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7 de out de 2009

Por que a onda Zumbi deu tão certo?

É oportuno perguntar porque o disco mais vendido de todos os tempos, com mais de 100 milhões de cópias vendidas, trata da temática Zumbi. Ora, um grande sucesso jamais emplacaria se não tivesse um grande apelo anímico a provocar identificação nas pessoas.

A conclusão mais óbvia é que Michael Jackson tocou no coração do seu público, apesar de, à primeira vista, o seu tema parecer fantasioso. Todavia, alguma coisa grandiosa, além da genialidade de Jackson, fez o público delirar sob os acordes hipnóticos de Thriller.

A razão do mega sucesso do álbum pode ser explicada pela existência de verdadeiros exércitos de zumbis espalhados pelos mais diferentes recantos do planeta. Será que eu e você somos zumbis também?
Tecnicamente, zumbi é um morto reanimado que se alimenta de corpos vivos. Além disto, ele “vive” em constante processo catatônico de comportamento maquinal e obsessivo. Porém, tais elementos, por si mesmos, não justificam o tremendo apelo dos zumbis dançantes de Michael Jackson.

A coisa começa a fazer sentido quando nos detemos no aspecto comportamental dos zumbis, ou seja, no caráter catatônico, compulsivo, adormecido e inconsciente. Sob este ângulo, ninguém precisa ser necessariamente morto-vivo para se tornar zumbi, já que sujeitos com estas características se encontram aos magotes nas ruas, tornados catatônicos por outros motivos, além do tradicional Vodu africano.

Aproveitando o veio inesgotável da Zumbi mania, a indústria do entretenimento lançará no dia 23/10/2009 no Brasil o filme de terror adolescente Jennifer's Body (Garota Infernal), protagonizado pela estonteante Megan Fox, que interpreta uma Zumbi especializada em comer garotos.

Suspeitei que pertencemos a uma sociedade de zumbis numa viagem à Europa. Ao contrário do que davam conta os relatos de anos atrás, de pessoas que liam livros nos espaços públicos, em 2008 só me deparei com europeus zumbificados por seus celulares, iPods e notebooks. E não só os europeus se entregaram de corpo e alma à catalepsia social, já que a epidemia se espalhou pelo mundo e atingiu até a África...
Com quase 100% do dia útil sugado pelas traquitanas eletrônicas, neste contexto, virar zumbi é a “evolução natural” das coisas.
Você pode alegar que em 1982, ano do lançamento de Thriller, nem sequer a Internet havia sido inventada e muito menos a parafernália eletrônica portátil. Contudo, já naquela época havia uma predisposição social à zumbificação. O exemplo emblemático deste fenômeno nos foi dado pelo Rei do Rock Elvis Presley, que foi um notório Zumbi Químico, além, é claro do próprio criador de Thriller, um consumidor inveterado do poderoso analgésico opiáceo Demerol.

Então, é possível constatar as mais diferentes espécies de zumbis habitando as cidades, estas sim, zumbificantes por seu caos barulhento, opressivo e anomizante. A justificativa mais plausível para o tsunami global protagonizado por Thriller é o exército de milhões de zumbis drogados, desajustados sociais, entorpecidos, revolucionários, niilistas, psicopatas, borderlines, etc.
O fato de 106 milhões de pessoas terem adquirido o álbum Thriller de Michael Jackson, sugere a existência de um exército de zumbis de aproximadamente 1 bilhão de almas catatônicas habitando o planeta nos anos 80, que tinha uma população entre 4 e 5 bilhões de indivíduos. Hoje, com uma população planetária de mais de 6 bilhões, frente ao aumento da produção de drogas e ao avanço tecnológico dos dispositivos zumbificantes, não é difícil entender porque a temática Zumbi continua sendo um sucesso de bilheteria.

AVISO: os insones também podem ser tecnicamente considerados Zumbis.

7 comentários:

  1. Olá, vim conhecer seu blog, e desejar bom fds
    bjss

    aguardo sua visita :)

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  2. Também enxerguei os drogados e os alienados como sendo "zumbis". O Sistema é uma verdadeira fábrica de zumbis na medida em que tira das pessoas a capacidade de pensar correta e objetivamente. Olhando por este ângulo, coclui-se que a maioria das pessoas são zumbis, pois estão vivas, mas não têm conteúdo nas suas vidas.

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  3. Puxa anônimo! Você sintetizou em sábias palavras o recado permeado ao longo do texto.

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  4. Bom,não sei se vc se deu conta de que o cara que ajudou muito michael na produção desse album foi nada mais nada menos que Paul Maccartney?????
    Esse mesmo... dos Beatles... Não seria mera coincidencia agora não é???????

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  5. essa vadia eh a maior sapata quero q ela se dane

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  6. sabe o pensou em escrever antes de mim?
    ou o eu demoraria pra escrever tudo.
    principalmente, assim, com todo o conexto.

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  7. Pois é wal, tem vários textos que vejo em bons blogs por aí que eu desejaria ter escrito, e isto é muito bom porque nos desafia rumo à qualidade.

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