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10 de mai de 2009

Phoenix, o carro cinético do futuro.


Com a pressão cada vez maior por veículos ecologicamente corretos, pelo menos do mundo dos conceitos estão surgindo respostas de que objetivam maximizar o consumo de energia.

Há muito tempo existe uma tecnologia capaz de transformar qualquer movimento mecânico em energia elétrica. Porém, a guinada da automobilística para a queima de petróleo matou implacavelmente a pesquisa em outras áreas.

Isto foi verdade até hoje, já que os motores elétricos estão voltando à moda. Esta tecnologia permite maior flexibilidade no aproveitamento de energia, uma delas e mais interessantes, e a regeneração de parte da energia produzida pelo movimento do próprio carro.

A energia contida no movimento pode ser captada sob diversas formas, através de cata ventos, usinas hidroelétricas e, especificamente no carro, a utilização cinética mais antiga que se conhece é o alternador e o ar condicionado conectados a uma correia que drena uma parte da potência do motor.

Contudo, a drenagem pura e simples da potência não seria ecologicamente correta. É preciso aproveitar outras energias que não aumentem o gasto de energia e que atualmente são dissipadas sobre a forma de calor.

Há três fontes básicas de energia cinética: frenagem, amortecimento e movimentos de inclinação do chassis. Nos carros convencionais os freios dissipam calor, os amortecedores transferem energia cinética para a viscosidade do óleo de amortecimento e os movimentos do chassis causam desconfortos aos ocupantes do veículo.

Pois bem, surgiu um novo carro-conceito desenhado por Sergio Loureiro, estudante do Colégio Real de Artes de Londres, que incorpora algumas idéias possíveis de virar realidade nos carros do futuro. Trata-se de um carro totalmente elétrico projetado para priorizar o baixo consumo de energia. A economia é obtida graças a um eixo cinético central que capta os movimentos de chassis durante o deslocamento normal do veículo.
O carro-conceito Phoenix é na realidade a junção de duas motocicletas acopladas por um eixo central. Então, todos os movimentos produzidos pela inclinação do veículo são utilizados pelo dispositivo cinético e transformados em eletricidade, que é transferida para as baterias.
Por enquanto as limitações do sistema são óbvias: por ser um carro meramente conceitual, tem espaço para um passageiro, não tem bagageiro e nenhuma das coisas práticas que as pessoas precisam no dia-a-dia.
Mas, se você pensa que os motores cinéticos estão apenas na mente dos designers, se engana redondamente.
Na Fórmula 1 já está funcionando em alguns carros o KERS, que é um dispositivo cinético acoplado às rodas que capta a energia dissipada nas frenagens e a converte em energia elétrica que é armazenada numa bateria. Nas ultrapassagens, o acionamento de um botão no painel transfere 80 cavalos a mais de potência durante mais de 6 segundos. Apesar da simplicidade do conceito, a implementação desta tecnologia na Fórmula 1 tem esbarrado em várias dificuldades técnicas que tornam improvável a sua utilização nos carros de série num futuro próximo.
Por: Isaias Malta.

Links relacionados:
[Tuvie], [Racing.Terra], [TechGuru]

3 comentários:

  1. Olha, achei bem interessante... mas eu não compraria um carro que me separasse da minha namorada. Como fazer no drive-in?

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  2. Fiz questão de dar um exemplo prático da aplicação desta tecnologia para demonstra que ela enfrenta grandes problemas práticos. Uma outra aplicação de regeneração de energia está sendo feita na Austrália, onde a frenagem de caminhões está é acoplada a uma bomba de óleo, que move uma turbina quando um maior torque é exigido do motor. De qualquer maneira, a maioria dos carros-conceito têm tamanho exíguo.

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  3. Se nas grandes cidades fosse aproveitada a energia cinética, poderíamos ter calçadas ou ruas usufruindo dessa tecnologia e alimentando quase de graça carros elétricos e residências, fábricas, etc

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