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9 de dez de 2008

A JVC decreta a morte oficial do VHS em outubro/2008.

Para quem não sabia, ou já julgava o VHS morto, somente no dia 27 de outubro de 2008 a Companhia Victor do Japão Ltda., mais conhecida como JVC jogou a toalha, suspendendo definitivamente a fabricação videocassetes analógicos do formato VHS e também descontinuou todas as operações deste produto no mercado global.
A Panasonic e outros fabricantes já tinham saído de cena bem antes e só restava a teimosia da JVC a resistir bravamente como se fora o último dos Moicanos. Tal ferrenha resistência talvez se justifique, em parte, por ter sido ela a criadora do formato em 1976. Leia a história do formato na Wikipedia.

A JVC continuará durante algum tempo a suprir as necessidades dos consumidores, principalmente na área de migração de formatos, fornecendo aparelhos gravadores de DVD acoplados a players de VHS. Desde julho a empresa oferece no seu portfólio dois modelos, também chamados máquinas 3 em 1, que integram reprodutores de DVD e videocassete e possuem disco rígido.

A fábrica subsidiária da JVC na China, que operava a última linha de montagem de produção de videocassetes, terá a sua planta convertida para a produção de câmeras de vídeo, inicialmente destinadas ao mercado chinês.

A JVC, no roldão da onda de popularidade angariada pelo formato VHS, alcançou grande prosperidade. Desde o lançamento oficial do VHS em 1976, mais de 900 milhões de videocassetes foram produzidos no mundo, dentro os quais a JVC sozinha vendeu mais de 50 milhões de unidades. A receita dos royaties resultantes da patente sobre o formato VHS, somada às vendas diretas de players e suprimentos, guindaram a empresa à posição de uma das grandes no mercado de produtos eletrônicos.

Quando entrou o DVD, começou a sangria desatada...
O cenário mudou drasticamente devido à popularização do DVD e a migração em massa dos usuários domésticos para o formato de vídeo digital. O tamanho da tragédia pode ser traduzido em números: enquanto em 2000 foram vendidas 6,41 milhões de unidades de videocassetes no Japão, as vendas haviam caído no abismo das 280 mil unidades em 2007. Certamente em 2008 o fiasco deve ter sido tão retumbante, que obrigou a toda poderosa JVC a aceitar não apenas o fracasso, mas como também o fim da era do vídeo analógico.

No Brasil, temos o NOSSO problema de conversão.

Frequentemente sou questionado: “Como eu passo as minhas fitas VHS para DVD?”

Enquanto o mercado japonês é respeitado e tem à sua disposição aparelhos conversores VHS-DVD, nós consumidores brasileiros ficamos a ver navios com as nossas fitonas VHS apodrecendo nas prateleiras, pois não temos ainda no nosso mercado os tais conversores que possibilitariam o resgate da história das nossas famílias. Atualmente as opções existentes são dantescas:

- ou compramos uma placa de captura de vídeo e fazemos o processo de conversão nas nossas casas à “moda Miguelão” com resultados pífios e incertos, ou;

- caímos nas mãos dos estúdios profissionais que cobram fortunas para fazer o serviço, o que inviabiliza à maior parte da população o acesso às conversões realmente boas.

Aviso aos navegantes que ainda têm videocassetes funcionando em casa.
Com a desistência da última fábrica do formato VHS, com certeza os suprimentos vão rarear cada vez mais no mercado. Isto quer dizer que os usuários não vão mais conseguir os malditos e custosos cabeçotes para a reposição, quando os seus se desgastarem, entre outras peças necessárias à manutenção dos aparelhos em funcionamento.

É chegada a hora dos usuários se mexerem, pois do contrário, brevemente as sua fitas VHS nem mais para peças de museu prestarão, mas tão somente para o lixo reciclável.
Autor: Isaias Malta

Fontes:
Trading Markets. JVC CEASES PRODUCTION OF STAND-ALONE VCRS, MARKING END OF ERA.
Retro Thing - JVC Ends VCR Production.
Boingboing The VCR is dead.

9 comentários:

  1. Sinto saudades do antigos video-cassete, pois, lembro-me que criava programas no mesmo, para atutomaticamente gravar meus programas preferidos e posteriormente assistia... até colecionava alguns programas. Hoje somente com uma placa de captura e uma maquina com bastante espaço no Hd é podemos fazer algo "parecido"... As vezes a evolução tecnológica nos deixa meio que na mão...

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  2. Já foi tarde. Essa tecnologia nunca deu certo sob a minha óptica. Perdi a conta de quantos cabeçotes eu tive que trocar na minha vida, das mais variadas marcas. As fitas invariavelmente irão mofar se não as guardarmos em um ambiente com desumidificador ligado durante o ano inteiro. Vários foram os desatentos aqui de casa que enfiaram uma fita branquinha de mofo dentro do VCR e ferraram o cabeçote. Gravar em EP? nem pensar. A qualidade é tão tosca que não tem a menor condição. E as fitas baratinhas? Lembram das Nipponic da vida? pois é. A gravação ficava tão ruim, e o som ficava desafinado com o tempo (parecendo um violino quebrado). VHS: que bom que você morreu!

