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30 de jun de 2009

Route 66, a mãe de todas as estradas do fim do mundo.

Muito do nosso imaginário está na Route 66, seja através dos filmes rodados nela, seja pelos símbolos Pop que se eternizaram, tais como o Motel e o Fast-Food.

Atualmente, aquela que outrora foi a maior estrada dos Estados Unidos, é uma rota fantasma que liga o nada ao lugar nenhum. Mas, mesmo que muitos dos seus trechos tenham sumido do mapa, a velha e bucólica Route 66 continua a ecoar estereótipos, todos evocados em filmes clássicos, Bagdá Café, Paris Texas, Duel, etc.
Route 66-Detalhe da Rota 66
Os protagonistas do sonho Americano continuam lá, no mesmo lugar que hoje foi rebatizado de roteiro histórico para fins turísticos. Lugarejos da América rural profunda que antes eram irrigados pela estrada-mãe (Mother Road), com a sua desativação em 1985, permanecem modorrentos e abandonados, tal como foi plasmado no filme Bagdá Café do diretor alemão Percy Adlon.

Então, como meu tributo à Mãe de todas as estradas e das bibocas, selecionei uma galeria que homenageia os seus principais atores: automóveis, Moteis e postos de gasolinas.
Route 66-velho Cadillac
Um velho Cadillac, símbolo da antiga pujança da Route 66, dorme plácido e enferrujado num monte de feno nos arredores de El Reno, Oklahoma.

Route 66-Placa de Motel
Placa enferrujada sinaliando um dos inúmeros motéis ao longo dos trechos abandonados da Route 66.

Route 66-Cerveja gelada
Este estabelecimento "oferece" cerveja gelada.

Route 66-Free TV
Aproveite a TV grátis!

Route 66-Bomba de Gasolina
Bomba de gasolina perdida no tempo.

Route 66-Mote Luna
Motel Luna.

Fontes das fotos:
[Jay Crim]
[Romano Pedetti]
[Jwoodphoto]
[Chicago Snaphot]

Artigo excelente sobre a Route 66: [Obvious]

O surgimento dos Mamíferos


O Sinoconodonte foi um mammaliaforme pré-histórico e ancestral dos mamíferos, mas não era um mamífero verdadeiro e possuia muitas características reptilianas. Ele viveu no período Jurássico e deve ter sido caçado por dinossauros carnívoros (Paleontology WEB).

Há cerca de 200 milhões de anos, no início da era Mesozóica, a era dos répteis -, quando surgiram os primeiros dinossauros, aparece pela primeira vez indicação da presença dos mamíferos.

Estes primeiros mamíferos, considerados descendentes de répteis terapsídeos, apenas deixaram para a posteridade pedaços de crânios, dentes e mandíbulas, mas isso foi o suficiente para obter muitas informações sobre esses animais:

eram animais pequenos;

apresentavam dentes afiados, logo deveriam ser carnívoros. No entanto, devido ao seu tamanho, pensa-se que se alimentariam principalmente de insetos, vermes e ovos de répteis;

eram homeotérmicos, fato que pode ser deduzido da presença de palato (céu da boca) ósseo que separa a boca do nariz. Esta característica existe nos organismos que respiram continuamente, mesmo quando se alimentam, o que é típico de organismos com elevados gastos energéticos, como os homeotérmos. Este fato permitia-lhes manterem-se ativos de noite e ao entardecer;

eram animais noturnos, dado o elevado tamanho das órbitas;

tinham uma audição apurada pois seu ouvido médio apresentava três ossos.

Com a extinção dos dinossauros, houve a liberação de grande número de nichos ecológicos que provocou uma explosiva irradiação adaptativa, surgindo em muito pouco tempo, do ponto de vista geológico, todas as principais ordens de mamíferos atuais: monotremados, marsupiais e placentários. Por este motivo, a era Cenozóica é designada a era dos mamíferos.


Por: Gladis Franck da Cunha.

Referência:

HENRIQUES E. M. S. A EVOLUÇÃO DO HOMO SAPIENS. Disponível em: http://ambiente.eternos.org/wp-content/uploads/EfolioB_Biologia_Geral_I_Aluno_700612.pdf

29 de jun de 2009

Fotos sem photoshop de poses que desafiam a lei da gravidade.

