Quem quer fazer uma tatuagem e não tem ideia do que estampar, a pedida Blogpaediana se chama Maurits Cornelis Escher, o artista holandês que foi um dos maiores expoentes da gravura de todos os tempos e cuja obra ousou brincar com o espaço bidimensional.
Nenhum tema e nenhum objeto preocupou tanto Escher quanto a divisão cíclica de superfícies, porém ele nunca imaginou as mídias futuras onde suas obras repousariam. O que teria pensado o artista se soubesse que seus desenhos seriam reproduzidos em corpos humanos, volumes essencialmente tridimensionais? O sucesso das múltiplas aplicações da obra de Escher mostra o alcance ilimitado das suas criações.
Para ilustrar este artigo, selecionei excelentes Tattoos que representam três da várias fases do artista:
Divisão Regular da Superfície.
Ar e Água – 1938.
Répteis – 1943.
Reflexões.
Mão com Esfera Refletora – 1935.
Círculos e Espirais no Espaço.
Rind – 1955.
Laço de Moebius – 1963.
Comparando-se as tatuagens e os originais, percebe-se o quanto uma superfície tridimensional valoriza as gravuras do mestre, que as concebeu para os estritos limites da bidimensionalidade.
Diante do sucesso da reprodução da obra escheriana preenchendo espaços em corpos humanos, conclui-se que o azo do holandês não se restringe a Móveis, pinturas de casas, e brinquedos, já que as suas figuras impossíveis conhecem apenas os limites impostos pela imaginação. Definitivamente, Escher se dá bem no mundo real.
Informações sobre as gravuras de Maurits Cornelis Escher [Universidade de Lisboa]
Créditos das fotos:
Mão com Esfera Refletora [jriggs].
Relatividade [pricher].
Ar e Água [loupiote (Old Skool].
Rind [Rate My Ynk].
gostei da terceira tatoo.
ResponderExcluirEscher é massa, tive que fazer um trabalho no estilo dele @_@ eu mal consegui um e o cara fazia vários, era gênio..
ResponderExcluirmas a tatuagem verde ali ficou bizarra..se não fosse verde
Esta prática é ancestral basta pensar no inicio do cristianismo, então clandestino.
ResponderExcluirUsavam várias tatuagens, estou a lembrar-me do peixe, era uma forma de se reconhecerem.
Durante séculos foi um símbolo de marginalidade.
Ressurge, com os artistas de cinema, teatro, música etc.,
Assim, passou a ser moda e uma forma de expressão muito individualizada.
Na minha opinião é uma automutilação.