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7 de ago de 2010

Intervenções terapêuticas radicais na mente.

O título toca propositalmente numa das questões fundamentais da filosofia, ou seja, as dualidades cérebro/mente e corpo/espírito. O pressuposto básico aqui esposado é a admissão da dualidade cérebro/mente, no entanto, aceitando que qualquer procedimento efetuado num, afetará o outro ente, já que estão umbilicalmente unidos por relações de causa e efeito.

Na prática clínica muitas vezes, em razão de distúrbios na bioquímica cerebral, o cérebro tem que receber tratamento através de recursos farmacológicos ou cirúrgicos, o que é feito pelas áreas psiquiátrica e/ou neurológica, e outras vezes somente a mente é tratada através de abordagens psicológicas.

Lobotomia
Intervenções terapêuticas radicais na mente: lobotomia

A destruição dos córtex frontal e pré-frontal do cérebro é um dos capítulos mais radicais da psicocirurgia. Procedimento usado em casos graves de violência esquizofrênica, esteve em voga nos anos 40 e 50. No entanto, posteriormente foram descobertos que o percentual de sucessos era desanimador frente aos danos irreversíveis causados nos pacientes.
Atualmente a lobotomia foi abandonada em escala global, embora alguns países ainda a aceitem como forma de controle do comportamento extremamente violento e patológico São eles: Japão, Austrália, Suécia e Índia.
» A história da lobotomia.

Ondas Nanométricas.
Intervenções terapêuticas radicais na mente: ondas nanométricas
É possível tratar diversas compulsões e vícios, entre eles, a dependência da Internet, usando ondas eletromagnéticas aplicadas diretamente no cérebro através de um aparato que lembra capacetes de ficção científica? Pode parecer bizarro, mas é o que acontece na China.
» Na China, dependência de Internet se cura em tratamento especializado.

Eletrochoque.
Intervenções terapêuticas radicais na mente: eletrochoque
A terapia tornada tristemente famosa nos antigos hospícios, apesar de cercada de tabus e receios, ainda hoje é usada em graves quadros depressivos com risco de suicídios e que não mais respondem às abordagens farmacológicas convencionais. Também é usado para estancar crises maníacas graves e quadros de esquizofrenia refratários à ação dos medicamentos.
» Eletroculvosoterapia ou Eletrochoque ou ECT.

Trepanação.
Intervenções terapêuticas radicais na mente: trepanação
Desde as civilizações antigas, a arte de abrir buracos no crânio tem sido usada como tratamento para diversas afecções e por motivos ritualísticos e iniciáticos. No entanto, ainda hoje algumas tribos primitivas e até do mundo moderno a usam como forma de combater enxaquecas incapacitantes, ou para o despertar da consciência cósmica.
» Um buraco na cabeça para expandir a Consciência.

Calosotomia.
Cirurgia que tem o objetivo de estinguir ataques epiléticos violentos, para os quais se nada for feito, acabam danificando os tecidos cerebrais. Ela consiste na secção parcial ou total do corpo caloso, a “ponte” que une os dois hemisférios cerebrais. Normalmente é feita uma primeira abordagem mais conservadora e posteriormente, se as crises não amainam, o paciente pode ser submetido a uma segunda intervenção, desta feita separando completamente os hemisférios para estancar as verdadeiras tempestades elétricas geradas nas crises de epilepsia.
» A psicocirurgia como tratamento.

Hemisferectomia.
Em casos graves, quando os focos epilépticos não se restringem a uma parte do cérebro, mas ocupam inteiramente um dos hemisférios, então não resta outra solução senão extirpá-lo inteiramente. Em adultos, tal cirurgia deixa sequelas permanentes, enquanto as crianças aprendem a “se virar” com um hemisfério apenas através da reaprendizagem das funções perdidas no extipado.
» Saiba mais sobre Hemisferectomia.

2 comentários:

  1. Não sou nenhum pesquisador nem estudioso das sociedades mas,sou um entusiasta da aprendizagem.
    Vem isto a propósito do tema. Não tenho formação académica para opinar.
    Assim sendo, o meu comentário é o de um leigo.

    Mesmer,um médico, definiu e divulgou o magnetismo animal o que se podia considerar um método diferente da medicina tradicional.
    Talvez tenha sido o percursor do hipnotismo que ainda hoje está envolto num de halo de magia.
    Que é uma ciência não tenho dúvidas e a sua eficácia é incontestável, aliás tem desempenhado um papel importante no tratamento na psicopatologia.
    Por isso, tenho dificuldade em entender a razão pela qual esta ciência está tão pouco difundida ao invés dos tratamentos convencionais. Pese embora o único prémio Nobel concedido a um português o Prof. Egas Moniz ( lobotomia, ) que sinceramente me horroriza.

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  2. É bom saber que nosso prêmio Nobel lusitano foi pela lobotomia.
    Talvez o pouco secesso da hipnose se deva à diminuição drástica de anestésicos e outras drogas que se daria se esta prática se popularizasse. Ora, sabemos o gigantesco porte industrial subjacente à estrutura hospitalar e os bilhões de dólares em jogo.
    Então, qualquer método que seja vetor da diminuição dos consumíveis farmacológicos, certamente será mal visto pelos gestores da saúde.

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