Em plena moda do photopshop e da falsidade, nada melhor do que admirar fotografias que não contenham nenhum truque digital, exceto o talento dos modelos retratados em se colocarem engenhosamente em pleno ar... como se não houvesse lei da gravidade.

Momento Flutuante.
Flutuador ocasional
Foto escolhida de uma galeria com várias poses inusitadamente flutuantes.

Alpinista imaginativo.
Alpinista esperto
Os alpinistas ao invés de tirarem sempre as mesmas fotos chatíssimas, bem que poderiam se inspirar neste cara.

Surf aéreo.
Surfista Erika desafia a gravidade
Erika desafia a gravidade. Voe como se não tivesse prancha, só cuide na hora do caldo dentro do tubo!

Cão dá rasante.
Cão voador
O cão Finn domina perfeitamente as regras do vôo rasante.

Esporte flutuante.
Jogando todas as fichas no Cricket
Voos que acontecem em partidas de Cricket, principalmente quando se trata do campeão Sul Africano.

Spiderman à paisana.
Spiderman tem ventosas nas mãos
Este rapaz tem ventosas nas mãos. Não adianta botar minhoca na foto, ela não tem truque de photoshop.

Michael Jackson em ângulo de 45º no clip da música Smooth Criminal.
Michael Jackson faz 45º no clip da música Smoth Criminal
Finamente foi revelado o segredo do Rei do Pop!

Caminhão chinês só não voa por milagre.
Caminhão chinês acidentado
China: depois de perder o controle na curva do viaduto, este caminhão desafiou a lei da gravidade e não caiu.

Le Parkour, sempre o Le Parkour!
Sempre o Le Parkour
Não poderia faltar uma pose clássica do Le Parkour. Como vai ser o “pouso” do camarada é que eu queria saber!
Por: Isaias Malta.

28 de jun de 2009

O Twitter migra para o mundo real.

Carro do Twitter
O século XXI, que já pode ser chamado de era das comunicações instantâneas, vê aos poucos o mundo real ser invadido pelas facilidades criadas por um novo conceito de Web. Você não acessa mais a Internet exclusivamente via computador, mas onde quer que esteja graças ao wireless e à portabilidade dos dispositivos, que conferem um poder de conectividade nunca dantes visto.

Assim, passamos a observar cada vez mais placas de estabelecimentos comerciais substituindo o tradicional mote do número de telefone pelo endereço do Twitter, ou Messenger. Isto é um sinal dos tempos de que o império do telefone está prestes a entrar em declínio, uma vez que será engolido pelas novas tecnologias que fatalmente englobarão as antigas mídias.

Pizzaria.
Twitter na pizzaria
Esta caiu na rede há pouco tempo. Uma pizzaria de New Orleans, Louisiana, USA, chamada Naked Pizza trocou a tradicional placa “Call for Delivery” por algo menos ortodoxo: “Follow Us On Twitter”. Notar o famoso passarinho azul no logotipo, será que isto vai dar rolos futuros de direitos autorais?

Gráfica.
Gráfica do Twitter
Esta gráfica se adequou a onda Web 2.0 e tenta colocar no mercado os seus chamativos Banners “Are You Following me?”. Ou o designer da gráfica é meio manco quando retratou um "pintinho azul", ou ele vivaldinamente está tentando evitar futuros problemas de direitos autorais. Quem saberá?

A Primeira Igreja do Twitter!
Primeira Igreja do Twitter
Uma estranha igreja de Nova Iorque chamada “Igreja da Santíssima Trindade da Wall Street” fez um upgrade para a Web 2.0 e convida seus devotos a acompanhar seus cultos via telefone, Blackberry, iPhone, ou através de qualquer outro tipo de conexão à Internet.

O conteúdo é composto de fotos, orações, passagens bíblicas, pregações e música gospel. O seu perfil no Twitter já conta com 1620 seguidores e segue aumentando desde a sua criação no dia 7/04/2009. Será que tal idéia ainda não assaltou o Bispo Macedo?

Twitter na praia.
Twitter na praia
O que faz uma jovem, linda, loira e pensativa contemplando esta inscrição? A imagem pode ser interpretada como um apelo ontológico dos novos tempos, porque é evocadora de múltiplas reflexões. A pessoa que escreveu isto certamente está tão imbricada com as redes sociais, que nem nos momentos de lazer consegue se desplugar. Terá sido o inscritor um viciado em tecnologia, portanto, portador da nova doença batizada de Nomofobia?

