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23 de jul de 2008

Existem hackers éticos?

O Brasil, um país de impunidade alastrante, onde os bandidos fazem as leis, era lógico que tinha tudo para se transformar num paraíso Hacker.

Para se ter uma idéia das facilidades que os bandidos encontram na terra brizilis, vejamos algumas reportagens policiais que falam por si mesmas:

Polícia espanhola prende quadrilha de hackers brasileiros.

Hacker brasileiro relata 'carreira' de crimes online.

Hackers brasileiros criam novas modalidades de invasão.

2 Hackers Brasileiros burlaram 250 Mil Euros em Portugal.

Dinheiro é o alvo de 80% dos vírus no Brasil, afirma estudo inédito.

Depois desta pequena amostra da nossa guerrilha hacker, ainda é possível falar em “hackrers do bem”? Definitivamente eu rejeito toda a distinção entre Hackers e Crackers e coloco todos eles no mesmo balaio pelas seguintes razões:

- Invadir computadores alheios é uma atividade criminosa, não importando se são praticadas por hackers do bem ou crackers do mal. Os tais dos hackers éticos alegam que se eles invadem computadores e não causam nenhum dano são do bem, ao passo que acusam os crackers de praticarem invasões para causar danos.

Então, quem invade só pelo prazer de invadir é do bem e quem invade para causar estragos é do mal? Se tal situação fosse transposta para o mundo físico, significaria que todo aquele que invadisse um banco e saísse sem levar nada, seria um ladrão de banco “do bem”, enquanto outro bandido que saísse correndo com um saco de dinheiro seria “do mal”.

As coisas não são tão simples. Invadir computadores sem o consentimento da vítima, nem que seja somente pelo prazer do desafio, é um ato tão criminoso quanto instalar Trojans para obter senhas bancárias.

- A atividade hacker não deve ser confundida com aquela desenvolvida pelos técnicos em segurança que testam os sistemas corporativos. Não se pode falar em hackerismo quando há consentimento do dono do sistema a ser invadido, com o intuito de testar os sistemas de defesa da empresa.

- As pessoas confundem a realidade da internet de 20 anos atrás, quando adolescentes desocupados brincavam “inocentemente” de invadir computadores, com a situação de guerra do mundo atual que vive uma intensa migração de crimes do mundo real para o virtual. O antigo hacker romântico que praticava voyeurismo passivo em computadores alheios, há muito foi substituído pelo bandido sem escrúpulos que pode arregimentar milhares de computadores hospedeiros para serem usados em diversas atividades operações criminosas de ganho de dinheiro ilícito.

O conceito de ética não pode ser deturpado ao ponto de ser estendido para qualquer pessoa que consiga invadir um computador e não causa danos. Quem invade computadores não pode, por princípio, ser considerado ético e muito menos do bem. Esta certamente deve ser a base filosófica da nova lei dos Cibercrimes. O Brasil deve conseguir um dia tratar bandido como bandido, será que é sonhar tal alto?

Hackers, crackers, cibercrimes, ética

2 comentários:

  1. bom ...se vc é um ladrão podera entrar no banco , vc poderar vasculhar tudo....onde é o banheiro , onde tem os caixas, e podera sair sem praticar ato ilicito algum!

    ou podera sair com a sacola com dinheiro....vc so é assaltante se exercer o que tinha praticador e pensando antes...na maioria das vezes quando invado um pc (por prazer) nao penso en nada!!!

    tento discobrir as falhas etc...
    se for facil demais nao tem graça etc...

    mas cabe a min se irei copiar, apagar ou ate mesmo danificar o pc do usuario ou corporation ,

    ai sim !!!mas ser hacker nao quer dizer q sou criminoso....

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  2. Nélio, cabe aqui lembrar o princípio da insegurança. Imagine você que um belo dia você entra em sua casa e encontra um bilhete que um invasor deixou dizendo que só entrou para dar uma olhada e foi embora sem levar nada. Como você se sentirá deste dia em diante?
    A questão do direito à privacidade é a grande discussão. O próprio ato da invasão é crime, ou para haver crime tem que ter havido dano? Quando o meu PC é invadido, considero-me vítima de quebra de privacidade. Tudo é uma questão de saber de que lado se está vendo o problema.

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