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3 de ago de 2008

Você precisa de TV para dormir? Cuidado, isto pode ser vício radiotivo!

Estudos que abordam os distúrbios do sono causados pela TV em crianças podem ser facilmente encontrados na Internet, no entanto, o mesmo não acontece com a faixa etária adulta. Será que o problema em adultos não existe?
Porém, há uma epidemia de insônia alastrada no mundo moderno. Hoje à noite milhões de pessoas não conseguirão dormir sem recorrer aos benzodiazepínicos. Mas o assunto deste artigo não são os calmantes e tranqüilizantes e sim o irresistível vício de “puxar” o primeiro sono da noite na frente da TV, para depois tentar arrastá-lo ao sono oficial da cama.

Vício radioativo. (Um exercício de imaginação)
A cocaína, maconha, álcool, heroína, crack, etc., são substâncias químicas que afetam a fluxo dos neurotransmissores do prazer, as serotoninas, catecolaminas, endorfinas, etc. Quando sob a ação dessas drogas, diz-se que o viciado está sob efeito de chapação química. Porém, o cérebro não é suscetível apenas à interferência química, ele também é suscetível às influências eletromagnéticas.

Vamos supor que aqueles que usam a TV para dormir, desencadeiam o seguinte processo: a TV emite radiações eletromagnéticas em várias freqüências, desde as baixas de áudio, até as altíssimas de luz visível e as invisíveis do espectro de raios X e Gama. Todo este coquetel de freqüências interage com o telespectador.

O cérebro, similarmente à TV, também é um emissor/receptor de radiações eletromagnéticas de amplo espectro. Agora vamos imaginar que nas horas ermas da noite, as radiações televisivas e as ondas eletromagnéticas do telespectador entram em um processo de ressonância magnética. Ora, para o sono iniciar, o cérebro precisa entrar na faixa de freqüência de ondas alfa, que é um estado de relaxamento preambular indispensável ao sono profundo, denominado de REM. Estando sob "sono televisivo" a pessoa jamais entra em estado REM, ou seja, é os efeitos benéficos do sono "roubado" antes do sono contínuo são quase nulos.

As pessoas altamente estressadas, que não conseguem por si mesmas entrar no estado de relaxamento, acabam recorrendo ou à TV e às drogas, na tentativa desesperada de acalmar as ondas cerebrais. As ondas eletromagnéticas da TV, de alguma forma entram em ressonância com as ondas cerebrais do indivíduo, que o induzem à sonolência, jogando-o no estado do cochilo, entre sono e vigília.

Qual é o problema?
O problema é que o sono radioativo dura somente enquanto a TV estiver ligada. Tão logo o paciente desligue o aparelho e faça suas abluções noturnas, o cérebro se liga extraordinariamente, causando horas posteriores de luta contra a vigília. Quanto mais tempo na frente da TV, mais se aprofunda o círculo vicioso, aumentando as dificuldades para o paciente atingir o “sono oficial” de cama e travesseiro.

Qual é o prognóstico?
Sabe-se que as drogas são paliativas e cheias de efeitos colaterais, portanto não podem ser receitadas como remédios crônicos em todos os casos. Entre os viciados eletromagnéticos estão obesos e cardiopatas, pois ambos são vítimas de inúmeros episódios de apnéias noturnas. São comuns os relatos de obesos que dormitam com o Jô Soares, espicham pelo madrugadão adentro e só conseguem dormir na alta madrugada. Isto quer dizer que a doença de fundo tem que ser tratada, simultaneamente à tomada de medidas para frear o vício radioativo.

Independentemente da complexidade dos fatores envolvidos na síndrome da insônia, especificamente falando do vício radioativo, o único caminho para o seu cessamento é a suspensão da droga. Ou seja, o viciado deverá lutar para mudar seus hábitos, começando pelo afastamento da TV umas duas horas antes de dormir.

A princípio, sem o embalo radioativo, o dependente terá a impressão de que a insônia vai perdurar a noite inteira, porém se ele persistir e superar a fase da síndrome de abstinência, seu cérebro vai se acostumar a entrar na freqüência alfa sem estimulação eletromagnética externa, e somente aí o paciente vai experimentar o real prazer do sono integral de “cabo a rabo”.

Leituras adicionais:
Are we losing our children to television?
Television 'disturbs children's sleep'
Study links children's TV viewing to sleep problems
TV and internet effects on sleep
More TV Means Less Sleep
Children's TV habits linked to sleep troubles

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