Os ainda parcos exemplos da rede virtual permeando as relações do mundo real vão, doravante, proliferar cada vez mais. Se você tem um mercadinho, uma barbearia, uma lojinha de badulaques, ou qualquer outro tipo de estabelecimento, corra para fazer um upgrade da placa do seu negócio e substitua a arte do famigerado “Fone” por algo bem mais atualizado. Entre para o mundo das infinitas potencialidades a serem exploradas no rico filão proporcionado pelas redes sociais.

É preciso construir uma nova semiótica que dê conta dos símbolos que começam a pipocar nas ruas e que são resultantes do recrudescimento do fenômeno da Realidade Aumentada. O Twitter e os Instant Messengers são os grandes motores desta tendência que está impulsionando novos hábitos e, portanto, criando novos perfis de consumo.
Por: Isaias Malta.

27 de jun de 2009

Humberto Maturana: conhecer o conhecer

Maturana, biólogo chileno e Doutor em Biologia por Harvard[2].

Maturana buscou a compreensão das bases biológicas do entendimento humano.


No livro “A árvore do conhecimento”[1], escrito em parceria com Francisco Varela, os autores destacam que “o fenômeno do conhecer não pode ser equiparado a existência de fatos ou objetos lá fora, que podemos captar e armazenar na cabeça”(p.68), pois a experiência deve ser validada pela estrutura humana que torna possível a coisa que surge na descrição. “O produzir do mundo é o cerne pulsante do conhecimento, e está associado às raízes mais profundas de nosso ser cognitivo, por mais sólida que nos pareça nossa experiência” (p.69).

Para Maturana, não há uma descontinuidade entre o social e o humano e suas raízes biológicas, pois o fenômeno do conhecer é um todo integrado e todos os seus aspectos estão fundados sobre a mesma base. Ele reforça este conceito, numa entrevista concedida à Revista Ciência Hoje (conhecer o conhecer)[2], explicando que no momento em que atribui importância ao indivíduo, respeitando sua legitimidade, não nega as suas circunstâncias. Pois, quando diz que conhecer é viver e viver é conhecer, está dizendo que no momento que o ser vivo deixa de ser congruente com sua circunstância, ele morre.

No sentido estrito do ser humano, não há contradição entre o sistema e a comunidade à qual ele pertence, ou seja, não há contradição entre o individual e o social, porque eles são mutuamente gerativos.

A imagem da capa do livro “A árvore do conhecimento”[1] ressalta o conceito de que na biologia as circunstâncias são tão importantes que os limites do indivíduo não são visíveis.

Imagem de capa[1]

Num sentido mais amplo, o esquema abaixo representa o indivíduo (círculo interno) e sua circunstância (círculo externo), ressaltando o conceito de Maturana que os indivíduos precisam se adaptar as alterações do meio, mas, para sobreviverem, essa adaptação não pode alterar a sua essência.
O indivíduo e sua circunstância

A partir deste esquema, podemos interpretar a adaptação como um alargamento e inclinação da estrutura do indivíduo, em resposta a grandes alterações do meio. Aqueles que não forem capazes disso não sobreviverão, por outro lado, sucessivas adaptações levam a uma crescente transformação, que pode redundar no surgimento de uma nova espécie.

Por: Gladis Franck da Cunha.

Referências:
[1]- MATURANA, Humberto R. ; VARELA, Francisco G. A árvore do conhecimento: As bases biológicas do entendimento humano. Campinas : Editorial Psy II, 1995.

[2]- MATURANA, Humberto R. Conhecer o conhecer. In : MAGRO, C. ; SANTAMARIA, R. ; FERNANDES, M. Ciência Hoje. São Paulo, v. 14, n.184, p. 44-49, 1992.

Nota:
Explorei mais concretamente algumas idéias de Maturana e Varela nos seguintes textos publicados no Diversae: “A organização biológica e o desenvolvimento humano.” “Evolução humana: acaso ou necessidade?” “Da linguagem ao motor da evolução.” “A importância do conhecimento biológico para o educador.

Top 10 dos veículos pós-Apocalípticos.

