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3 de nov de 2009

Visões antissonantes sobre o Twitter.

Toda a unanimidade é burra e não seria exceção quanto ao microblogging. Apesar de ter se convertido numa espécie de febre mundial, algumas celebridades tem se manifestado contra a radicalização da minimalização semântica e muitas delas tem virtualmente se ferrado nas infovias.

Quem até hoje falou para as multidões através de livros, TV e outras formas de expressão da velha mídia, se embate contra o viés anárquico e caótico das redes sociais. Como entender um ambiente em que cada um fala o que quer? E mais ainda, podendo alcançar plateias de milhares de interlocutores e capacidade de adquirir relevância nos novos tempos.

José Saramago.
O escritor sustenta que com o Twitter, terminamos de adentrar na idade das trevas e do grunhido: “Nem sequer é para mim uma tentação de neófito. Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido”.
A entrevista completa em [O Globo]

Arnaldo Jabor - Um canalha escreve por mim.
Uma pessoa se torna famosa quando é plagiada e quando passam a escrever em seu nome, ela quebrou a barreira da celebridade. É o caso do cineasta Arnaldo, tido como autor de vários textos apócrifos circulando na rede em seu nome e que ele jura não ter cometido tantos pecados ao vernáculo e ao bom senso.
Sobre o Twitter, ele é taxativo: Não estou no "twitter", não sei o que é o "twitter", jamais entrarei nesse terreno baldio e, incrivelmente, tenho 26 mil "seguidores" no "twitter". Quem me pôs lá? Quem foi o canalha que usou meu nome? Jamais saberei. Vivemos no poço escuro da web.
Artigo completo em [O Tempo]

Xuxa - Vou destruir o Twitter.
Depois do berreiro em CAIXA ALTA e da derrapada no português cometido pela sua filha Sasha e mais ainda, depois de ter ameaçado acabar com o Twitter usando seus superpoderes tropicalistas, a Xuxa Meneguel se recolheu à modestíssima condição de inativa no Twitter. No dia 3 de setembro de 2009 a loira turbinada jogou a toalha num último Tweet em clima de reconhecimento da sua impotência perante o caos internético: "Tô aqui de volta pra deixar claro que não quero e não vou processar o twitter. Sou contra a censura, mas sou a favor do respeito. Fui."
É até hoje ela não reapareceu.
Maiores detalhes dessa história em [Hein?!?]

Victor Fasano - ...até poderia ser divertido.
Certamente que o ator de carne e osso Victor não aceitaria sem relutância as diatribes gays do seu alter ego tuiterístico.
Pergunta: Como você encara esse tipo de brincadeira? Acha divertido ter um perfil fake no twitter?
VICTOR FASANO: Divertido? Talvez! Pode até ser divertido. O desagradável nisto tudo é que as pessoas pensam que estão se relacionando com o próprio Victor Fasano.
Divertido? É quase certo que o ator considere extremamente emboraçosa a situação de um anônimo continuar faturando em cima da sua fama conquistada com muito trabalho.
A entrevista completa em [Ego.Globo]

Christian Pior - Fake se rende.
O rumoroso caso em que um Fake de personagem superou a popularidade do seu criador chegou ao fim. Agora, o badaladíssimo Christian Pior trocou de nome no Twitter e não vive mais das glórias obtidas pelo ator Evandro Santo no programa Pânico na TV. Para contrapor as diatribes do Fake, o verdadeiro Evandro se viu obrigado a abrir um perfil verdadeiro. Em tempo: o ex-fake, agora batizado de Hugo Gloss, continua com mais seguidores do que o verdadeiro.
Maiores detalhes em [45graus]

Fernanda Young - Meu Fake é um homem mau de Curitiba.
A escritora foi praticamente coagida a aderir ao Twitter, mesmo não morrendo de amores por ele, em virtude das ações pecaminosas de um Fake.
Depois de muito arranca-rabo, ela conseguiu descobrir a identidade secreta da criatura no dia 29/09/2009: “já sei quem é o fake. Um homem, o que é claro. De Curitiba. Isso não é uma homenagem, já que não gosto. Pare de usar o meu nome!”.

Em tempo: A Fernanda finalmente conseguiu erradicar o pilantra que se passava por ela e, de quebra, continua dando algumas tuitadas esporádicas: “Não sou muito jeitosa no twitter, vocês já perceberam? Já tentei tirar o meu nome dessa "homenagem" estúpida. Vou trabalhar, beijos".
Será que acaba um dia ela acabará criando gosto pela coisa?

6 comentários:

  1. O Jabor é um boçal sem tamanho, um analfabeto digital idiota que merece o limbo: http://tsavkko.blogspot.com/2009/11/jabor-o-retrato-da-elite-estupida.html

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  2. Raphael,
    Atacar Jabor é como chutar cachorro morto (digitalmente falando), isto porque todos os jurássicos próceres deuses de barro da mídia tradicional estão caindo de maduro.
    O seu texto vem em boa hora complementar este rápido apanhado de vozes antissonantes.

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  3. oi, isaias

    eu penso que em tempos de virtualidades as pessoas devem estar abertas às novas formas de comunicação online, redes sociais virtuais e todas as novidades, mas gosto é gosto e não se discute... eu não tenho facebook e não me faz falta alguma, ao contrário, é menos um perfil na web para cuidar, pois querendo ou não essas coisas todas nos levam um pouco de tempo...

    apesar de ser fã do saramago, não concordo com essa ideia dele de que a diminuição de caracteres diminui em mesma medida a capacidade comunicativa das pessoas, isso tem a ver com educação falha, não com a Internet, esta é apenas o meio através do qual as pessoas deixam transparecer o quanto sua educação foi/é falha na linguagem. o que a net fez sim foi dar voz àqueles que antes não a tinham e aí foi/é possível notar o quanto as pessoas escrevem mal...

    abração, guri

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  4. Fabi,
    Há que se relevar a postura destes bastiões da velha ordem perante as mudanças radicais ocorridas na última década. Os eruditos manifestaram a mesma rejeição quando surgiu a imprensa de Gutenberg.

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  5. Daqui o meu grunhido pra eles todos,principalmente o velho sar.

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  6. Olha sei não. Mas nem tanto ao mar nem tanto à terra. Convenhamos é muito dificil se aprofundar em qualquer coisa com um espaço minimo para isso. É o mesmo que esperarmos que os telejornais aprofundem-se tanto em noticia quanto fazem os jornais ou as revistas.

    É o mesmo que papo dentro de elevador. Lembram da velha piada de que ascensorista nunca ouve o fim das histórias.

    Então eu acho que há espaço para tudo. Condenar um ou outro é simplificar tudo, é se recusar a pensar.

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