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16 de jul de 2010

Por que as mulheres usam Não quando dizem Sim e Sim quando falam Não?

O que aterra os homens é a falta de linearidade nas reações das mulheres e a vocação para ocultar as suas reais intenções. Nunca, eu disse nunca, um Não é inteiramente Não e raramente um Sim significa necessariamente um Sim no sentido ortodoxo de partículas afirmativa e negativa consagrado na gramática.


Para se chegar à correta interpretação, tudo depende da configuração do momento e da entonação da voz e, já aviso de antemão, que a correta interpretação das ironias femininas é a chave mestra para lhes abrir o coração.

Não sincero de olhar frontal, mas sem rancor – empresa muito difícil, mas como “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”, é possível que ao longo do tempo o olhar dela perca a força da sua negação. Alguns homens aprendem que não há mulheres irredutíveis, só mal cantadas...

Não até certo ponto firme, mas com o olhar esguelhado – continue tentando, pois está no caminho certo.

Não... (reticente, inseguro) – o negócio pode prosperar, mediante pequenas negociações e condições. Também é chamado de “não de virgem”.

Não melífluo a meia voz com os olhos fechados – significa vá em frente, pois ela acabou de baixar a guarda, também conhecido como o “não de virgem rendida”, no sentido metafórico é claro.

Não irado – eis uma das raras vezes em que um Não significa Não mesmo, inegociável e incondicional quando o assunto é uma tentativa de atraque casual. Contudo, mesmo aqui cabe outra interpretação, tal como um aviso de perigo na relação já consolidada.

Sim mudo de olhar dúbio – ao ouvir um Sim desta natureza, não prossiga pois é uma fria, uma concessão forçada, algo que não será prazeroso para ninguém. Lute mais e cative-a com atenções, pelo menos até receber um Não reticente.

Sim fraco desviando os olhos – na maioria das vezes quer dizer um sonoro Não, como você acaba descobrindo através da experiência, sobre quais são os reais sentidos que as mulheres dão às partículas Afirmativa e Negativa.

Sim bonzinho - é o Sim com prazo de validade vencido, que no curto prazo vira Não. O também chamado de Sim circunstancial para evitar um escândalo, é jogado em cima de galanteador insistente e Ex pronto para armar um barraco. Porém, tão logo a balada termina e abaixa a poeira, surge o Não definitivo, na forma de ir ao banheiro e não voltar mais.

Sim surdo de olhos baixos – reservado para ocasiões especiais, quando a mulher não tem muita certeza do que sente, mas deve reagir rapidamente sob a emergência das circunstâncias: no altar, diante da proposta de casamento e perante a primeira ocorrência da pergunta “você me ama?”.

Sim severo proferido entre dentes – este é o famoso “Sim profético”, de provável mau agouro, dado pelas mães quando, mesmo não querendo que o filho/filha saiam para uma determinada festa, acabam convencidas pelas argumentações, mas permanecem reticentes quanto ao bom termo da empreitada. O mesmo vale para os maridos afoitos, que mesmo obtendo a permissão contrafeita, saem para as suas aventuras sem a plena certeza da benção.

Aqui cabe um esclarecimento sobre este dom feminino, uma vez as pessoas vivem na pele desde crianças o terror do poder profético das mulheres. Se uma mãe avisa que algo de mau pode acontecer, é quase certo que o empreendimento acaba dando com os burros n'água. Assim, nos acostumamos a respeitar tais premonições indesejáveis, que normalmente prejudicam o que mais gostamos de fazer. Por esta razão, filhos e maridos anseiam tanto pelas sinceras bençãos da profeta da casa e, injustamente, alguns deles a acusam de, premeditadamente, “melar” os seus momentos mais lúdicos.

Sim absolutamente alto, cristalino e indubitável – tal cousa NON ECZISTE porque você jamais chegará nela com uma proposta altamente improvável excitante, cristalina e indubitável, tal como a de passar a tarde inteira fazendo compras no shopping com cartão isento de limites e, depois de tudo atulhado no carro, puxar um cineminha básico.

Conclusões:
Na realidade, as mulheres jamais dizem um Sim, ou Não definitivamente no sentido para o qual foram feitos. Há vezes em que o Não significa um alerta, um pedido de modificação de conduta, enquanto em outras o Sim pode significar uma concessão coagida. Em suma, essas mulheres que adoramos permanecerão para sempre como um livro fechado, que tentamos decifrar às apalpadelas.