As distopias são caracterizadas pelo caos reinante após a catástrofe. É quando a lei do mais forte impera e onde todos lutam contra todos. Todavia, os eventos pós-apocalípticos não necessariamente precisam acontecer no planeta inteiro, já que muitas regiões estão atualmente sob o domínio das distopias, ou seja, um período histórico em que a ordem civilizatória inexiste.

Uma das grandes características da ficção Cyberpunk é a utilização de ambientações distópicas, onde as pessoas lutam bravamente pela vida se socorrendo de alguma tecnologia remanescente para montar máquinas de guera que lhes garantam a sobrevivência. É o caso dos famosos veículos apocalípticos consagrados pela trilogia dos filmes Mad Max. Assim, em meio o caos generalizado, a única chance é usar a força das armas e das sucatas de máquinas sobrantes da catástrofe.

Atualmente, uma das mais famosas distopias acontece na Somália, ou no que sobrou dela, depois que a guerra civil devastou o país. Em terra, velhos jipes restos de guerra e na água, barcos ligeiros arruinados e enferrujados singram centenas de quilômetros adentro do golfo de Áden para capturar os navios que navegam abarrotados de riquezas na próspera rota oriente-ocidente.

Os veículos comumente usados nas distopias são pesados, blindados e equipados de armas de grosso calibre. Nesta lista, escolhi os veículos reais e imaginários mais representativos de cada universo alternativo... sendo que alguns deles pertencem à nossa realidade.

1- Games.
Hero Champions
Carro renderizado para o jogo Hero Champions - encarna muito bem a concepção pós-apocalíptica.

2- Polícia.
Caveirão
Os Estados policiais necessitam de veículos pós-apocalípticos para compensarem o serviço que seus governos corruptos não prestam à população. Então, ao invés de invadir os bolsões de miséria com Postos de Saúde, Escolas, Creches, Segurança, assistência jurídica e cidadania, os Caveirões entram atirando em tudo o que se mexe. Eis o retrato da mais pura situação distópica sofrida nos cinturões de pobreza dos grandes centros urbanos brasileiros.

3- No cinema, um Clássico.
Mad Max
Os filmes Mad Max forjaram no nosso imaginário os mais clássicos veículos pós-apocalípticos.

4- Heróis.
Batmóvel
O Batman mudou muito desde o primeiro aparecimento na década de 60 do primeiro cavaleiro das trevas fora dos gibis (meio bichesco por sinal). Houve uma incrível evolução estilística, até desaguar na era pós-atentados de 11 de setembro de 2001, quando o mundo passou a conviver a paranóia do terrorismo. Como resultado das transformações sociais globais, o Batmóvel, que nos primórdios era praticamente um carro de polícia aerodinâmico, se militarizou e virou um veículo 100% pós-apocalíptico em suas duas últimas versões.

5- Cinema - Caminhão.
Corrida Mortal
Não poderia faltar nesta lista um caminhão equipado com todas a espécies de armas, protagonista do filme Corrida Mortal.

6- Caçadores de Tornados.
Storm Chasers
Apesar deste veículo não ser um puro-sangue pós-apocalíptico, por não possuir armas, por si só a sua impressionante figura cava um lugar nesta lista. Ele pertence aos malucos caçadores de tornados (Storm Chasers) que prestam serviços ao Discovery Channel.

7- Militar.
Hummer Humvee
Este é um Hummer Humvee equipado com um canhão de laser fabricando pela Boeing. É um clássico Hummer muito empregado na guerra do Iraque, é equipado com uma arma estrambótica, portanto, merece figurar neste Top 10.

8- Ficção científica.
Landmaster
Este estranho carro anfíbio denominado de Landmaster protagonizou o filme de Ficção Científica Damnation Alley de 1977. Com um custo de 1,2 milhões de dólares (quase 10% do orçamento do filme), este monstro de 12 rodas fez tanto jus ao investimento, que figurou no cartaz do filme.

9- Mercenário no Iraque.
Iraque pickup pós-apocalíptica
Digamos que para enfrentar o trânsito nas ruas do Iraque, você precisa de veículo muito parrudo para aguentar as constantes emboscadas e explosões de minas. É isto que faz o pessoal responsável pela segurança privada das empresas lá localizadas: tuna pickups civis e as transforma em verdadeiros bunkers móveis equipados com artilharia pesada.

