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22 de jul de 2008

Como o militarismo da era Bush mudou o Batmóvel?

Como sou viciado nos links do Ueba, ontem ao visitar o site para saber as novidades, me deparei com um link ao post do Fester Blog que publica a seqüência de fotos da evolução estilística sofrida pelo Batmóvel, desde o seu lançamento em da série produzida para a TV em 1966, até o último filme de 2008.

É óbvio que a concepção original estava claramente voltada mais para a ficção científica, do que para a realidade cotidiana da vida urbana. O bólido de 1966 era um modelo cheio de curvas aerodinâmicas,

lembrando o Sinca Chambord Tufão com suas longas asas de morcego traseiras e os seus detalhes em vermelho.

Para quem curtiu adoidado a corrida maluca, descobre certas semelhanças o carro do Dick Vigarista e a aerodinâmica do Batmóvel. A imensa turbina traseira e as asinhas de morcego no teto e no capô não escondem o parentesco espiritual entre os dois carros.
Foto do carro que o Dick Vigarista na Corrida Maluca.


Pois bem, as décadas foram se passando e a concepção do Batmóvel sofreu transformações em direção a linhas cada vez mais arrojadas e futuristas. Talvez temendo as más línguas sobre a boiolagem implícita no estranho relacionamento Batman-Robin, em 1997 surgiu o Batmóvel mais aerodinâmico de todos... de UM passageiro só.

O militarismo do combate ao terrorismo da era Bush faz a sua primeira vítima: o Batmóvel.
Em 2005, no filme “Batman Begins”, o desenho do Batmóvel sofre a sua mais surpreendente transformação, virando uma combinação do gigantesco jipão militar americano Hummer com os caminhonetões tunados norte-americanos do tipo Big Foot.

Seguindo a tendência atual de aumento do realismo na ficção, o Batman é um psicopata “do bem” que realiza operações militares contra figuras outras além daquelas dos vilões ingênuos, agora substituídos por mentes do mal mais ao estilo Bin Laden e Saddam Hussen.
Batman, assim como o seu Batmóvel transformado em tanque de guerra, perderam a puerilidade das figuras de historias em quadrinhos, no momento em que foram se contagiando com a cultura do medo estabelecida desde o episódio da queda das duas torres gêmeas de Nova York em 2001.

O sonho da ficção sendo consumindo pelo hiper realismo foi muito bem representado no livro/filme “História Sem Fim”. Esperemos que com a saída do Bush tenha fim o reinado do medo e possa o Batmóvel voltar a ser algo mais do que um simples monstrengo militar.

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