7 comentários:

  1. Esse post me faz achar que psicologia virou ciência exata. :S

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  2. KKKK mas como eu ri,muitoooo me identifiquei com o os não e sim deste post mas.... dificilmente consigo dar um não irado,eu nunca falo meu sim querendo ser sim sempre estou com outro pensamento mas a boca não ajuda pronúncia o contrário, a culpa não é minha.
    Acho que é um dom mesmo e quanto a ser profeta concordo plenamente, falo pro meu filho vc vai cair, batata cai depois de minutos, falo para o meu marido arruma essa carteira no bolso que vc vai perder, e .... adivinha o que aconteceu ...pimba acertei na cesta.

    Shopping ,compras, cartão sem limite é meu sonho de consumo.
    E quanto a permanecermos como um livro fechado prefiro assim ,este é o nosso mistério ao qual fazem vocês homens se apaixonar.

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  3. gordinha assumida,
    vocês são o que são e nós corremos atrás da máquina, tentando nos defender nas guerras secretas perpetradas na alcova, lá onde os impérios nascem e os países afundam.

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  4. Nossa ja me imaginei uma gladiadora me vi no filme agora.

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  5. Um homem pode ser alto ou baixo, gordo ou magro, atlético ou barrigudo, careca ou de cabeleira farta, divertido ou sério, desportista ou indolente, ou sofisticado, solteiro, casado, viúvo ou divorciado, pode ter um rancho de filhos ou nenhum, adorar cães ou gatos, pode passar o fim-de-semana na pesca ou a fazer surf, mas há duas coisas que não lhe devem faltar: uma é carácter e a outra é a que as mulheres devem saber, porque é com o carácter dele que contam e porque é com ele que dormem.

    Ser um bom homem não é ser um pau mandado, é fazer a coisa certa no momento certo.

    Um bom homem é aquele que toma conta da mulher e sabe mimar com conta, peso e medida. Um homem com carácter até pode escorregar, mas não cai, ele cobiça discretamente o território alheio, mas não avança, porque ele joga na mesma equipa.
    Significa estar lá para o que der e vier, ‘haja o que houver’.
    Se for preciso, ajuda a negociar o aumento no emprego e discute com o chefe da oficina o preço da revisão do automóvel.
    Um homem às direitas é alguém em quem se pode confiar. E a confiança não tem preço.
    Ser um bom homem não é difícil, o que é difícil é ser um bom homem todos os dias.
    É certo que quase ninguém consegue, mas vale a pena tentar. É claro que todos sabemos que há um ou outro, mas creio que há mais bons do que maus. E mais homens com bom coração do que se pensa. Porém, o coração não é tudo, se este não for sustentado por uma espinha dorsal decente, e é aí que entra o carácter. Porque pior do que um homem com mau carácter, é um homem sem carácter.

    Um ‘sem-carácter’ não olha de frente, olha de lado, não diz nem ‘sim’ nem ‘não’, diz muitas vezes ‘talvez’ e ‘se calhar’.

    É aquele género que gosta de todas e não ama nenhuma. Não raro tem dois ou três telemóveis e vários endereços de e-mail. É um artista de circo altamente treinado em acrobacias emocionais, capaz de grandes piruetas, sempre com os pés no chão, com ou sem rede.

    Não se iludam as que acreditam que um homem pode ser íntegro em casa e corrupto no trabalho, ou honesto nos negócios e um ditador no lar.

    Por fim, no corolário da canalhice, existe ainda o homem sem carácter que finge que é uma maravilha e se faz sério, de bom amigo, de bom chefe, de bom irmão e de bom marido. E esses,infelizmente, proliferam na sociedade.

    São a versão masculina das mulheres que se fazem de pudicas e depois enganam o marido com o cunhado, o melhor amigo o colega ou o jovem musculado que faz a manutenção da piscina do condomínio.

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  6. Mario,
    talvez o bom caráter seja um artigo bem mais raro hoje em dia do que desejaríamos. O mar de corrupção vicejante na política é apenas o reflexo da integridade (ou falta dela) do cidadão, e a nossa passividade diante do circo de horrores é a materialização da impotência.

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  7. não entendi porra nenhuma? =(

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