10- Burning Man.
Burning Man
O festival Burning Man que acontece anualmente na localidade de Black Rock, no deserto de Nevada, EUA, fornece um terreno fértil para o aparecimento de vários constructos bizarros. Um deles é este carro estilo Mad Max que apareceu na Playa do Burning Man de 2002
Por: Isaias Malta.

Links Relacionados:
Distopia na Wikipédia.
Top 10 das Cidades Imaginárias.
Um guia prático para você reconhecer os filmes genuinamente Cyberpunk.
Burning Man, o extravasamento de todos os sentidos.

O que se conserva, mas muda o tempo todo?

Moinhos ao Vento de Carlos Godinho

É a energia.
O que é energia? Energia pode ser definida como a capacidade de realizar um trabalho. Exemplos de energia são a gravitacional, cinética, calorífica, elétrica, radiante, química, nuclear, entre outras. Há até uma energia associada à massa dos corpos em repouso: a energia potencial.

Sabia que, segundo a Física, a conservação da energia é o princípio que controla o Universo?

É impressionante saber que energia nunca se acaba, mesmo a nossa! Ela apenas se transforma e muda de lugar. Ou seja, a energia pode existir de diversas formas dentro de um sistema e ser convertida de uma forma em outra. Os ecossistemas terrestres são mantidos pela transformação da energia luminosa em energia química, através da fotossíntese. Essa transformação resulta na construção da glicose, que serve de matéria-prima para construção de outras moléculas e estas por sua vez são convertidas em outras tantas, pelos diferentes organismos através da cadeia alimentar.

O princípio da conservação de energia formulado a partir da metade do século dezenove levou à hipótese de que se poderia construir um moto perpétuo, um sonho que ainda não acabou. Porém, o conceito de uma máquina que funcionasse para sempre esbarrou no fato de que parte da energia se transforma em calor e se transfere para outros sistemas.

O conceito de conservação da energia
foi sendo elaborado a partir de contribuições de vários cientistas entre os quais: Galileu, Huygens, Lagrange, Newton, Lavoiser, Carnot, Joule, Plank e Einstein, que chegou à Lei de conservação da massa-energia (E= m.C²).
Perpetuum mobile

Pensar em energias alternativas envolve a recaptura e reutilização de energias que se transformam e “escapam” do sistema. Algumas tecnologias estão buscando incorporar soluções ecológicas em automóveis, visando um melhor aproveitamento de diferentes formas de energia, por vezes, alguns protótipos são bizarros. Esse é um desafio essencial à preservação ambiental, porém se opõe aos atuais modelos de concentração de renda, significando que as verbas para este tipo de pesquisa ainda são minguadas.

Por: Gladis Franck da Cunha.

Notas:
Para saber mais sobre a conservação de energia e a contribuição dos diferentes cientistas leia a resposta à pergunta: O que é energia? Em: PLEITEZ ,Vicente. Energia: controladora do Universo. O leitor pergunta. Ciência Hoje. São Paulo, v. 14, n.184, p. 6, 1992.

Para uma explicação simplificada da fotossíntese consulte: CUNHA, G.F. Fotossíntese bem resumida? Blogpaedia, 2008, disponível em: http://www.blogpaedia.com.br/2008/04/fotossntese-bem-resumida.html

Para saber mais sobre o estado da arte do moto contínuo veja texto de Álvaro Augusto em “Rabiscos Aleatórios”, disponível em: http://alvaroaugusto.blogspot.com/2007/07/moto-contnuo-o-sonho-que-no-quer-morrer.html

26 de jun de 2009

Algumas cidades que transformaram Foguetes em Monumentos Públicos.

A minha primeira curiosidade quando chego a uma cidade desconhecida é caminhar pelas ruas e parques para descobrir seus monumentos. Infelizmente não conheço pessoalmente nenhuma cidade que tenha transformado artefatos da era espacial em monumentos.

Então, pesquisei cidades que elegeram foguetes reais como símbolos representativos e, certamente, tais cidades tiveram tudo a ver com os dois principais programas espaciais do planeta, o russo e o americano.

Kaluga – Kaluga Oblast – Rússia.
Monumento foguete Vostok em Kalunga
Kaluga foi a cidade natal de Konstatin Tsiolkovsky, o fundador do programa especial Soviético. Ela também é chamada de berço do programa espacial russo e, como não poderia faltar, a cidade possui um foguete Vostok eternizado como monumento da cidade.

