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30 de jun de 2010

Porque o homem é verdadeiramente o sexo frágil.

Só os homens sabem o quanto é difícil manter as aparências de macho dominante e ter que chorar num cantinho por força dos estereótipos que o imunizam a priori contra as crises, as mesmas que as mulheres aceitam, elaboram e resolvem.

Quando perdemos o emprego (e começa a crise do desemprego), praticamos terra arrasada e tendemos a entrar em depressão catatônica progressiva.
unemployment


Somos os únicos a sofrermos com a evolução da síndrome couch potato.
Couch potato evolution

Nossa barriga vale definitivamente para o resto da vida, enquanto a das mulheres é provisória em função dos contingenciamentos da vida.
Barriga masculina é estilo de vida

Temos que manter a pose de super-homens, mesmo quando a vaca foi para o brejo e o circo pega fogo...
Superman

… e quando damos qualquer escorregadela em nossa macheza, nos rotulam de metrossexuais.
metrosexual

Quando o homem se separa, fica vazio, sem casa, sem dinheiro, sem filhos e provavelmente sem saúde, com grandes chances de virar louco de rua.
Sreet madman

Ninguém entende os porquês do nosso medo de médicos... talvez, tudo fruto da nossa imaginação assoberbada.
proctologist

Toda a nossa força e confiança espiritual se resume ao sucesso da intumescência de um mero detalhe anatômico.
macho, macho man

9 comentários:

  1. Aqui está virando blog de comportamento.

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  2. Já ouviu falar em linguagem dos Blogs? Aqui não é lícito que um assunto não se esgote como se fosse num livro de tomo grosso. Assim, a solução é encadear vários posts remissíveis. Au revoir!

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  3. Por um instante tive dó dos homens mas passou rs =D(brincadeirinha) legal o post =*
    (Pri)

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  4. Pri,
    dignos de pena estes bichinhos cujo único trunfo é fornecer base ao pênis.

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  5. Será?

    A atracção física está muito presente nos primeiros momentos, mas tende a esbater-se abrindo um espaço que, das duas uma, ou fica vazio ou é preenchido por outras emoções mais estáveis e duradouras.
    É um processo em tudo semelhante a aprender a dançar. Nas primeiras vezes não somos bem sucedidos, atropelamos o par, pisamo-lo, estamos até fora do ritmo mas, com a prática, o compasso vai ficando cada vez mais afinado até que o par se transforma num só.

    Claro está que no início de uma relação as partes frágeis são escondidas e existe tendência para alimentar a fantasia.

    Queremos parecer fortes e intocáveis aos olhos do outro porque, acreditamos, só assim conseguiremos despertar e manter vivo o interesse. Temos de ter a certeza que o afecto do outro não diminui por ficar a saber que também houve vezes em que fracassámos, fomos traídos, sentimo-nos pequenos.
    É como ficar emocionalmente despido tendo a certeza que não surgirão juízos de valor,mas sim aceitação incondicional. Só baixando as defesas podemos mostrar o nosso verdadeiro Eu, e aí existe o perigo do sentimento do outro não ser suficientemente forte para aguentar uma bofetada da realidade, sobretudo se o que o une a nós for a paixão por uma imagem de perfeição.

    Este despojamento acarreta o risco de nos magoarmos mas, também, permite que a relação se fortaleça.

    É essa possibilidade de mostrar por completo as fragilidades que permite a construção de uma relação de cumplicidade. E que sensação aconchegante é termos junto a nós,alguém que aprendeu a amar-nos por aquilo que somos, não pelo que aparentamos ser que nos vê como um ser humano, feito de carne e osso, não como uma imagem idealizada ou um sonho de perfeição que, a todo o momento ameaça deixar de existir.
    Alguém que descodifica uma mensagem em cada silêncio, em cada olhar, no mais pequeno gesto. Disto tudo se faz a cumplicidade e, assim se constrói a estrutura daquilo que é uma relação gratificante e harmoniosa... tal como um par que rodopia a ritmo certo, ao som de uma bonita valsa.

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  6. Mário,
    com seu texto chegamos à conclusão de que nas relações harmoniosas não há sexo frágil, uma vez que os conflitos se resolvem mais a beijos do que a tapas.

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  7. Dizer a alguém que amamos “a nosso modo”, é uma maneira simples de não investirmos na relação.

    Dizer que se ama alguém não é nada difícil. O mais complicado é mostrá-lo na prática.

    Hoje em dia usa-se a frase “eu amo-te” a torto e a direito, sem se sentir exactamente o que está implícito nessa afirmação. É que amar alguém é muito mais que a simples união de corpos.
    Pressupõe uma união de almas, de projectos de vida, de expectativas, de sofrimentos, de alegrias, etc, etc. Para além disso, é muito fácil rematar-se a frase com o “…a meu modo”, pois esse é um saco onde cabe tudo o que queiramos lá colocar.

    Não nos enganemos porque é pura demagogia!

    Quem o afirma está imediatamente a dizer que não está disposto a fazer qualquer sacrifício ou concessão, mas espera que a parceira aceite essa ideia e reaja com generosidade. Digamos que existem dois pesos e duas medidas, uma vez que as pessoas que amam a seu modo, nunca se relacionam intimamente com outras pessoas que amam do mesmo modo que elas, ou seja, preferem aquelas que amam mais convencionalmente.
    Isto porque, se assim não for, a relação não pode existir porque é o vazio total, já que está cada um voltado para o seu lado, vivendo enclausurado no seu mundo.

    Na realidade, as palavras valem o que valem e quando não são acompanhadas de atitudes coerentes são sempre motivo de desconfiança. Por muito que a sociedade tenha mudado, o certo é que o ser humano continua a ter as mesmas necessidades emocionais de outrora e quem ama gosta de apaparicar o outro e, também, de ser rodeado de carinhos.

    Sempre assim foi e sempre assim será.

    Quando amamos alguém gostamos de fazer coisas para lhe agradar, ficamos felizes com os seus pequenos triunfos e estamos lá para apoiar nas quedas.
    Amar é procurar construir uma relação sólida, que não vá ruir perante a primeira contrariedade.
    Tudo isto é o oposto do simples cruzar de braços, escudado pelo egoísmo de um estilo de amar que só existe para justificar a incapacidade de se entregar por completo.

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  8. Adorei o post. Parabéns!!! ;)

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