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30 de jan de 2010

Jogo dos 7 erros do fim do relacionamento.

Discutir o Relacionamento – DR, nunca esteve tão em pauta e talvez isto ocorra porque ninguém mais é obrigado a arrastar o casamento até que a morte os separe.

Ao sabor da onda de consultórios sentimentais virtuais deflagrada pelo Sitcom global Malhação, este Blog se debruça sobre os motivos pelos quais o tiro escuro do relacionamento/casamento cada vez mais erra o alvo.

7) Incompatibilidade de gênios.
Incompatibilidade de gênios
Esta coisa antiga e aparentemente inofensiva, é a grande peste responsável pela contaminação dos novos relacionamentos. Quando ainda no namoro, os parceiros fazem o balanço das suas concordâncias e antagonismos, a prevalência dos últimos determina o fracasso do futuro casamento (se é que chegarão lá), pois as diferenças são o combustível indispensável das calorosas DCs – discussões de casais.

Antídoto: não há antídoto conhecido pela medicina, pois este mal costuma se agravar com o tempo. O melhor tratamento existente ainda é a prevenção, explicando melhor, os casais que abreviam o tempo de se conhecer e partem prematuramente para as relações sexuais, correm o risco de passar o resto das suas vidas se arrependendo do açodamento.

6) Aversão/violência.
Aversão
A aversão, quando chega ao ponto de provocar náusea diante de odores, gestual e ruídos do parceiro, frequentemente é o estopim da violência doméstica. O poder de estrago deste erro é facilmente observável na curta duração dos relacionamentos amorosos entre parceiros brigões.

Antídoto: só uma profunda mudança de atitude de um ou dos dois parceiros dá uma chance da voltar paz reinar, afinal, quando UM não quer, dois não brigam.

5) Bebida e drogas.
Sexo drogas e rock'n roll
Todos os tipos de dependências químicas são eventos fatais que culminam na dissolução da família.

Antídoto: exceto a admissão da doença e o engajamento num tratamento psicológico/psiquiátrico, esta é uma situação irreversível. Ahhh, não importando quem é o real viciado ou viciados, a família também adoece e deve se tratar.

4) Quando os filhos foram a última ponte.
Quando os filhos são a última ponte
Fotógrafo [Jerry Reynolds]
Depois que os filhos caem no mundo, o casal que se vê sozinho em casa se olhando nos olhos. É neste momento crucial que eles vão descobrir se construíram algo entre eles. Quando depois de anos de dedicação aos filhos só restaram mágoas, ódios e ressentimentos imperdoáveis, vê-se inúmeros casais maduros descobrirem entre eles um abismo intransponível.

Antídoto: a redescoberta de novos valores entre o casal costuma funcionar, praticamente como um novo casamento.

3) Fim do sexo.
Fim do sexo
Diz-se que o primeiro fogo a apagar é o da paixão, sobrando como herança o legado do companheirismo. Após anos de convivência, o casal pode cair no marasmo e se deixar cair na extinção da chama sexual. Este erro acontece quando a renúncia ao sexo não é mútua. Neste caso, quando um dos parceiros procurar fora a satisfação das suas carências, minará as relações e poderá inviabilizar um relacionamento constituído à base de companheirismo.

Antídoto:
voltar a perder tempo com coisas fúteis a dois, ou seja, namorar, costuma reacender o fogo da paixão.

2) Fim do amor.
Fim do amor
Quando num relacionamento termina a paixão, atração física, confiança mútua e companheirismo, logicamente não há mais amor, que é a resultante de tudo isso. Resta então a empresa constituída pelo imóvel, filhos, móveis, bens e assuntos administrativos. Os casais que continuam se aturando por receio das perdas financeiras e afetivas, tanto optam pelo inferno em vida, que podem ser chamados tranquilamente de cascas vazias.

Antídoto:
preste atenção no principal sintoma dos casais frígidos - eles não se beijam mais. Portanto, voltar a praticar o beijo dá alguma esperança de atrair novamente o menino do amor.

1) Traição.
Traição
O erro da infidelidade surge como corolário de um pouquinho de cada um dos erros acima. A traição é a quebra definitiva dos contratos sociais e privados. O sintoma disso é que a maioria dos casais padecedores deste mal, nunca mais conseguem rejuntar completamente os pedaços estilhaçados.

Antídoto:
ainda não foi desenvolvido um antídoto suficientemente forte para apagar as marcas de uma traição. Mesmo que o casal continue na relação, as feridas são indeléveis e a confiança nunca mais voltará a ser a mesma. Contudo, quando os parceiros conseguem reconstruir o relacionamento sobre novas bases, as más lembranças podem servir de arrimo.

Conclusão:
Quando descobrimos que a maioria dos casais amigos se vão ao cabo de cinco anos e nos surpreendemos com a tragédia das separações, é momento de nos perguntarmos: era melhor antigamente quando os cônjuges levavam os relacionamentos até que a morte os separava, ou atualmente, quando as pessoas buscam a própria felicidade em detrimento da reprovação social?
Ou melhor, os casais antigos erravam menos e erram mais agora, ou hoje a intolerância a tais erros se radicalizou? Como o blog não tem as respostas prontas, dá a palavra aos jogadores dos 7 erros.

Leia também: 7 Pecados mortais num relacionamento.

