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15 de dez de 2009

10 erros catastróficos para não perder peso.

A obesidade mórbida é, como nome já diz, mortal. Assim, as pessoas devem envidar todos os esforços e fazer qualquer investimento para debelar este mal. Pela observação doentes obesos em suas tentativas de emagrecimento, constata-se que ao longo de uma vida há um número baixo de possibilidades de sucesso (menos de 10), que se não for atingido dentro de um determinado tempo hábil, a síndrome pode levar o paciente ao óbito em virtude de sequelas irreversíveis.

1- Não mudar a alimentação.
Muitos pacientes preferem a tortura do exercício, sem renunciar à liberdade de comedor de lixo. Contudo, sempre é bom lembrar que a obesidade é uma doença incurável por si só, mais ainda, quando tratada por dietas eventuais. Portanto, enquanto a pessoa não se der conta de que ele terá que mudar definitivamente o seu estilo de vida, ficará eternamente refém do efeito sanfona. A mudança mais profunda seria a adoção de uma dieta mais ecológica.

2- Não cortar Sal e Açúcar.
Obviamente o açúcar branco deve ser radicalmente eliminado porque não faz parte de nenhuma dieta de restrição calórica e não deve ser substituído por adoçantes artificiais, com exceção aos esteviosídeos.
Quanto ao sal, este deveria ser reduzido à metade do valor mínimo do valor normal recomendado pela OMS para uma dieta normal, que seria de 2 a 3 gramas por dia. É interessante notar que o excesso de sal provoca o famoso inchaço (retenção de líquidos) dos gordos.


3- Não fazer exercícios.
Não é possível pensar em mudar hábitos de vida sem levar em conta o exercício físico. Para tanto, é condição sine qua non haver o cumprimento de um programa diário de atividades físicas adaptado à condição cardiovascular de cada indivíduo. Para evitar a descontinuidade do cronograma diário de exercícios, é imprescindível ter paceiro de exercícios ou personal trainer.

4- Falta de cooperação da família.
Em geral a família de obesos adoece também. Assim, a a mudança de hábitos deve se operar também no seio da família porque é altamente improdutivo submeter o doente às tentações. Explico: como pode alguém manter uma dieta saudável dentro de uma casa repleta de doces, bolachas recheadas, sorvetes, chocolates, balas, salgadinhos, guloseimas e mais guloseimas? Com certeza, em algum momento o santo pecará diante da arca aberta.

5- Não ter continuidade.
Cada queda no caminho é um cartucho a mais gasto dentre as menos de uma dezena de oportunidades tidas ao longo da vida. Por isto as abordagens amadoras e/ou mal orientadas são perniciosas, porque redundam sempre na reaquisição de todo o peso perdido, acrescido e alguns quilos a mais.

6- Não se abster de tabaco, álcool e drogas.
Parar com tais drogas anti-ansiolíticas é crucial para o sucesso de qualquer tratamento médico e faz parte das metas da mudança de hábitos.

7- Não mudar os hábitos.
Infelizmente, uma parte do usufruto da vida “normal” é vedada aos obesos, tais como festas, bares, churrascos, em suma, as orgias gastronômicas cometidas nestes locais. Evitar os antros tão frequentados anteriormente faz parte da mudança de estilo de vida.

8- Ter um dia livre por semana.
Se você necessita de um dia livre por semana para comer o que lhe vier na telha, significa que a sua atual dieta é a consequência de uma imposição transitória e não o resultado da mudança de hábitos. Imaginemos que você alcançou o equilíbrio alimentar, então não faria sentido fugir do paraíso e folgar no inferno, a menos que a sua dieta profilática não seja propriamente um céu...

9- Usar moderadores de apetite.
Não existe catástrofe mais violenta do que apelar para as pílulas milagrosas que prometem reduzir o apetite, já que junto com ele elas também reduzem a síntese proteica, que pode induzir um estado permanente de subnutrição e redundar em anorexia.

10- Não procurar apoio especializado.
A abordagem do problema da obesidade tem sempre um caráter multidisciplinar porque deve envolver cardiologista, psicólogo, endocrinologista, gastroenterologista, nutricionista, fisiologista, etc. O paciente sem acompanhamento desta envergadora clínica tem pouquíssimas chances de se dar bem de forma amadora. Tal estrutura justifica o sucesso das clínicas de emagrecimento.

2 comentários:

  1. Discordo do dia livre! Um dia livre por semana ajuda demais, impede que você "lambisque" todos os dias, e, além disso, um dia, não irá desacostumar seu metabolismo.

    Para completar, se você se reeducou, o dia livre tende-se a não ser mais liver automaticamente, apenas um dia em que você coma algo diferente.

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  2. Na minha opinião acho que pode-se consumir algumas coisas fora da dieta em algum dia, mas falar assim de dia livre, e nesse dia só se comeria besteiras e porcarias acho errado mesmo, porque quer dizer que a pessoa não sabe realmente o que come.
    Um exemplo: alimentos com gordura trans. Eu não tenho "dia livre" para comer isso, pra mim eu cuido sempre para não ingerir, por ter me informado a respeito do que é a gordura trans, e o mal que faz ao organismo

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