Baikonur – Cazaquistão.
Soyuz LV em Baikonur
A cidade que abriga o cosmódromo Russo desde o Império Sóviético, abriga na Avenida Korolev um foguete espacial Soyuz R-7 Semyorka .

Qyzylorda – Cazaquistão.
Míssil R-16A ICBM em Qyzylorda
O Míssil militar R-16A ICBM de dois estágios tinha um alcance de 10 mil quilômetros e usava o perigoso combustível ácido nítrico. O primeiro lançamento deste míssil protagonizou em 23/10/1969 a maior tragédia de lançamento de mísseis da história. Leia maiores detalhes no [Videocosmos].

Huntsville – Alabama – EUA.
Monumentos foguete em Huntsville
Nos arredores do Centro Espacial Marshall da NASA há vários monumentos públicos que reúnem os principais símbolos espaciais americano, que incluem um foguete Apollo original e o Ônibus Espacial montado no seu foguete propulsor.

Bakonur – Cazaquistão.
Trosportador do Foguete de Yuri Gagarin
Este monumento não se trata exatamente de um foguete, mas de um dispositivo sobrevivente ao marco inicial da era espacial. Trata-se da estrutura que transportou o foguete de Yuri Gagarin, o primeiro humano a entrar em órbita da terra. O transportador é uma das raras peças que fica ao ar livre nos pátios do Museu Gagarin em Baikonur.
Por: Isaias Malta.

25 de jun de 2009

Todos nós somos fractais.

Na era de rupturas que foi o Século XX, uma das concepções de exatidão a cair fragorosamente foi a forma de ver a natureza. Ela caiu no início dos anos 70 com o modelo mecanicista/exato que descrevia os fundamentos da matéria. Mesmo que o tema fractais seja mais conhecido pelas famosas figuras aleatórias e coloridas espalhadas na Internet, é importante ressaltar que ele transcende em muito a mera brincadeira com o encadeamento de equações não lineares.

Ao contrário do que seu descobridor, Benoît Mandelbrot, imaginou à princípio, as implicações do ferramental proporcionado por uma geometria que conseguia descrever estruturas irregulares foram muito mais além, no momento em que nos forneceu a possibilidade de abarcarmos matematicamente figuras e volumes que fogem à geometria tradicional baseada em esferas, cones, paralelogramos, triângulos, etc.

Nuvens, montanhas, fluidos e seres vivos são todos feitos com os mesmos "tijolos". Descobriu-se que a natureza é econômica nas suas construções, já que ela não emprega estruturas de 1, nem 2, nem 3 dimensões, mas sim dimensões fracionárias entre a 2ª e 3ª dimensões. Assim, todo o universo, apesar da sua imensa variabilidade guarda grandes similaridades de formas.

Ao invés de repetir as figuras bonitas produzidas pela plotagem dos resultados das equações não lineares retro alimentadas, farei algo que explicita muito mais a filosofia por trás desta matemática de natureza simples, porém inquietante, que proporcionou a construção de novos modelos científicos usados para compreender o Universo.

Qual é a diferença entre as montanhas e as nuvens? Sob o ponto de vista matemático nenhuma, já que ambas são construídas usando os mesmos princípios fundamentais.
Fractais Rochas-Nuvens

O mesmo se sucede entre os ramos das árvores e os pulmões. Não é à toa que o pulmão também é chamado de “Árvore Pulmonar”. Por quê? Peguemos somente os brônquios e broquíolos pulmonares e os coloquemos de cabeça para baixo, o que se vê? Uma árvore perfeita, pois estruturalmente pulmões e árvores tem a mesma dimensão fractal.
Fractais Árvore-Pulmão

Finalmente, como pode ser constatado por qualquer um que anda ao ar livre, as árvores apresentam estranhas semelhanças com o corpo humano, largamente documentadas na Internet. Tais semelhanças, além de não serem meras coincidências, foram muitas vezes exploradas pelas artes, como no livro “O Senhor dos Anéis” em que os Entes de J.R.R Tolkien são figuras arbóreas antropomórficas.
Fractais Mulher-Árvore

Em vista das similaridades existentes entre corpos tão díspares, é forçoso acreditar que a natureza inventou o maior compactador de dados do universo. Isto significa que com poucos bytes é possível a construção de formas simples, ou complexas, bastando replicar infinitamente umas poucas partículas elementares fundamentais, que tanto podem originar a maravilha de um belo corpo de uma mulher, quanto a majestade de uma galáxia.
Por: Isaias Malta.