10 comentários:

  1. Sem pretensão acrescentaria o 8º. MUDANÇAS DE COMPORTAMENTOS.
    Reina entre os casais uma preocupante ausência de desejo sexual, o qual também se manifesta nos homens. É sabido que as mulheres são exímias em enumerar razões para não ter sexo: cansaço, sobrecarga doméstica, filhos, falta de auto-estima, medo do espelho, tensão pré-menstrual, depilação por fazer, resquícios de uma discussão, sono,falta de dinheiro, entre tantas outras. O dado novo é que os homens também passam pelo mesmo, ou seja, entre ter sexo aborrecido e rotineiro ou não ter,alguns preferem ficar a ver o futebol e a beber cervejas. Isto leva-me para o território do sim e do não que pelos vistos se arruma agora de forma diferente. Aos homens sempre calhou o ónus de aguentar com a recusa das mulheres e estão habituados a encarar o cenário negativo com descontracção. Um não é o prato do dia; o sim é muitas vezes um bónus. Com as mulheres é ao contrário: habituadas ao luxo de dizer sim ou não conforme lhes apetece, quando são confrontadas com uma recusa, tomam-na como uma ofensa pessoal e o mundo pode desabar. Não conseguem perceber que uma recusa pontual não representa automaticamente um acto de rejeição. Tendem a interpretar e reinterpretar todo e qualquer gesto, atribuindo-lhe os mais variados significados baseados mais na fantasia e na insegurança do que em qualquer dado real. Acredito que aos homens também assiste o direito de dizer não, tal como tantas vezes as mulheres o fazem. Afinal, se andam cá há tantos anos a lutar pela igualdade, as mulheres, têm a obrigação de assumir com humildade que o outro também tem o direito a dores de cabeça, sejam elas verdadeiras ou ilusórias. A libido tem vida própria, tal como o amor e o desejo, é por isso um acto de uma enorme ingenuidade tentar forçá-la. Num mundo em que os homens se vão parecendo cada vez mais com as mulheres, é apenas natural que também eles tenham os seus dias não, mesmo sem tensão pré-menstrual ou sintomas de menopausa. Não esqueçamos que esta nova espécie também tem outras qualidades; usa perfume e bons cremes para a pele.

    Antídoto: Aceitação

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  2. Aceito o 8º erro, ou as mulheres estão se masculinizando, ou os homens se feminilizando, ou ambos.

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  3. Concordo.No entanto penso que se houvesse mais sinceridade e compreensão de ambas as partes,talvez se evitassem muitos desgostos.

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  4. Amigos
    Questão de alguns dias minha esposa resolveu ir embora de casa, de mala e cuia. Em indagações feitas e por conhecê-la a 9 anos percebi que alguns dos motivos era que ela precisa ter um espaço onde ela seja a dominadora, ou seja, foi morar sozinha com nossa linda e querida filha. Não sou, não serei nunca um mandão, machista ou sei-lá o que for, mas pelo simples fato de estar perto dela, de conversar com ela, de ser eu mesmo, ela se sentia presa a sua vontade de fazer as coisas a seu jeito. Sinto muita falta dela, mas não creio mais em reatarmos, pois agora ela poderá viver a sua vida do seu jeito. É uma pena. Estou triste, mas o texto acima figura uma realidade em vários aspectos. O amigo Isaias também descreveu o que ao meu ver foi o fator chave para ela querer buscar a sua independência pessoal. A mulheres tem uma forte propensão a elevar sua auto-estima, de sentir-se poderosa e com isso se manter "feliz" e indiferente.
    Dirceu JS
    Estância Velha - RS

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  5. Antigamente a mulher dependia muito mais do marido, por isso era mais difícil a separação, além da sociedade não aceitar tanto quanto hoje.

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  6. Dirceu, seu depoimento é tocante que nos leva a perguntar: que fatores podem levar à separação, quando não há motivos aparentes?
    A alegação de liberdade pode ser um subterfúgio para ocultar algo muito mais profundo e inconfessável. Só o tempo desvelará quais foram as verdadeiras causas.

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  7. porra buceta vei ;DDD [carweoir

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  8. Caro Isaias. Estou morando sozinho e "curtindo" esse momento, quase tive vontade de correr na night para tentar fugir da solidão momentânea, nada fiz, estou lúcido e tranquilo em relação a separação. Aproveitei os últimos dias e coloquei a casa em ordem, ajeitei coisas que estavam "bagunçadas" lá em casa, fiz faxina, aprendi a cozinhar, estou dando a volta por cima. Terei momentos difíceis, sim. Mas estou certo de que no momento certo, com um mínimo do meu esforço, só o necessário para acontecer, encontrarei alguém que faça o meu dia começar mais alegre e minhas noites não tão solitárias. E a vida continua.
    Abs
    Dirceu - Estância Velha

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  9. Faz quatro meses que me separei, sendo uma decisão que já vem sendo pensada há muito tempo. Minha ex-mulher é altamente dominadora, descobri que somos pessoas completamente diferentes. Nunca tivemos uma vida sexual satisfatoria e se não fosse por nossa filha, já teria me separado há muito tempo. Está sendo difícil, mas não me arrependo nem um pouco. E não pretendo depositar minha felicidade nas mão de outra pessoa. Como não pretendo ter mais filhos, casamento nem passa pela minha cabeça, pois tenho descoberto que esse comportamento é padrão de todas as mulheres. Quero namorar, sim, mas desde que cada um na sua casa, com o seu espaço, sem interferências. Náo quero repetir a experiência atual.

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  10. acho que voce esta certo

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