90 dias, porque a partir desta idade ou se está tentando perder peso ou engordando, não tem mais meio termo.

A conquista e manutenção do IMC normal é um compromisso diário de evitar comida lixo, ingerir pouca quantidade de calorias e exercitar-se. Mesmo nas raras refeições em que abrimos mão da qualidade dos alimentos, não podemos nunca abusar da quantidade.

Todavia, isso não significa viver num estado de frustração, pois o IMC normal traz um bem-estar físico muito grande com melhor disposição e mais energia. Além disso, verificar que diferentes modelos de roupas caem bem, sempre nos deixa mais alegres.

Em resumo, após os 40 anos é essencial fazer os seguintes ajustes na dieta ecológica: 1º eliminar a refeição “livre” semanal; 2º substituir duas refeições semanais por Shake da Herbalife; 3º fazer sete dias de dieta com 1000 kcal diárias por mês; 4º exercitar-se, no mínimo, três vezes por semana; 5º não quebrar a dieta por mais de uma refeição em períodos menores do que 90 dias; 6º reduzir a ingestão diária para 1500 kcal e 7º entender que esta é uma opção para sempre.

Por Gladis Franck da Cunha.

19 de jul. de 2012

Como entender os maiores sonhos das mulheres?


Conhecer as mulheres é possuir o mapa da mina, pois além de adquirirmos o poder de adentrar aos seus corações, as chaves desse conhecimento abrem outras portas, tais como a da existência tranquila, do conforto, das oportunidades, etc. Pois, nascemos de mulher, somos criados por mulheres, aprendemos com mulheres, nos tornamos um só corpo e carne (completitude) com uma mulher e provavelmente (desejavelmente) morreremos nos braços de uma mulher.

Não engordar comendo tudo de bom
Rezam as tradições que mulheres e homens passam a engordar no mínimo meio quilo por ano após os 30 anos. Ora, sabendo-se que à medida que avança a idade a fome aumenta na proporção das oportunidades de confraternizações com os amigos e recursos financeiros disponíveis para a satisfação das fantasias gastronômicas mais exóticas. Quis o destino que as pessoas devam se privar mais e mais dos quitutes e guloseimas em nome da boa forma... ou aderirem de vez à forma de tanquinho... de guerra.
A propósito desse item, encontrei nas redes sociais esta epígrafe, escrita obviamente por uma mulher: homens, não fiquem achando que o maior sonho das mulheres é encontrar o príncipe encantado. Elas querem é comer de tudo sem engordar.

Realização: independentemente do crivo estético, a saúde é o que mais importa. Então, se a elevação do peso corporal te deixa sem fôlego, provoca insônia, dores nas articulações, palpitações, taquicardia, etc., então podemos parar de falar de estética e passar para a necessidade urgente das pessoas aprenderem a lutar para sair do triste time do contingente de mais de 50% da população na faixa do sobrepeso.

Vestir 36
A decorrência natural do "não engordar comendo tudo de bom" é conseguir entrar nesse número mágico ambicionado por dez entre cada dez mulheres.

Realização: a menos que você tenha uma genética esquálida de Gisele Bündchen, a única alternativa real é virar anoréxica ou se resignar ao número possível.

Dispor de espaço infinito na bolsa
Por mais atulhada que esteja a bolsa de uma mulher, o parceiro sempre pedirá que ceda um espacinho a mais para colocar uma pequena bugiganga que ele se sente geneticamente constrangido de carregar.

Realização: optar por uma bolsa maior para aumentar o número de tralhas e com elas o peso que certamente deformará a coluna, ou encolher as necessidades e levar menos coisas numa bolsa de tamanho mais transportável? Eis a grande questão!

Ter no painel do carro um penduricalho para a bolsa
Efetivamente as montadoras não fazer carros para mulheres, pois raros deles oferecem um gancho para pendurar a onipresente bolsa delas. Contam as lendas que no tempo do Gol quadrado à álcool havia uma cliente que reclamava de constantes falhas do motor depois que ele esquentava. Os mecânicos examinavam, examinavam e nada encontravam, porém a queixa do defeito continuava. Até que um dia o mecânico mais esperto resolver fazer um bota fora com a senhora dirigindo, para tentar matar a charada. Tão logo entraram no carro ele descobriu o motivo das misteriosas falhas... A zelosa mulher, depois de puxar o botão do afogador, pendurava cuidadosamente a sacola no pino e não a retirava ao longo do trajeto, logo, o carburador acabava “afogando”.

Realização: uma vez que as montadoras insistem em desenhar automóveis para homens, onde o painel é bolotas de bolotas que se projetam e se retraem, sem serventia prática alguma, a não ser provocar orgasmos “designísticos” no público masculino, cabe às mulheres escolherem o carro mais de mulherzinha possível, ou seja, aquele modelo que mais se adequa às suas necessidades funcionais.

Que as rugas não voltem após puxar a pele da nuca na frente do espelho
É o gesto delas mais comumente observado na frente espelho e nada mudará isso PER SECULAE SECULORUM.

Realização: independentemente da sua mulher continuar tentando parecer mais jovem no espelho, ame-a como se fosse a última e trate-a como uma princesa. Beije-a todos os dias e abrace-a, como prova de que as marcas deixadas pela passagem dos anos nunca serão óbice diante do amor incondicional e atemporal que você cultiva por ela.

Há outros sonhos e inúmeras frustrações no caminho desses seres maravilhosos, fato que nos deveria incentivar a não torná-los mais insuportáveis do que são. Então, vejo esse como um dos nossos papeis positivos no processo: o de mitigarmos o sofrimento feminino aparentemente arraigado em cima de sensações supérfluas.

11 de jul. de 2012

10 Mandamentos para emagrecer e continuar seco

O brasileiro se tornou obeso, não há como negar, não há famílias que não tenham pelo menos um parente obeso e vários no sobrepeso. Logo, sabendo-se que a epidemia da obesidade não pode ser tratada meramente como um problema estético e sim como uma hecatombe na vida dos indivíduos, listaremos alguns fundamentos para os padecedores do mal devem seguir, se desejam realmente melhorar a qualidade de vida.

1- Não comerás bastante, pois tudo o que é bastante engorda
Quando a minha mulher apareceu na endocrinologista, ela declarou com orgulho: "como bastante salada". Argumento que a Dra. demoliu com a frase acima. Quem come bastante, acostuma a comer bastante. Ou seja, desenvolve a tendência de manter o estômago sempre dilatado, o que favorece futuros enchimentos do pandulho com outras coisas bem mais calóricas do que salada.

6 de jul. de 2012

A arte de comprar (ou não) um piano através de fotos


Dificilmente um estudante de piano consegue um modelo disponível que atenda às necessidades na sua cidade. Então, ele vai para a internet pesquisar modelos e preços e fica embananado diante das milhares de oportunidades, o que é um ledo engano, pois a maioria delas pode ser descartada somente analisando-se criteriosamente as fotos do piano e também do ambiente onde eles estão armazenados. Os tipos de roubadas serão detalhadas abaixo através de fotos ilustrativas de pianos que são oferecidos no Mercado Livre e outros sites de vendas de produtos usados.

Piano armário
Se você se depara com uma foto de um piano atulhado de coisas em cima, provavelmente ele tem sido usado muito mais como armário do que como instrumento musical. No assunto do uso de pianos, o melhor dos mundos é aquele onde o instrumento foi usado continuamente, mas sem exageros.