Pesquisar

28 de mar de 2009

Mesmo provocando tragédias, o Sexo Virtual ainda pode ser considerado seguro?

Os perigos do Sexo Virtual.
O rumoroso caso do ex-jogador de futebol Janken Evangelista que teria matado sua mulher num suposto crime passional tornou público um problema que pode passar desapercebido: quais são as implicações do sexo virtual no mundo real?

Apesar da falta de contato físico, as relações virtuais produzem sérias consequências no mundo de verdade, afinal, as pessoas têm o irreprimível desejo de aprofundar seus conhecimentos sobre o parceiro, tanto faz que seja cibernético, como de carne e osso.
Um trecho do depoimento de Janken revela as matizes da trama de uma morte anunciada:
“Depois de três dias trocando mensagens, fizemos sexo pela Internet . Em seguida, revelei minha sua verdadeira identidade para Ana Cláudia, comprovando assim, que eu vinha sendo seguidamente traído.”
Porém, os relacionamentos virtuais que terminam em morte não são novidade. Em 2007 o blog Bender publicou um texto onde relata o caso de Thomas, um ex-fuzileiro naval americano que mata o seu companheiro de trabalho por ciúmes de uma linda amante virtual de 17 anos. Os contornos do evento, quando foram esclarecidos na vida real revelaram um fato surpreendente: a moçoila por quem Thomas se apaixonara não era outra pessoa senão uma matrona de 45 anos que usara as fotos da filha de 18 anos para montar um perfil Fake na Internet.

Enquanto os pais descansam, os filhos aprontam tudo entre quatro paredes.
Numa sociedade aterrorizada pela insegurança das ruas, os pais se deleitam em ver seus filhos trancafiados nos seus quartos. Muitos destes adolescentes (bonzinhos por não fazerem pressão para sair de casa) participam de rodadas de sexo virtual por horas a fio. Enquanto os pais descansam, os filhos aprontam tudo dentro de quatro paredes, sem que aparentemente grandes consequências possam advir destes cometimentos solitários.

Isto é ledo engano. As imagens resultantes da exposição genital gravadas pelas Webcams dos adolescentes vão parar em sites internacionais de pedofilia, pois ninguém consegue distinguir a real identidade do perfil do parceiro de sexo virtual. O agravante é que qualquer cidadão medianamente apetrechado com conhecimentos internéticos pode rastrear uma pessoa virtual até ligá-la a pessoa real. Um exemplo disto foi linkado pelo Uêba no dia 27/03/2009: um sujeito chamado Wanderson montou um site para conseguir uma pretendente matrimonial. Um blogueiro aficionado resolveu descobrir o personagem real por trás do Wanderson e descobriu seu nome real, CPF, endereço, etc.

Isto quer dizer que qualquer adolescente que pratique sexo virtual, cedo ou tarde será rastreado no mundo real e se verá às voltas em interações com redes de pedofilia e prostituição que usam a Internet como vetor poderoso para aliciar nova “força de trabalho”.

Sexo Virtual é seguro entre adultos?
Como visto no início do texto, no reino dos adultos as implicações do Sexo Virtual podem ser catastróficas, devido às separações aos crime passionais. Isto acontece porque o parceiro(a) real jamais aceitará pacificamente dividir o seu afeto com um personagem cibernético, mesmo porque, sabe que do outro lado da linha há uma pessoa real com intenções reais de um dia consumar a relação.

O lado cômico do Sexo Virtual foi abordado pelo Blog Dcarbono com a publicação deste vídeo que mostra a integralidade de um ato sexual virtual e a consequência que aparece no Drive de CDROM 9 megas depois...



Para finalizar, apareceu no universo dos Gadgets aquele que vai ganhar um lugar como o aparelho masturbatório definitivo, ou vai entrar para as listas dos Gadgets mais inúteis e bizarros de todos os tempos. Trata-se da vagina eletrônica batizada de RealTouch, o Drive que permite sexo Virtual via USB. Depois que inventou a Tekpix, a indústria do entretenimento não parou de ter novas idéias...

2 comentários:

  1. "Isto quer dizer que qualquer adolescente que pratique sexo virtual, cedo ou tarde será rastreado no mundo real."

    A impressão que se tem do texto é que na internet é tudo fantasioso. Amigo virtual(amigo que não existe), namoro virtual(namoro de faz de conta, ou seja, se o indivíduo é casado, o marido/esposa não está sendo traído), dependente do mundo virtual(dependente de um mundo fantasioso).
    Quero dizer que a palavra "virtual" tem sido muito usada de qualquer maneira, por todo mundo, sem considerar que virtual é aquilo que simula a realidade. A internet é um meio eletrônico de comunicação.

    Tudo bem que exista o sexo virtual(sexo simulado), mas "rastreado no mundo real" implica dizer que na internet é tudo de mentira.

    Na internet pode existir o virtual, tal como jogos, robôs que se comunicam graças à inteligência artificial, mas também tem seres humanos, tem lojas online que vendem produtos de verdade, que vendem coisas físicas, que chegam até a casa do consumidor.

    ResponderExcluir
  2. A antítese real/virtual está mais para a privacidade do que para a negação da realidade cibernética. Você pode tudo na rede, enquanto não descobrirem teu endereço, aí vc é cobrado eticamente pelos seus atos.

    ResponderExcluir