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26 de set de 2010

Fim do Rito de Passagem da adolescência: cada vez mais difícil virar adulto.

Um dos temas mais recorrentes no cinema aborda o Rito de Passagem da adolescência para a fase adulta, em filmes tais como Labirinto, Alice no país das maravilhas, História sem fim, A Lenda, Crônicas de Nárnia, etc.
Alice, filme do diretor Jan Svankmajer 1988. (*)
Embora nos filmes os ritos de passagem sejam satisfatoriamente consumados, na sociedade moderna está cada vez mais difícil desligar o cordão umbilical. Portanto, são vistos adolescentes temporões de 30, 40 anos e até mais, estabelecidos como eternos adolescentes que se resignam a vida inteira ao atrelamento às casas dos pais.

E a continuidade dos lanços aos mesmos lugares da infância, produz indivíduos dependentes das mordomias que sempre usufruíram. Por que? Grande parte do erro deve ser creditado à superproteção dos pais, que tendem a criar uma redoma transparente ao redor dos filhos, ao invés de buscar deixar-lhes de legado o tesouro precioso da autonomia.


O costume generalizado da classe média do leva-e-traz à escola, a satisfação de todos os desejos de consumo, a falta de tempo de convívio com os filhos e a consequente culpa pela falta de atenção, são fatores primordiais para a formação de uma geração de eternas cinderelas e peter pans.

Não te se sentes compelido a sair da ilha de conforto da casa dos teus pais para enfrentar sozinho o mundo cruel, porque aqui fora não tem ninguém para te paparicar dando casa, comida e roupa lavada de mão beijada.

Quisera saber o que se será de ti quando os teus pais morrerem... Será um novo capítulo, o da autonomia a fórceps.

Referências:

Um comentário:

  1. Nada mais adequado que o velho mas sábio provérbio: “ De pequenino se torce o pepino”.

    Muitas situações que requerem disciplina são oportunidades para ensinar à criança a compreender e a preocupar-se com os outros.

    Com a disciplina e a autodisciplina, a criança aprende a controlar e a gerir as suas emoções e, o que é tão importante como isso, aprende a reconhecer emoções nos outros e a lidar com elas, o que implica desenvolver a capacidade de compreender e respeitar os sentimentos dos outros. Assim desenvolve empatia para com os outros e adquire consciência social.

    A disciplina passa também por a criança perceber que deve obedecer a regras porque são justas e boas e não porque os pais têm poder sobre elas. Quando a criança percebe que as regras têm em conta as necessidades de outras pessoas (pais, irmãos ou amigos) e não apenas as suas próprias necessidades, desenvolve um sentimento genuíno de altruísmo, ou seja, de preocupação com os outros e a fazer o bem por si mesmo e não apenas para não ser castigada.

    Além da disciplina, um dos propósitos deve ser que os filhos sejam competentes, capazes de lidar com as situações com que se deparam no dia-a-dia de forma eficaz. Que confiem nas suas capacidades. O que conseguirão sempre que demonstrarem a sua competência em situações concretas da sua vida.

    Que tenham o sentimento de pertencer a algo maior que eles próprios e consigam estabelecer laços com a família, os amigos, a escola e a comunidade. Isto dar-lhes-á uma sensação de segurança e diminuirá a necessidade de procurarem formas alternativas (e por vezes destrutivas) de conseguir amor e atenção.

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