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    1. seja voce quem for seu medroso,voce e um filho da puta porque tecnologia e bobagem,o cd e o blue ray e o dvd nao prestam,pois so riscam e nao tem jeito de concertar!ja as fitas se nao for tocada nao estragam!por isso eu te considero um ignorante,e concordo com quem disse que as televisoes que nao sao de tubo nao prestao!

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  3. Não vejo como bom ter morrido. Por mais cuidado que eu tenha com os CDs e DVDs, SEMPRE aparecem riscos e existe a possibilidade de descascar. Começa pelas beiradas. Outro problema é gravar filmes em DVD-5(o mais barato). Cabem no máximo 3h30min. com boa qualidade.
    No VHS, gravando em SLP, são 6h.

    Mesmo quando a fita está mofada(nem todas ficam), ainda tem jeito de salvar. E se for CD/DVD? Perdi a conta de quantas vezes as músicas ficam salteando ou repetindo o mesmo trecho no CD player daqui de casa. Não adianta passar pano do furo central até as bordas. Pra lidar com essas mídias, tem que ter mãos de veludo. Algumas eu guardo num saquinho, com extremo cuidado.

    Monitor LCD é outro lixo tecnológico. É todo delicadinho. Uuiiiii. :-D

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  4. Mesmo assim, a mídia física está morta e isto significa que não temos mais nenhum meio longevo de armazenamento de dados.
    O próprio todo poderoso chip da Intel x86 está decadente porque novas maneiras de fazer computação estão entrando no mercado e brevemente o computador que conhecemos será peça de museu.
    Quanto ao monitor LCD, consegui comprar um da última geração da Dell com painel S-IPS, o WFP-2007. Ele é excelente e não troco por nenhum CRT, mas concordo que os LCDs são extremamente frágeis. Tive que alertar a minha faxineira que se ela tocasse na tela molinha, corria o risco daquilo se romper e escorrer um líquido gosmento, tóxico e radioativo. Atualmente ela tem medo de se aproximar do monitor, mas para me precaver coloco sempre uma tela de proteção por na frente, daquelas que se usava para diminuir a luminescência dos tubões de CRT.

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  5. Olá descordo de alguns comentários mas posso ajudar aqueles que tem fitas de vhs em casa, pois converto para Vob e gravo em Dvd com excelente qualidade!
    Por um preço muito em conta!
    Tel 031 31 88764871 Santa Barbára Mg

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  6. De Heitor Vianna-Araruama-RJ-muamar@r7.com - De fato, gravações digitais , como dito, tambem tem suas falhas. Discos DVD perdendo toda informação ou com falhas (as vezes recuperavel no Nero do PC). Outros formatos, como Pen Drive Cartões de Memoria, tambem podem ter problemas. É preciso ver que mesmo com as falhas citadas, quando surgiu o videocassete foi uma revolução, pois era o unico meio pratico de se gravar algo e diretamente da Tv e vermos de forma compacta e barata , em casa, filmes e outros. O problema é converter VHS para DVD, quando os videocassetes vão desaparecendo e os aparelhos combinados player VHS-gravador de DVD, de mesa, são raros e caros.Mesmo gravadores de DVD de mesa, sumiram do Brasil e só tem lá nos grandes paises. www.portalbsd.com.br

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    1. Complementando - Heitor Vianna - Agora, nada a haver com televisores. Televisores de "tubo" tem imagem melhor do que LCD ou LCD a LED e isso se comprova com dados tecnicos - não é sé questão de gosto ou opinião. E de "tubo" é bem barata. Ao contrario de um videocassete, televisores de tubo ainda são fabricados aos milhões em varias industrias asiaticas (alias de onde quase tudo da eletronica vem ). Mesmo algumas marcas conhecidas, ainda disponiveis no Brasil, como Semp, Philco, CCE (acho que LG parou) , Tectoy e Lenoxxsound, tem fabricação asiatica. Alem disso esses televisores tem manutenção para tudo e de modo facil, ali na oficina da esquina. Há três anos atrás ainda comprei em lojas do Interior-RJ, fly backs (Transformador de Saida Horizontal) para três televisores de tubo aqui de casa, televisores esses comprados em 1997(hoje, 2013). Origem dos Fly Backs: China e os televisores são originais Philco e Semp, da epoca em que eram realmente fabricados no Brasil e nada tinham a haver com China. E com essas peças baratissimas, em relação ao que custavam antigamente: Apenas 28 reais cada ! Hoje já adquiri mais uma Semp CRT 21 polegadas (Out 2013). E olha que me dedico a recepção de satélites variados, com cerca de 20 deles ditsirbuidos em umas 11 antenas parabolicas.

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