Link relacionado:
Fractais - Arte e Ciência.

A ciência resulta de mergulhos no desconhecido!


De acordo com Martin A. Schwartz [1], a pesquisa depende da capacidade que temos de suportar a sensação de ignorância.

Ele salienta que os estudantes não percebem o quão difícil é fazer pesquisa. Mais difícil ainda pesquisa de grande importância.

Pesquisar é muito mais difícil do que ir bem nas disciplinas, mesmo nas mais exigentes.

O que torna a pesquisa difícil é o mergulho no desconhecido, pois até termos um resultado, nós nem ao menos estamos certos se estamos fazendo as perguntas certas ou os experimentos adequados. Por tais motivos, a educação científica deve se esforçar para atenuar esta grande transição entre aprender as descobertas de outras pessoas e começar a fazer as suas próprias.

Quanto mais confortavelmente conseguirmos conviver com a sensação de ignorância, mais profundamente poderemos penetrar no desconhecido para fazer grandes descobertas. Em resumo: Quanto mais buscamos aprofundar nosso conhecimentos, em qualquer das diferentes áreas das ciências, entendemos porque Sócrates, que foi considerado o homem mais inteligente do seu tempo, afirmou "Só sei que nada sei"[2].

"A morte de Sócrates" de Jacques Louis David, 1787.

Por: Gladis Franck da Cunha.

Notas:
[1]- O texto completo de Martin A. Schwartz saiu no Journal of Cell Science, mas uma tradução de Rafael Soares está disponível no RNA mensageiro,.

[2]- As citações de Sócrates foram escritas pelo seu discípulo Platão. Esta em especial consta da "Apologia de Sócrates" (o primeiro discurso, 21d) – Wikipedia.

24 de jun de 2009

As máquinas estão dominando o mundo? É uma das hipóteses da queda do vôo 447.

O cenário proposto no filme Matrix de 1999 não está longe da realidade. Várias máquinas que amplificam as nossas forças para que vençamos distâncias inimagináveis há 100 anos atrás, a velocidades impressionantes, estão adquirindo um automatismo que, mesmo vindo em nome do conforto, pode se revelar perigoso.
Carros equipados cada vez com mais com sensores, computadores de bordo, sensores de movimento, alerta para mudança de pista, controle eletrônico de estabilidade e mapas digitais via satélite, são equipamentos top de linha que estão saindo da fábrica dirigindo sozinhos. Por ocasião do recente lançamento do Mercedes-Bens Classe E, o site G1 testou o modelo e reportou que para quem gosta de sentir o prazer de dirigir, o futuro está cada vez mais desanimador. Automóveis inteligentes que tomam suas próprias decisões tornam o motorista um mero espectador. Leia as impressões completas no G1.

Para comprovar que os humanos podem virar simples débeis mentais dentro dos carros do futuro, veja este idiota dentro desta BMW 330i, que precisa ter apenas dois neurônios para apertar o botão “On” e pronto! O carro faz o todo o resto sozinho.

Veja maiores detalhes no Motor S/A.

Todavia, nem tudo é um mar de rosas na história do automatismo, já que em situações de emergência muitas vezes as máquinas podem “tomar” a decisão errada. É o caso recente do fatídico vôo 447 que acabou voando oceano adentro. O acidente suscitou toda uma discussão sobre a filosofia imposta pelo fabricante Airbus, que elevou o automatismo nos seus aviões a níveis extremos. No interessante artigo de Irineu Guarnier Filho, ele cita uma frase de efeito que não deixa de ter seu cunho de verdade, “um Airbus é um avião feito por engenheiros para engenheiros e não para pilotos”.

O que aparentemente traria grandes vantagens em termos de segurança, pode estar se revelando como um tiro pela culatra. Isto porque o poder de decisão dos pilotos está cada vez mais sendo transferido para as máquinas. A parte boa desta sistemática é que o avião não executará manobras potencialmente perigosas, mesmo que seja comandado ativamente. Por outro lado, sabe-se que em momentos críticos às vezes é necessário executar manobras que contrariam as regras do bom comportamento aeronáutico. Leia na íntegra estes detalhes no Canal Rural.

