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8 de nov de 2010

A hora e a vez das gordas nas propagandas.

Modelo plus-size de lingerie
Modelo de lingerie que você nunca verá nas propagandas.
Convenhamos que as gordas não tem muita vez nas propagandas, apesar delas integrarem cada vez mais o estrato das chamadas “mulheres normais”. Assim, veremos alguns exemplos da figura gordinha usada para o bem e para o mal.


Para o mal: antes de depois.
Não há coisa mais politicamente incorreta do que caracterizar a gorda numa pose insegura e culpada, enquanto a loira magra e atlética aparece na foto confiante e altiva.
Para o mal - barra de proteína

Para o bem: Fast Food.
Ao invés de usar um cadáver ambulante metido a palhaço Ronald, como na propaganda do McDonalds...

...a cadeia americana de Fast Food Quiznos, famosa pelas suas propagandas provocativas e polêmicas associando pitadas de sexo aos seus produtos, resolveu QUASE apostar no realismo do resultado de engodar as pessoas com seus sanduíches hipercalóricos, pena que a campanha tenha sido banida.
Para o bem - fast food

Para o bem: cerveja encorajadora.
Quem já viu propaganda de cerveja empregando uma gorda? Esta raríssima campanha incentiva um rapaz tímido a beber determinada cerveja para criar coragem e fazer a abordagem da mulher que se insinua. Pena que a campanha tenha sido banida, talvez temendo possíveis sentidos duplos que a rotunda criatura poderia suscitar.
Para o bem - cerveja encorajadora

Para o bem: creme hidratante.
A marca de cosméticos Dove tem a coragem e o vanguardismo (ao usar uma negra plus-size) de encarar as suas consumidoras reais sem subterfúgios, ao invés de maquiar o produto sob figuras fantasmagoricamente esquálidas.
Para o bem - creme hidratante

Para o mal: marca de iogurte light que aposta na preferência dos homens pelas magras.
Com o slogan "Esqueça. O gosto dos homens nunca vai mudar”, é certo que os executivos da Itambé tenham ignorado a máxima “desculpem as magrelas, mas é das gordinhas que eles gostam mais”. Pelo menos, são as gordinhas que eles acabam levando para o altar.
Nesta campanha, a Itambé revisita clássicos do cinema mundial e substitui as modelos originais macérrimas, por rechonchudas congêneres, neste caso, veja como ficou a versão gorda da esquelética Sharon Stone.
Para o mal - Iogurt light

Para o bem: lingerie.
A confecção IGIGI procurou acertar o alvo do segmento das gordinhas assumidas.

4 comentários:

  1. Fofinhas é sinal de saúde desde a idade média!! Adorei!

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  2. O termo “ Gordura é formosura” foi banido. A sociedade tornou-se preconceituosa.
    Vários são os factores que contribuíram, principalmente, a moda e mais concretamente a publicidade, muitas vezes agressiva, invadiram a sociedade, o consumismo veio para ficar, quase que somos obrigados a respeitar um determinado padrão de beleza caracterizado por formas bastante reduzidas. As mulheres são o alvo preferencial, talvez por serem mais susceptíveis.

    O trauma, salvo raras excepções instalou-se.

    Parece um pesadelo e parece que em breve vamos acordar. Esforçamo-nos por continuar a nossa vida normal, só que aos poucos percebemos que a ansiedade não é um sonho, mas a realidade.
    Superar o trauma não é tarefa fácil, não é por acaso o nascimento de sugestões que vão desde os cremes adelgaçantes até ao tratamento cirúrgico, com vista a uma rápida perda de peso.
    A maior a procura dos ginásios quer como forma de desenvolvimento e manutenção da condição e aptidão física, quer como melhoria da aparência, da estética é disso um bom exemplo.

    Por outro lado, a mesma sociedade, incentiva ingestão de comida rápida e hipercalórica.

    Este paradoxo é extremamente perigoso pois a obesidade tornou-se, um factor de risco de morbilidade e mortalidade muito importante, sendo considerada uma doença da civilização. Nesta estão incluídas a diabetes, hipertensão, problemas de coluna crónicos, ansiedade, stress, depressão entre outras.

    Por outro lado, o nutricionismo expandiu-se mas, tornou-se num negócio altamente rentável, perdendo a sua essência.

    Para superar o trauma, para continuarem a viver, para encontrarem paz de espírito, só há um caminho: aceitar a nova situação, compreendê-la, adaptar-se a ela. É como serem abandonadas num novo mundo, desconhecido; não podendo manter os hábitos do passado e não paralisar pela nostalgia.

    Têm de aprender rapidamente a viver no novo ambiente, a estudá-lo, a perceber que as dietas mirabolantes são um passo gigantesco para novas doenças.
    Entender que a alimentação equilibrada a actividade física, novas condições de vida são a solução.

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  3. Eu sou gordinha e me amo, mas não sou burra a ponto de acreditar "que é das gordinhas que eles gostam mais".Só se for gordinha "magra"!É isso mesmo, aquela com o manequim no máximo 44.
    Passou disso, esqueça!

    Quando passo na rua só mexe comigo os peões de obra e os bebados do bar.

    Os gatões sempre estão com uma gostosa do lado!
    E sempre ouço:"Ela bonita, só que é gordinha."

    É meus amores, eu me amo!Mas só isso basta?
    Por isso estou de dieta, e espero sair do manequim 46 este ano!Beijinhos

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