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15 de abr de 2008

O que são as corridas de carros-robô?

São corridas feitas entre carros auto-dirigidos, sem qualquer intervenção humana. Os robôs que há alguns anos atrás mal conseguiam atingir 2km dos 20 inicialmente propostos, se aproximam agora dos 100km.

Em novembro de 2007 um carro autônomo chamado Boss faturou o prêmio de 2 milhões de dólares em uma corrida na Califórnia. Boss trafegou com sucesso em ambiente urbano, desviando e convivendo com outros carros, perfazendo 85 km durante menos de seis horas, tudo isso sem qualquer controle humano.

O Chevrolet modificado Tahoe foi um dos seis carros que cruzaram a linha de chegada, de um grid total de 11 robôs que partiram ao amanhecer. Os outros tiveram de abandonar a corrida depois de colisões e outros problemas.

A corrida foi organizada pela Agência de Projetos e Pesquisas Avançadas do Departamento de defesa dos Estados Unidos (Darpa), cujo objetivo é o desenvolvimento de transportes não tripulados para poderem ser usados em situações de batalha. Os fabricantes de automóveis dizem que a tecnologia que está sendo desenvolvida vai possibilitar a su incorporação aos carros de série.
Boss trafegou nas ruas de uma cidade criada especialmente para este fim em uma base desativada da Força Aérea dos Estados Unidos em Victorville, num deserto da Califórnia.
Ele teve que enfrentar ruas de mão única e dupla, cruzamentos, construções e parques de estacionamento. Assim como os outros 10 carros-robô, Boss compartilhou ruas com mais de 30 motoristas humanos profissionais, que lá estavam para simular o tráfego urbano normal.

Olhos de raio laser
À primeira vista os robôs parecem carros normais de passeio, acrescentado de suportes de sensores montados no teto, cantos e pára-choques.

Uma das partes-chave da tecnologia da equipe vitoriosa foi um Lidar - um scanner de raio laser giratório. "Ele tem 64 raios lasers individuais, e gira aproximadamente 10 vezes por segundo para gerar aproximadamente um milhão de medições das proximidades," explicou Chris Urmson.
"Isto nos dá uma espécie de nuvem de pontos que podemos usar para ajudar a diferenciar os objetos próximos uns dos outros – carros de paredes de calçadas e assim por diante."

O tempo decorrido entre o disparo do laser e o seu retorno depois ser refletido por um objeto, permite a um computador calcular a que distância o objeto está. Tal informação é combinada com outros dados de vindos dos sensores de radar de mais longo alcance e das câmeras. A seguir "temos algoritmos que processam os dados e analisam e localizam tanto a posição dos objetos fixos e os móveis, como a nossa localização em relação aos mapas digitais do mundo à nossa volta armazenados na memória," acrescentou o Sr. Urmson.

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