Um piloto me contou um episódio ocorrido durante os testes de um Airbus conduzidos por uma companhia aérea. Durante uma das manobras, o piloto comandou um “banking” (inclinação) da aeronave para iniciar uma curva, que era para ser suave. Porém, para o seu desespero a inclinação continuava aumentando, enquanto ele dava manche e pedal para o lado contrário... e nada, o computador do Airbus não respondia. Finalmente a capacidade de improvisação humana falou mais alto e ele teve a súbita idéia de comandar uma curva muito mais radical justamente para o lado que o avião estava se inclinando, mas correndo o risco de iniciar um mergulho fatal em direção ao chão. Para o seu alívio, os computadores de bordo “entenderam” o tamanho da cagada que estava sendo feita e descomandaram rapidamente a curva que certamente levaria a aeronave ao desastre.

Outro exemplo de máquinas dominando homens aconteceu nas ruas de uma cidade americana que passou no extinto programa “Vídeos Incríveis” da Band. Um carro em alta velocidade fazia várias ultrapassagens perigosas até que chamou a atenção da polícia, que passou a persegui-lo. Depois de vários quilômetros de peripécias, os policiais conseguiram finalmente estourar os quatro pneus do caro, que foi obrigado a parar no acostamento. Neste momento, os policiais se aproximaram cautelosos de armas em punho receosos com a reação do provável criminoso que teria feito aquela estripulia. Para a surpresa deles, saiu de dentro do carro uma velhinha em prantos que agradeceu aos agentes da lei por eles terem parado o carro, já que o piloto automático do veículo havia bloqueado os comandos e o único controle que lhe restara era o da direção.

Será que as máquinas estão dominando o mundo? Ao contrário do que supuseram os nossos antepassados, não são elas que estão se tornando inteligentes demais ao ponto de assumirem “conscientemente” o comando. Somos nós, que com a nossa busca insana pelo conforto e redução de custos, estamos transferindo às máquinas cada vez mais a responsabilidade pela nossa segurança. Mas, a realidade mostra que o automatismo radical pode levar a uma situação bizarra: nas situações em que vidas humanas estão em jogo, o ser humano é o único capaz de perpetrar ações completamente imprevisíveis.

E quando os computadores não permitem tais ações intempestivas? Nestes casos, o desastre se torna inevitável.
Por: Isaias Malta.

Link relacionado:
As máquinas mais odiadas de todos os tempos!

Os cemitérios de aviões e o descaso com a Terra



Não são apenas os elefantes que precisam ir para os "campos de ossos", os grandes jatos comerciais, quando chega a sua hora de fazer o último vôo, vão para os piores desertos do mundo, normalmente localizados nos Estados Unidos, como o de Mojave.

A imagem do cemitério de aeronaves choca o senso ecológico, pois reflete nossa postura de conformidade com a provisoriedade de equipamentos e com o descarte. O avanço tecnológico tem impulsuionado o descarte de resíduos sólidos, pois os consumidores querem mais conforto, mais opcionais, mais, mais e mais.

Infelizmente neste roldão os recursos naturais do planeta tem ficado com menos, menos e menos. Quantos minérios estão imobilizados nestas sucatas de aviões?

A sociedade humana confia e espera cada vez mais da tecnologia, mas sem a correta filosofia estes avanços estão nos direcionando ao caos ambiental crescente. Precisamos de avanços tecnológicos que levem em consideração as questões ambientais e éticas.

As tecnologias de comunicação e informação deveriam substituir a maior parte dos deslocamentos de trabalho, para que as viagens pudessem ser reduzidas e mais dedicadas ao lazer, para que se buscassem veículos de transporte humano mais duráveis, confortáveis e seguros. Para que se pudesse adiar uma decolagem, evitando condições climáticas severas, como ocorria com as aeronaves mais antigas.

Estas mudanças tornam-se possíveis apenas se cada um de nós fizer o pouco que lhe cabe em termos de atitudes ambientais e solidariedade humana. Não é só uma questão de aviões, pois os seus cemitérios são apenas uma faceta de um quadro geral muito feio.

Por: Gladis Franck da Cunha.

Notas:
1-Para saber mais sobre cemitérios de aviões há um texto em inglês, disponível em:
http://www.desertusa.com/mag06/apr/airplane.html
2- Fonte da imagem: GTA BRASIL